Mais cor, por favor!

Após o fim do frio do inverno, a primavera chega. Com ela vem o desabrochar de flores e certa animação com a proximidade do calor do verão. No centrossul do continente asiático, mais especificamente na Índia, a chegada da primavera ganha um maior destaque.

Diferentemente do Brasil, a Índia fica no hemisfério norte e, portanto, a estação mais colorida e cheirosa do ano aparece por lá entre fevereiro e março. Antigamente, para os hindus, a data era sinônimo de preces para uma terra fértil e boas colheitas. Hoje, mais do que isso, a tradição se tornou celebração. Anualmente, indianos de todas as idades e classes sociais saem nas ruas esquecendo os problemas e as diferenças de uma sociedade de castas para festejar a chegada da primavera com muita música, comida, bebida, animação e cor, muita cor.

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Conhecida como Holi ou Festival das Cores, a celebração chama cada vez mais a atenção do mundo e atrai turistas dos lugares mais distintos. O evento passou a ser comemorado também no Nepal, Ilhas Fiji e muitos outros.

Várias lendas são contadas para explicar a origem do Holi. Algumas delas envolvem a princesa Hólika – o nome da festa teria surgido daí – e seu dom da imunidade ao fogo. Mas, a mais aceita conta que o deus Krishna era apaixonado por Radha, que tinha uma pele mais clara que a sua. Certo dia ele jogou cores no rosto da amada para escurecê-la. Tendo isso em vista, o festival é comemorado justamente como uma grande brincadeira onde todos lançam pós coloridos e água uns nos outros. O produto, que aparece em diversas cores, é feito a base de pó de arroz, podendo virar uma tinta pastosa se misturado à água.

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No mundo ocidental, o Holi chegou como uma grande onda e se tornou muito popular. Isso porque, algumas empresas uniram a tradição indiana a muita música e alto astral. O papel do comunicador é essencial para esse encontro de culturas, principalmente de um relações-públicas, já que essa união resultou em vários eventos com imensas dimensões. Foram recriados diversos festivais de cores pelo mundo, ganhando cada vez mais destaque e virando assunto entre o público jovem. Tais recriações do Festival Indiano ocorrem nas mais diversas formas e requerem estratégias de comunicação para criar uma marca de tamanha relevância. Alguns, além de todos os atrativos da festa, oferecem aulas de yoga e meditação. Outros valorizam a cultura e a música ao vivo, como o vídeo abaixo que foi gravado em Utah, nos Estados Unidos:

 

Percebemos muitos jovens e até crianças no evento, todos se mostram em um clima de diversão e paz. A África do Sul também recebeu um desses festivais, esse ano na Cidade do Cabo. Milhares de pessoas deixaram os problemas e as diferenças de lado para festejarem a chegada da primavera com direito a DJs, danças e muita alegria no festival que ganhou o nome de Holi One. Dá uma olhada no vídeo do evento:

A animação é tão contagiante que diversos vídeos, até mesmo os feitos pelas próprias pessoas presentes no evento, se espalharam pela internet chegando a vários lugares do mundo. Isso ajudou ainda mais na popularidade do Festival das Cores.

O Brasil não podia deixar de contar com uma recriação do festival. A primeira delas já aconteceu, e foi no Memorial da América Latina, em São Paulo, dia 17 de agosto desse ano e foi trazido por uma empresa alemã. De hora em hora um alarme tocava e subia uma nuvem que deixava o dia cinzento mais colorido. Milhares de jovens esperavam os últimos minutos e contavam em voz alta aguardando o momento de ficarem pintados. Outra adaptação do festival indiano, realizado por uma agência espanhola, acontece dia 28 de setembro e, mesmo sem local definido ainda, o número de confirmados no evento já passa de 31.500.

Como comunicadores, devemos reconhecer a grandiosidade das recriações tanto quanto a do festival original. E apenas um relações-públicas seria capaz de fazer uma celebração cultural virar popular pelo mundo todo. Há quem diga que as adaptações fogem um pouco do significado da celebração indiana tradicional. Mas não se pode negar a presença da mesma animação, da paz e das boas vibrações nos demais festivais. Afinal, o Holi prega o respeito às diferenças, e que no Festival das Cores, todos podem ser iguais não só por dentro, mas também por fora.

                                                                                 Aline Martins
Diretora de Administração

Fontes:

Época

Holi – Festival das Cores

Arch Daily

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