Tudo pelo poder

Muitas empresas, desesperadas por uma fatia de mercado, apelam para propagandas enganosas que vendem falsos ideais. Como fica um relações públicas nessa situação? Você seria capaz de aguentar o tranco?

Vimos o caso da Devassa, que optou por utilizar uma garota que tinha como característica mais aparente o fato de ser “santinha”, a Sandy. Sua antecessora, Paris Hilton, tinha se mostrado completamente a cara que a empresa queria, mas, na tentativa de inovar e causar polêmica, elegeram Sandy como a nova garota propaganda. Não vamos discutir se a propaganda foi boa ou se gerou resultado, mas sim os valores que uma empresa preza.

Sandy não fuma, não é vulgar, sabe se portar bem em festas e transmite confiança naquilo que faz. Porém Sandy não bebe cerveja, e assumiu isso publicamente. A polêmica em torno desta questão foi massiva, como usar para fazer publicidade uma cara que a empresa não tem? Onde estão os valores da empresa? Eles não estão alinhados? E a própria Sandy, fez certo em se associar a uma marca que não se identifica?

 

O pior de tudo foi que depois de tantas alfinetadas a própria Sandy jogou a bomba para outras marcas, afirmando que Xuxa não usaria Monange e nem Luciano Huck e Angélica usariam Niely Gold. Eles rebateram dizendo que usavam sim, caso contrário não fariam propaganda de um produto que desconfiam. Verdade ou não, pelo menos mantiveram seus nomes e o das respectivas marcas limpos.

Imaginem-se agora na seguinte situação: abriram vagas para o processo de trainee de uma das maiores empresas de cigarro. Sabemos que esta empresa não vive só de cigarro, mas é seu principal produto. Vale a pena se inscrever se você não é fumante e odeia até o cheiro do cigarro? Você, no papel de relações públicas, gostaria de elaborar planos de comunicação externa sabendo que o cigarro é causa de câncer e problemas respiratórios? A própria empresa se preocupa com isso e contrata apenas pessoas que acreditam na qualidade da marca?

Enfim, o papel de um relações públicas é diverso, mas é nossa função manter alinhada a missão, visão e os valores da empresa. Quando estivermos no mercado de trabalho deveremos pensar sobre isso e, para uma marca crescer e ser bem sucedida, é de se esperar que tudo isso seja analisado, para que todos os funcionários vistam a camisa da organização e transmitam a mensagem que ela deseja passar para o mundo.

Jéssica Mugnatto

Diretoria Administrativa

FONTES:

Exame

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