O valor da pessoa na instituição como imagem externa

Não é de hoje que a competitividade tem sido o contexto em que muitas (senão todas) instituições se veem imersas. Não obstante, a tecnologia e toda a sua obsolescência programada catalisam ainda mais esse quadro uma vez que são ponto-chaves onde há valores invertidos entre pessoas e máquinas dentro dos ambientes de trabalho.

Diante desse cenário as instituições como um todo criam em seu âmago uma identidade cultural, reflexo das relações trabalhistas e valores auferidos a funcionários bem como as consequências que isso vem a trazer.

É gritante o espelhamento de instituições que alcançam hegemonia com a condição em que se encontram seus funcionários e toda a qualidade em que suas atividades são exercidas e monitoradas.

Com isso os setores de recursos humanos tem sido nas últimas décadas os visionários na manutenção de uma qualidade de trabalho digna como prévia ao sucesso elevado de empresas em qualquer setor.

Diz-se que é impossível ter um negócio sustentável se dentro dele os próprios funcionários não tomam isso como prioridade em sua rotina de serviços, não fazendo com que a cultura organizacional espelhe aquilo que a empresa toma como imagem externa.

É nato que a gestão das relações humanas torna visível toda a produtividade que há tempos não era percebida pelos revolucionários industriais. A qualidade de trabalho e prioridade nos relacionamentos começa a traduzir o intangível.

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Empresas de caráter organicista ou que tendem a mesclar conceitos administrativos são antes de tudo, vanguardas. E com isso tem se tornado verdadeiros poderios. Diga-se de passagem a Google e toda a estrutura interna diferenciada no tratamento e liberdade para com seus funcionários. Lembrando que com todo esse conforto e disponibilidade a cobrança chega de maneira menos austera e a produtividade no trabalho ocorre sem chances de haver reclamação por qualquer ausência de respeito aos que ali estão para produzir, e muito!

E não é só no âmbito dos empreendimentos criativos que as relações humanas bem visadas têm a necessidade de se tornarem cultura. Contato com fornecedores, acionistas e empreendedores de caráter mais tradicional se fazem imprescindíveis num mundo globalizado em que o relacionamento é fundamental às tomadas de decisões.

Na visão do sociólogo italiano Domenico De Masi, no futuro, educação, lazer e trabalho estarão no mesmo lugar, integrados. E já podemos ver isso acontecer com o advento das redes sociais acoplando os mais variados setores sociais.

O quê isso tem a ver com o assunto abordado? Tudo! Uma empresa com espírito consegue transparecer não como fator de marketing mas como cultura inerente ao seu dia a dia. Uma boa imagem que pode ser avaliada e aclamada como exemplar a todo momento e em todo lugar por qualquer dispositivo móvel, desktop ou quaisquer frutos tecnológicos.

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Que fique claro que o endeusamento do produto é retrógrado. A valorização do trabalho humano é que deve estar em primeira ordem, proporcionando um ambiente de execução em que os serviços fluam e que quaisquer vertentes produzidas sejam mero resultado de boas relações internas dessa cultura. O homem deve estar à frente da máquina, não como a besta que puxa a carruagem, mas como aquele que abre caminhos e deixa com que a criação flua naturalmente devido as suas condições saudáveis de trabalho. Não há melhor imagem externa que essa!

Vitor Zangerolamo

Consultor de Comunicação

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