O RP e a Gestão de Comportamentos

Três questões que podem ajudar na elaboração de uma política de gestão de comportamentos eficaz nas organizações.

A “gestão de comportamentos” é um tema corrente entre profissionais que trabalham com Recursos Humanos, ou se preferirem Gestão de/com Pessoas. De certa forma, esse é realmente um assunto próprio desse ramo de atuação, mas o que fazer quando o relações-públicas tem que trabalhar com a gestão da conduta empresarial?

Não é raro que o trabalho de comunicação interna também incorpore essa gestão, sobretudo em organizações de pequeno porte e o profissional de comunicação, mais precisamente de RP, pode sim usar de habilidades e conhecimentos próprios de sua área para administrar eficientemente esse trabalho.

Gerir atitudes seguramente não é um trabalho simples, tão pouco fácil. Uma política de conduta que não respeita os membros da organização afeta a motivação, que interfere no rendimento e na produtividade dos colaboradores, caminhando inevitavelmente para um ambiente de trabalho pouco estimulante e propício a crises. Com certeza esse não é o objetivo de nenhuma organização, afinal quando o clima organizacional está “saudável” a tendência é que a empresa mantenha um ritmo satisfatório de trabalho e crescimento.

Sendo assim, é importante saber o que as pessoas pensam sobre a criação de um código ou manual de conduta e a chave, e primeira questão, para isso é o planejamento participativo. Quando os colaboradores fazem parte do processo de decisão o produto final é resultado de um trabalho colaborativo, o que na grande maioria das vezes gera sentimento de apropriação e comprometimento.

Como exemplo de definição coletiva de normas de conduta organizacional, o Manual de Conduta da RPjr tem sido uma ferramenta muito importante para o desenvolvimento da empresa nos últimos anos. É claro que a estrutura da RPjr é bastante diferenciada, sendo formada por 21 alunos de graduação que desenvolvem suas atividades sem receber qualquer tipo de remuneração, além ser uma empresa com alta rotatividade de membros; mas é possível pensar formas semelhantes que se adéquem a outras organizações.

O Manual de Conduta da RPjr foi formulado com a intenção de definir padrões de postura e conduta profissional que norteassem o relacionamento dos membros da RPjr com seus públicos (colegas de trabalho, fornecedores, prestadores de serviços e clientes). Para tanto, foram identificadas determinadas situações que deveriam ser levadas em conta como: a qualidade dos documentos produzidos, a relação com clientes, conduta em relação ao patrimônio da empresa entre outras.

Desde sua criação, o manual da RPjr já sofreu diversas alterações de acordo com a evolução e diversificação da cultura da empresa, o que caracteriza um segundo ponto importante: uma dose de maleabilidade.

Finalmente, a terceira preocupação, não menos importante, é com a questão do reconhecimento. Como serão resolvidos os casos em que as normas forem desrespeitadas e como serão valorizados os casos em que algum colaborador se destaque positivamente? Isso é fundamental para a eficiência do código e deve ser definido também coletivamente, se adequando à realidade de cada empresa.

Enfim, a atuação do RP na elaboração de uma política de gestão do comportamento deve ser sempre estratégica, pensando no bom relacionamento entre os públicos da organização. Essas três questões ajudam muito para um trabalho bem realizado nesse sentido, o que pode se tornar fundamental para o rumo de uma organização, principalmente porque gera valor interno, motivação e ainda torna o ambiente mais produtivo e harmonioso.

Marcelo Montanha

Diretoria de Qualidade
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3 respostas em “O RP e a Gestão de Comportamentos

  1. Oitentinha, seu texto ficou ótimo! Muito bem escrito e com uma mensagem importante a ser passada. Espero que muitos RPs (e estudantes da área) leiam o texto e tenham um momento de reflexão sobre a própria postura e comportamento profissional. E, claro, se interessem mais por essa área. Afinal, na visão das RP, todo colaborador de uma empresa é um porta-voz em potencial.

  2. Galera agradeço muito pelos comentários!Existe muito mais a ser explorado sobre o trabalho do RP na gestão de comportamentos, mas isso é assunto pra um trabalho mais profundo e extenso né. Por hora, esses três pontos podem ajudar muito na elaboração de uma política de conduta nas organizações, mas a experiência ensina muita coisa, sempre!

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