Vendem-se ações sociais, quer comprar?


O que realmente importa para uma empresa nos dias de hoje: vender o maior número de produtos e serviços apenas ou atrelar esse ganho às ações realizadas juntamente com a sociedade? Espera-se que a segunda opção seja a mais cotada por organizações modernas. O desafio de hoje não é investir massivamente em publicidade para vender determinado produto ou serviço. Claro que isso ainda precisa ser feito, mas não de um modo isolado. O real desafio das organizações é conseguir posicionar sua marca por meio de ações culturais e sociais.
As estratégias utilizadas para esse tipo de marketing são as mais diversas. Algumas organizações focam suas ações no que podemos chamar de “marketing de filantropia”, no qual doam parte de seus lucros para programas sociais governamentais ou para a sociedade civil. As camadas mais beneficiadas por essas ações são os jovens, as crianças pobres e os idosos. Outras empresas optam por criar seus próprios institutos e fundações sociais, implementando seus projetos.
Citemos alguns exemplos de organizações que vêm desenvolvendo programas culturais e sociais. O banco Itaú criou em 1987 o Instituto Cultural Itaú, cujo intuito é desenvolver e organizar processos que compreendam as práticas culturais e, com base nelas, ampliem o acesso à cultura promovendo a participação social, gerando conhecimento sobre as artes brasileiras.
Já em 1991, foi fundado o Instituto C&A, que tem como principais atuações a formação continuada para professores da educação infantil, o fomento à educação integral – especialmente em projetos ligados a arte, cultura e leitura literária – a promoção do trabalho conjunto e do desenvolvimento institucional de organizações sociais e o incentivo à participação social por meio do voluntariado empresarial.
O programa “Natura Musical” busca promover o cenário musical brasileiro e até mesmo mundial. Em cinco anos de atuação, já foram realizados mais de 130 projetos em todas as regiões do país. No ano de 2010, foi realizado o “Festival Natura Nós”, que trouxe atrações de todo o mundo.
A marca Omo promove o “Programa pelo Direito de Ser Criança” desde 2008, não medindo esforços para difundir a importância de brincar e de aprender pela experiência e estimular o debate na sociedade sobre a defesa do direito à infância.

Em 2010, a Oi lançou o seu primeiro edital para projetos voltados à temática ambiental. O programa teve por objetivo financiar novos empreendimentos integrando sustentabilidade e conservação ambiental; implementar tecnologias sociais que promovam o desenvolvimento sustentável e a conservação do meio ambiente e incentivar o uso de novas tecnologias para a preservação ambiental e educação para a sustentabilidade.
São incontáveis os institutos, os projetos e os programas sociais e culturais que vêm sendo elaborados e aplicados pelas organizações. Vê-se que as organizações que não derem a devida importância a essas ações serão desvalorizadas e, consequentemente, esquecidas por seus clientes.
Raissa Viegas
Diretoria de Comunicação
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