Redes sociais: ajudando na queda da bastilha

Muito tem se falado e noticiado sobre aumento dos R$0,20 nas tarifas do metrô, a gota d’ água que culminou nos protestos que estão acontecendo na cidade de São Paulo e que estão se espalhando pelo país. Dentre tantas reivindicações presentes na revolta, existe uma que fala mais alto: um transporte público de qualidade.  Uma enxurrada (que desta vez não fere pessoas com a força d’água, mas sim com as balas de borracha e gás de efeito moral) de protestos está acontecendo com uma frequência que há muito  tempo não se via no Brasil.

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Retrocedendo um pouco pela história do País, essa manifestação está despertando nos brasileiros a mesma vontade de protestar contra a falta de democracia, supressão dos direitos constitucionais, censura e principalmente perseguição (agora realizada pela Polícia do governo militar do estado de São Paulo) que  viveram nossos pais e avós, em 1964, durante a Ditadura Militar.

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Mas essa manifestação vem com uma cara nova, que nenhuma outra no Brasil teve, pois além do fácil acesso e o bombardeio de informações que é gerado por dia tanto na rede televisiva, quanto no rádio e internet, um novo e poderoso ativo entrou em cena: as redes sociais.

A manifestação ganha mais força a cada texto e vídeo compartilhados,  a cada confirmação de presença em protestos por  cidades de todo o País e mundo afora.  O poder de mobilização e compartilhamento de informações nas redes sociais, como o Facebook é tão grande, que permite aos militantes do Egito, Argentina e vários outros países do mundo se solidarizem com a causa, e tornem a olhar ao Brasil não só através de uma noticia do jornal ou televisão.

Isto mostra para todos que as redes sociais são a ferramenta do século para incitar o engajamento político. Ao usar hashtags como #protestoSP, #passelivre, #tarifazero, #contraoaumento, #ogiganteacordou e  inúmeras outras, o brasileiro presente nas redes sociais difunde e conecta  ainda mais o movimento e as pessoas que apoiam a causa. E até aqueles que são chamados de “manifestantes do sofá”, apesar de serem criticados por reivindicarem seus direitos apenas nas redes sociais e não nas ruas, são peças importantes para o mecanismo da manifestação e organização social. Pois, ao estarem de olho em todo tipo de informação nova que é gerada, ajudam os manifestantes que estão nas ruas, dando desde informações mais simples, como os locais e horários das manifestações, até as mais elaboradas como orientações jurídicas favoráveis. E um acompanhamento ao vivo das ações dos policiais pela TV pode prever quais serão seus próximos movimentos e avisar os colegas manifestantes que estão nas ruas, contribuindo, dessa forma, para a segurança e melhor organização destes.

Se algo de bom pode ser tirado de tudo isso, é o poder de mobilização  que a tecnologia nos proporciona, e a forma de cooperação e organização que ela possibilita. As redes sociais, não estão servindo apenas para postagem de conteúdos alienados, mas estão fazendo e possibilitando algo maior: a exaltação do orgulho nacional e a mudança de um país.

Você já parou para imaginar como o mundo seria hoje se a Queda da Bastilha tivesse sido organizada por um evento no Facebook? E se a Revolução Russa utilizasse hashtags, como #saiforaczar e #vaibolcheviques ?

E você comunicador social, o que pensa disso?

Bárbara Marchesin

Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento

Fontes:

Blog do Sakamoto

Em Discussão

GeoMundo

Marco Gomes

 VirtualMente

YouPix

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