Dunga vai ou não vai?

A Copa da África do Sul pede passagem e já tem data marcada para o seu início: 11 de maio, isso mesmo, 11 de maio a Copa vai começar para o Brasil. É nesta data que. Dunga anunciará os 23 convocados para a tentativa de esquecer o fiasco de 2006, e tudo pode acontecer!
Antes, vamos abordar alguns aspectos comunicacionais que envolvem a seleção brasileira. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tem considerável preocupação com essa área, atingindo êxito na parte da comunicação integrada e contando com uma forte e pró-ativa assessoria de imprensa. Focaremos aqui no aspecto pessoal, no treinador Dunga, analisando suas atitudes e comportamentos perante seus stakeholders.
É preciso fazer um breve apanhado sobre a repercussão da mídia na última Cop
a, antes de chegarmos a 2010. A seleção, em 2006, estava cercada do clima de “oba-oba”, gíria futebolística que passa uma ideia de favoritismo absoluto, aspecto que comumente atrapalha uma equipe. Na circunstância não havia uma pressão em cima do técnico Carlos Alberto Parreira para a convocação, poucas eram as dúvidas e o esquadrão inicial foi mantido intacto. O resultado todos lembramos, mas vamos ao foco dessa exposição.
O fato é que a mídia não cobrava muito do técnico na época, que era muito passivo em suas práticas, além de haver certo receio de alguns pelo favoritismo pregado pela imprensa. Diferentemente do ocorrido em 2002, quando mesmo cercada de desconfiança, a seleção encantou o mundo e conquistou o penta. Agora a Copa da África. Como Dunga vai agir?
Quando anunciado novo técnico da seleção após 2006, poucos acreditaram em seu trabalho, porém, mesmo criticado e pressionado pela imprensa e torcida, o treinador obteve ótimos resultados, entre eles a conquista da Copa América de 2007 e a bela campanha nas Eliminatórias para a Copa de 2010.
Chega a hora da convocação oficial e nos deparamos com um ambiente fervoroso. O Brasil inteiro roga por Neymar e Paulo Henrique, ambos do Santos, assim como aconteceu com a imploração por Ronaldinho Gaúcho há pouco tempo. No histórico de Dunga essa possibilidade é mais di
fícil, já que a base da atual seleção variou pouco, além do fato do treinador não aceitar muito bem as críticas, o que prejudica, de certa forma, sua imagem perante o público nacional.
Mas o clamor da mídia e da massa brasileira é forte. Qual será a postura do técnico? Será que a CBF realizará algum trabalho evidente em cima dessa questão de conduta e feedback?
Verificamos assim, a real importância do profissional de Relações Públicas, já que inúmeros questionamentos, em relação à polêmica convocação, são esperados. Além disso, uma postura com mais frieza seria fundamental para a mudança da imagem de Dunga, fato que poderia acrescentar positivamente para o ambiente do grupo, um dos principais pontos negativos do elenco de 2006. Trabalhar com imagem é uma das práticas fundamentais que existe no processo comunicacional.
Percebemos que o RP trabalha também, nesta situação, com a fala. Nesse caso, um discurso mais adequado pode resultar, através das práticas de comunicação dirigida, em efeitos positivos. Esperamos que isso aconteça com a seleção canarinho. Que o hexa venha para coroar esse trabalho.

Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação
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