Relações Públicas no desenvolvimento da economia da reputação

Certa empresa de cartões de crédito mostra a seguinte indagação numa de suas propagandas: “o que para você não tem preço?”. Esta dúvida individual proposta pelo comercial, sobre o que imprescindível para o ser humano (em relação a valores morais, a opções pessoais, entre outros quesitos), pode ser transportada para o âmbito empresarial: o que é imprescindível para uma empresa? Quais são os valores primordiais para que uma organização possa ter o sucesso desejado?

Antigamente, muitas empresas não se importavam tanto com os valores intangíveis (ou seja, os que estão fora do alcance de valores simplesmente monetários) de suas marcas, produtos e serviços, mas voltavam quase que todas as suas forças de marketing e comunicação visando o lucro ao final do mês. A repercussão sobre certo produto ou marca existia sim, numa velocidade considerada baixa para os padrões do início do século XXI: tanto que reclamações, elogios, críticas e sugestões para os produtos demoravam muito para chegar às organizações e, em alguns casos, os problemas já estavam resolvidos antes mesmo de a empresa responder ao cliente.

Porém, os tempos mudaram. Hoje, um simples vídeo com o intuito de reclamar acerca de algum produto pode repercutir quase que instantaneamente nas mídias sociais. Obivamente, o oposto também pode acontecer: um despretencioso clipe musical, gravado de maneira amador por uma banda independente, pode gerar milhões de acessos numa semana e mudar a rotina de seus autores, pelo menos por um certo período de tempo.

A economia da reputação mostra exatamente esta relação entre o valor monetário de um produto ou marca e o valor de troca de reputação, através de comunidades de reclamação nas mídias sociais, indicações de amigos, postagens em blogs (especializados ou não)

E como o profissional de Relações Públicas pode contribuir para o fomento desta economia de reputação? Uma das principais atribuições desta profissão é cuidar da imagem de uma empresa, de um produto específico, uma instituição ou até mesmo de uma pessoa física. Consequentemente, com uma imagem mais sólida e bem quista perante os públicos, a construção de uma reputação mais consistente e positiva é facilitada.

Portanto, estratégias de comunicação bem planejadas, pesquisas de opinião quantitativas e qualitativas para perceber os interesses dos públicos-alvo e uma boa dose de observação sistemática do mundo midiático são requisitos básicos para que um relações-públicas possa desenvolver melhor esta economia da reputação e poder mostrar à sua empresa que os produtos físicos podem ter um preço estabelecido pela fábrica, mas é inestimável o valor de se ter uma boa reputação diante dos públicos.

Maíra Masiero

Aluna do 3º termo de Relações Públicas da Unesp/Bauru
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