Até que ponto uma organização pode querer influenciar seus clientes?

A história das relações públicas brasileira tem forte vínculo com a política, sendo ela presença fundamental em grandes períodos históricos dos nossos governos, pois seu conteúdo se alinha muito bem ao marketing político e eleitoral, utilizando da gestão de relacionamentos como uma forma de se aproximar dos seus públicos até os dias de hoje.

Grandes organizações apolíticas detêm forte influência sobre seu público, lançando tendências e novos hábitos.  Mas até que ponto elas podem explorar sua projeção?

O banco Santader Select, destinado aos clientes que possuem renda mensal superior a 10 mil reais, trouxe uma coluna dentro do extrato do mês de julho, na qual ganhou grande repercussão devido ao seu posicionamento político:

A coluna que aborda as relações financeiras do cliente trazia uma mensagem sobre o atual Governo de Dilma Rousseff e sua má influência na economia. A instituição, que tinha como diferencial sua forma de tratamento com os clientes nas redes sociais, foi fortemente repreendida nas mesmas, gerando comentários negativos em diversos blogs de economia, política e comunicação.

tx1Leia o texto na íntegra no nosso site: http://goo.gl/fZb5MX

Era uma vez

Não é exagero afirmar que é difícil encontrar uma garota sequer que em algum momento de sua infância não tenha se apaixonado por um dos filmes da Disney, e toda sua atmosfera de encantamento, a princesa, o príncipe, e a promessa de felicidade até o fim.

Como uma das maiores companhias de entretenimento infanto juvenil, o poder de influência de suas produções sobre as crianças já foi investigado em vários artigos acadêmicos, expondo a criação e manutenção de padrões e costumes sociais nos filmes. Mulheres sensíveis que encontram seu final feliz ao lado de um homem, seu salvador. Embora essa imagem esteja sendo desconstruída pela própria companhia em filmes como Malévola e Frozen, em que a história se concentra em outros tipos de amor e não na necessidade de um homem, a imagem sexista dos contos de fadas ainda perdura.

Tal influência sobre o mundo infantil resultou em uma grande polêmica nos Estados Unidos acerca de uma campanha promovida pela empresa em conjunto com a Barneys New York em dezembro de 2012. Intitulada de “Eletric Holiday”, a campanha traz personagens da Disney vestindo modelos Balmain, Dolce & Gabbana, entre outros. A polêmica gerada em cima da campanha se deve a estilização dos personagens, todos altos e extremamente magros. O diretor criativo da Barneys, Dennis Freedman, chegou a afirmar que “A Minnie Mouse padrão não ficaria tão bem em um vestido Lanvin”.

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Leia o texto completo no nosso site: http://goo.gl/12hXtw

Tempo é dinheiro!

Fazer origami, falar russo, analisar obras de Machado de Assis, fotografar animais… Você sabe fazer alguma dessas atividades?

Não importa o que seja, mas sim a vontade de ensinar e aprender. Essa é a ideia por trás da Bliive, plataforma online que busca o compartilhamento de tempo (e assim, conhecimento) por qualquer pessoa, a rede já é usada em mais de 70 países e com cerca de 39 mil usuários.

Leia o texto na íntegra no nosso site: http://goo.gl/Js1Xr2

Bum, Bum, Bum Castelo Rá-Tim-Bum

Se você nasceu na década de 90, ou mesmo em outras décadas, com certeza conhece ou já ouviu falar de um dos programas da televisão brasileira mais famoso entre as crianças, e por que não entre os adultos? O Castelo Rá-Tim-Bum, uma produção da TV Cultura, que começou a ser transmitido em nove de maio de 1994, e obteve a maior audiência que o canal já conseguiu com um programa educativo.

            Inspirado na também produção educativa, transmitida pela TV Cultura, Rá-Tim-Bum, o Castelo se tornou um sucesso em pouco tempo. Criado pelo dramaturgo Flávio de Souza e pelo diretor Cao Hamburger, o enredo contava com diversos personagens que entraram para a história da televisão brasileira, como o Nino, o menino de 300 anos, e seus amigos fiéis Pedro, Biba e Zequinha.

            Como se esquecer da poderosa feiticeira Morgana, e de todos os outros personagens que com certeza marcaram muitas infâncias: Etevaldo, Adelaide, Celeste, Godofredo, e cada um que ajudou a construir o sucesso do Castelo Rá-Tim-Bum.

Leia o texto na íntegra no nosso site: http://goo.gl/ukUvWO

Uns ganham e outros perdem, mas… E se acontecer os dois?

O mundo está entrando na fase de encerramento de um dos maiores assuntos do ano, a Copa do Mundo. Óbvio. Mas, o que a Copa pode representar além de um grande evento esportivo? Uma oportunidade.

