Novas perspectivas no cenário musical

Foi-se o tempo em que para ser reconhecido e vender sua música era necessário para o artista ter contratos quase escravistas com grandes gravadoras, que, para atender uma demanda de mercado ou seguir e lançar tendências, se envolviam em todos os aspectos de uma banda ou cantor, interferindo inclusive em seu processo criativo. Tudo isso para gerenciar sua imagem e mantê-lo sob os holofotes o maior tempo possível, o que resultaria em grandes vendagens e lucros absurdos para as gravadoras, aumentando o abismo entre os ganhos da empresa e do artista, dono intelectual do produto comercializado e que ficava com a menor porcentagem da venda de sua própria música.

Com o advento da internet o cenário foi se alterando. Surgiu um novo fenômeno mercadológico chamado Cauda Longa (ou Long Tail, do termo original usado por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired), que mostra que a soma de produtos que vendem poucas unidades individualmente representa um negócio muito maior que o de produtos com alta popularidade. Ou seja, os best-sellers não dominam mais as vendas e todo tipo de artista ganhou espaço para expor e vender seu trabalho, porque para as lojas, principalmente as que têm uma vitrine virtual, é interessante ter o maior leque de produtos possível. Sérgio Herz, dono da Livraria Cultura, ilustra isso ao afirmar que uma loja em um shopping, por exemplo, abriga cerca de 120 mil livros enquanto na internet o catálogo da livraria chega a 1,3 milhão de itens.

Legenda: iTunes: maior exemplo do mercado de música pela internet

Com o crescimento vertiginoso que a venda de música pela internet atingiu nos últimos anos, talvez o mercado musical seja o maior expoente destas mudanças, gerando um novo desafio para os artistas, agora com a possibilidade de serem independentes e ainda assim rentáveis para si mesmos, que é justamente essa necessidade de gerenciar sua própria carreira e, por conseqüência, sua própria imagem. Há diversas possibilidades a seguir e é preciso encontrar a que mais se adéqua às características da banda ou do cantor, necessitando, assim, um esforço contínuo na gerência da imagem para que ela seja verdadeira e possa transmitir a identidade do grupo, um fator-chave para a sobrevivência no mercado fonográfico.

Mateus Henrique Nascimento

Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento

Fonte:

Wired Magazine

Revista Época

The Long Tail Blog

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