O Brasil subiu o morro

Funk: a cultura que não é aceita, mas é cada vez mais consumida pelos brasileiros

O Rio de Janeiro virou moda e porta de entrada para o Brasil. A Copa do Mundo FIFA acontecerá na cidade maravilhosa, as Olímpiadas chegam logo depois e o Rio se torna cada vez mais o queridinho dos turistas. Agências de viagens do Brasil inteiro destacam o Pão de Açúcar, a vista do Cristo Redentor e Copacabana, mas evitam mostrar a realidade das favelas cariocas. No entanto, as favelas estão recebendo status pelas suas belezas naturais e seu estilo de vida próprio, mas a cultura produzida nos morros, ainda não muito aceita pelos brasileiros, está sendo cada vez mais consumida e o funk brasileiro agora também é moda.

O cantor Naldo estourou, em 2012, com a música “Amor de Chocolate”, canção que até hoje é uma das mais tocadas. O ritmo que antes era taxado como “coisa de pobre”, “coisa de favelado”, agora é ouvido nas maiores (e mais caras) baladas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre entre outras grandes cidades.

Além de Naldo, outros cantores fizeram o funk se espalhar e, de repente, a Mercedes Benz resolveu inovar mostrando que a cultura dominante não é a de quem está nas classes mais altas, já que a popular se impõe sobre esta de formas surpreendentes e que uma Mercedes Classe A “pode ficar sob controle até no Passinho do Volante”, funk do Mc Federado e os Leleques.

Para bater ainda mais nessa tecla, poucas semanas atrás vimos Ticiane Pinheiro, esposa de Roberto Justus – um dos maiores empresários do país – mostrando, ao vivo em um programa de TV, suas habilidades ao dançar o sucesso do Bonde das Maravilhas: Quadradinho de 8.

Está claro que a cultura gerada nas periferias está entrando pela porta da frente na casa de todos nós e ainda: está claro que, a cada dia mais, a comunicação de baixo custo e muita criatividade ganha de longe a atenção dos brasileiros. Brasileiros que agora não veem mais uma cultura elitizada no seu cotidiano.

E agora, será que o Brasil entra deslizando nessa tendência da comunicação?

Isabela Pinheiro

Diretoria de Comunicação

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