Comunicação falha ou diagnóstico falho?

Muitas vezes, no dia a dia do ambiente profissional quando percebemos que o fluxo de trabalho ou a produtividade apresentam problemas, logo soltamos aquele jargão: “A comunicação interna está falha!” e, na maioria das vezes, não sabemos ao certo o que está ou não falho.

É de conhecimento de todos que vivemos em uma sociedade bombardeada por informação, contudo, informar é bem diferente de comunicar. Nas aulas que tenho no curso de Relações Públicas pude aprender que a comunicação pressupõe uma troca entre um emissor e um receptor, já a informação é um dado direto, neutro, não há como dialogar com ela. Agora, pare para pensar, o que você faz dentro de sua organização? Você está informando ou comunicando? Comunicar é, sem dúvida, muito mais eficiente do que informar!

Um dos maiores problemas que enfrentamos é o ato de dar o nome errado aos “bois”. A palavra comunicação pode ser interpretada de diversas formas por nossos receptores, o que passa a gerar um dos principais pontos que desencadeiam um diagnóstico falho: culpamos a comunicação interna – sem saber realmente o que ela é – por todos os processos falhos dentro de nossa organização.

Margarida Kunsch, em seu livro “Obtendo resultados com Relações Públicas”, expressa bem o erro que cometemos, quando fazemos essa confusão – e pelo menos para mim, quando li aquele fragmento foi como se uma portinha da minha mente se abrisse: “Muitos confundem a comunicação interna com a administrativa, que compreende a comunicação mais burocrática que todos os setores devem exercer com competência, seja na freqüência de reuniões periódicas com os subordinados, na manutenção de CI – comunicação interna clara, a comunicação”.

Portanto, há uma grande confusão quando tentamos interpretar a comunicação interna, segundo as falhas que percebemos dentro das organizações. A comunicação interna pode ser referente às ferramentas de comunicação, comunicação administrativa ou comunicação interna clara.

O primeiro passo para saber o que está de fato errado dentro de sua organização é PESQUISAR! Isso mesmo! Levantar dados internos para saber o que os funcionários têm a dizer ou quais ações são falhas ou efetivas. Por isso, a pesquisa de opinião é tão importante – apesar de ter ouvido reclamarem e também já ter reclamado dela, já que às vezes é muito cansativo tabular -, é através dela que poderemos saber precisamente para onde direcionar nossos passos para um certeiro plano de ação.

Questões elaboradas cuidadosamente, pesquisa aplicada, tabulação realizada. E agora? Agora vem a melhor parte e acho que muitos RRPP vão concordar comigo: o levantamento de dados! É nessa hora que você vai descobrir o que está errado na sua empresa.

Depois de realizado o diagnóstico é que devemos partir para o tão esperado plano de ação. Desenvolvem-se as ideias com base nos dados e de acordo com a realidade e necessidade da organização, aí temos as ações a serem implantadas para sanar as falhas. Mas ainda não acabou! O plano de ação foi realizado, mas temos que monitorar. Está dando certo? Onde erramos? O que pode ser melhorado?

O processo comunicacional interno só é efetivo quando todas suas vertentes estão em harmonia: ferramentas, comunicação administrativa, funcionários e etc. Além disso, é um eterno aprimoramento. A comunicação da sua empresa vai muito além das ferramentas de comunicação interna que você utiliza. Uma eficiente e eficaz comunicação interna depende sim destas ferramentas – afinal você até bate um bolo sem batedeira, mas é mais rápido se você tiver uma, certo? Só que essa dependência é ainda maior da motivação dos funcionários em usá-las corretamente e realizar uma comunicação interna clara eficiente e da sua função de comunicar e não informar. Lembre-se: você, sem querer, pode estar apenas informando! Uma comunicação interna que satisfaça as necessidades organizacionais deve, portanto, ter como aliada ações de endomarketing eficientes, mas esse é um outro papo…

Jéssica Fleckner
Diretoria de comunicação
Fonte:

 KUNSCH, Margarida Krohling. Obtendo resultados com Relações Públicas. São Paulo: Ed. Pioneira, 1997.

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