Claro e transparente como vidro…

Transparência, por definição, é a qualidade do que é transparente.

Transparente: adj. o que se deixa penetrar pela luz, que através de sua espessura deixa distinguir os objetos; fig. que deixa perceber um sentido oculto.

ImagemNos últimos anos, essas palavrinhas tem se feito presente em todos os setores da sociedade. Consumidores pedem transparência para as empresas, a sociedade pede transparência ao seu governo, a mídia diz tentar garantir a transparência dos dois. Mas afinal, por que isso é tão importante? Será que ela realmente existe? Todos tem cumprido seu papel? Perguntas difíceis…

A questão da transparência existe para que todos possam conhecer melhor cada organização que nos influencia ou que por nós é influenciada, ou seja, se você paga seus impostos nada mais junto que saiba para onde eles vão, se você compra um produto ou se adquire um serviço, faz todo o sentido querer saber de onde ele vem e como a empresa responsável por ele age.

Primeiramente, vamos esclarecer que este não é um texto para defender nem acusar, a tentativa aqui é mostrar apenas a perspectiva da transparência. Um acontecimento muito comentado nos mês passado foi o caso do Instituto Royal. Para quem não se lembra, no dia 18 de novembro de 2013, ativistas invadiram o local, alegando maus tratos aos animais e levaram 178 beagles que passavam por procedimentos de testes de fármacos.

Você sabia que antes da invasão praticamente não se tem muitas notícias do lugar?  Não há uma matéria sobre sua inauguração ou histórico e a maior parte das informações sobre o Instituto estão em sites governamentais, como o Diário da União e o Cadastro de Entidades, do Ministério da Justiça. Se pensarmos em seu tempo de funcionamento, muitos anos se passaram até que ele realmente virasse notícia e por todos esses anos, se manteve em silêncio absoluto.

A partir do momento da invasão, as redes sociais foram inundadas com posts, fotos, vídeos e o que mais desse para compartilhar sobre o assunto. Muito do que se via eram ativistas fazendo seu conteúdo nas redes sociais e a mídia começando a pesquisar um pouco do que de fato era verdade ou não, o que era veiculado, em sua grade parte, nos sites de notícias. Ainda assim, durante muito tempo, contando os dias antes da invasão também, o Instituto ficou quietinho, quietinho; se recusou a dar entrevistas, depoimentos ou qualquer informação mesmo que ela fosse ajudar.

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Para encurtar a história que todo mundo já sabe, o Instituto foi fechado, para a alegria de uns e tristeza de outros. Mas o que teria acontecido se a decisão do Instituto fosse diferente? O que será que teria acontecido se eles tivessem sido mais transparentes? Mesmo não conseguindo prever o que aconteceria de verdade, com certeza, sua defesa teria sido muito melhor e muita gente teria pensado duas vezes entre compartilhar ou não uma postagem contra o Royal. Caso tivesse existido mais transparência e um relacionamento mais harmonioso com a sociedade, quem sabe pessoas da sociedade, além dos cientistas, não o tivessem defendido.

Hipóteses a parte, o Instituto Royal foi um caso extremo de opacidade e afastamento em relação à população, mostrando que, no momento em que vivemos, a informação é mais do que simples dado, ela constrói relacionamentos verdadeiros entre uma organização e todo o público que o cerca e pode salvar uma organização (assim como pode destruí-la, dependendo do caso).

Por fim, é necessário que todos entendam que a informação é o meio que a sociedade tem de praticar sua responsabilidade pessoal e, uma coisa mais legal ainda, é isso que nos dá poder. Sim, poder. Querendo ou não quem vai receber as consequências das atitudes de empresas e do governo são as pessoas, os consumidores, cada indivíduo por si só, pois a água, o ar, os recursos humanos são captados da população. Saber cobrar pela transparência, assim como vê-la acontecendo nas empresas e no governo é uma prática de cidadania.

Mas e para você, qual é o seu palpite sobre o que teria acontecido com o Instituto Royal? Conhece alguma outra empresa que passou por algum caso parecido?

Lya Beatriz

Consultora de Projetos

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