Convergência de Mídias: a tendência sem limites

Recentemente, dia 11 de março, o jornal Folha de São Paulo estreou o seu programa na televisão, no canal TV Cultura, intitulado “TV Folha”. O programa tem caráter jornalístico e procura tratar dos assuntos mais populares e polêmicos veiculados no jornal impresso, adicionado de comentários de colunistas e repórteres importantes da área.

Este tipo de ação (um meio de informação estar presente em mais de um veículo de comunicação) é chamado de convergência de mídias e não é adotada apenas por grandes nomes da comunicação, como a Folha de São Paulo, mas, está presente em praticamente todas as ferramentas de comunicação que envolvem o mundo globalizado.

A maioria de nós aceita a convergência de mídias sem saber ao certo do que a sua definição se trata. É só pensarmos:

Você usa seu celular apenas para fazer chamadas? Lê apenas o jornal impresso? Ouve as notícias apenas no rádio? Sabemos que não, pois, muitas ferramentas de comunicação estão hoje integradas em vários dispositivos e veículos de comunicação a fim de facilitar a postagem de conteúdo, complementar informação de outro meio e fazer com que as pessoas estejam interconectadas.

Mas, a convergência de mídias não se resume à essa ideia central de unir vários processos e funções tecnológicos em um único aparelho de comunicação, mas na verdade, segundo Henry Jenkins, autor do livro “Cultura da Convergência” é “uma transformação cultural, à medida que os consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiático dispersos, onde uma história transmidiática se desenrola por meio de múltiplos suportes midiáticos, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo.”

Portanto, a convergência de mídias é resultado da ampla conectividade que as pessoas vêm adquirindo ao longo dos tempo. Hoje em dia, saber de todas as informações e em quais lugares elas estão virou uma necessidade contemporânea na qual o usuário se tornou participativo.

O ambiente em que vivemos nos moldou para facilitar essa conectividade. Cabe a cada marca, empresa ou ramos do mercado saber utilizar a convergência de mídias, a fim de que ela se torne um diferencial para seus concorrentes e não excesso de informações para seus clientes.

“A cultura da convergência é o futuro, mas está sendo moldada no presente.”

Henry Jenkins

Amanda Valença

Diretoria de Comunicação

Referências:

A década digital e a convergência de mídias

Programa “TV Folha”

 
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