A mídia espontânea pode ser gerada a partir de um erro ou de uma bela estratégia de marketing. Não importando o “como”, a ideia de conseguir colocar uma marca em patamar elevado sem utilizar muitos recursos, principalmente o financeiro, é um sonho perseguido por muitos. De uma forma ou de outra, surge a partir de uma oportunidade; às vezes ao acaso, outras vezes, vista antes de outros concorrentes. Nesse caso, gerou até uma pequena gestão de crise:

Para se lançar mais no mercado e aproveitar a época mais esperada do ano, a recém criada Lote 42, editora que, como descrito em sua página, tem “alma de start up”, esperando o bom desempenho do Brasil e tentando uma abordagem diferente, prometeu dar a seus consumidores descontos de 10% em seus produtos a cada gol que o país verde-amarelo recebesse, divulgando no Facebook e Twitter.

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Leia o texto na íntegra no nosso site: http://goo.gl/n5NvMX

Brasileiros X marcas: façam do nosso jeito!

É redundante dizer como nós, brasileiros, somos um dos povos mais exigentes do mundo na hora de consumir. Desde o sabonete que está no nosso banheiro, até o carro na nossa garagem; observamos, analisamos e comparamos até os menores detalhes na hora da compra. E quando uma marca não agrada, ela pode dar adeus ao mercado no país.

Pensando nisso, as grandes marcas têm utilizado diversos artifícios na hora de concorrer no Brasil para agradar os consumidores e vingar seus produtos. Isso mostra uma excelente estratégia de relacionamento e de branding (gestão de marca), destacando a vontade da marca em se aproximar do público de uma determinada região – algo visto com bons olhos.

Confira abaixo algumas das táticas mais interessantes utilizadas no Brasil, publicadas pela Superinteressante em dezembro do ano passado.

Leia o texto na íntegra no nosso site: www.rpjr.com.br/blog/

Tomorrowland no Brasil

Digamos que após um clipping muito bem feito, em 2015 o Tomorrowland acontecerá aqui no Brasil. Pra quem não sabe, ele é um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, idealizado pelos irmãos Beers e que sempre acontece em Boom, na Bélgica.  A ID&T é a organizadora oficial do evento e dessa vez decidiram comemorar o aniversário de 10 anos do Tomorrowland expandindo seus cenários pela segunda vez.

O evento possui vários temas diferentes, todos com um certo misticismo de contos de fadas. Além dos shows com grandes nomes da música eletrônica, o festival conta com um camping para o público interessado, denominado Dreamville. Os fãs podem ficar hospedados no Dreamville durante os dias do evento, aproveitando tudo que o Tomorrowland tem a oferecer.

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Vamos combinar que para um evento como esse chegar onde chegou, nas proporções atuais, muitos profissionais da comunicação tiveram que estar envolvidos. Além da divulgação de toda história e magia do Tomorrowland, os organizadores mantem várias redes sociais sempre atualizadas e que contam com inúmeros seguidores.

Leia o texto na íntegra no nosso site: http://goo.gl/CYbgof

Quando a comunicação entra em campo

A seleção brasileira saiu da Copa do Mundo de 2014 com um gostinho amargo de humilhação em sua própria casa. Bom, disso todo mundo já sabe. O que mais chama atenção, principalmente a dos comunicadores, é como a seleção que nos derrotou de forma tão traumática conseguiu sair não odiada e mais: com muitos brasileiros torcendo para eles ganharem a copa. Apesar de ser uma final contra nossos inimigos futebolísticos argentinos, devemos destacar o excelente trabalho de uma equipe de comunicação para explicar tal apoio.

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Todo o sucesso alemão, dentro e fora dos campos, não surgiu de uma hora para outra e nem por acaso. Foi uma união de preparação, planejamento, simpatia, responsabilidade social e qualidade. O time que massacrou os anfitriões da Copa e conquistou o primeiro lugar se preparava há bastante tempo e contou com equipes, técnica e de comunicação, impecáveis. A valorização das categorias de base e a prospecção de novos talentos fortaleceu o futebol germânico e garantiu melhor aproveitamento durante toda competição. E foi justamente devido a fracassos anteriores que a Alemanha criou um Programa de Desenvolvimento de Talentos, no qual descobriu craques como Müller, Schweinsteiger e o goleiro Neuer, chegando a tão almejada conquista do tetra. Mas a maestria alemã foi além dos gramados e deu uma lição também de marketing, fazendo com que marcas ligadas à seleção, como a Mercedes-Benz e a Adidas, ficassem ainda mais em destaque; e de relações públicas, que garantiu uma boa imagem perante os públicos, não só dos jogadores, mas do time como um todo.

A associação entre a seleção da Alemanha e o time brasileiro Flamengo, através da marca Adidas, foi uma jogada de mestre que, propositalmente, conquistou muitos brasileiros, tendo em vista que o Flamengo possui a maior torcida do país. A marca aumentou o número de vendas do segundo uniforme alemão que foi inspirado na camisa rubro-negra do time carioca. Tal associação estratégica resultou em uma familiarização com os alemães, até mesmo no jogo contra o próprio time. O que ocasionou também em maior internacionalização do Flamengo, uma ação de marketing ariscada, porém muito bem sucedida.

A comunicação estratégica utilizada pelos alemães durante a copa é algo para servir de exemplo, assim como a forma de jogar futebol. Todas as ações foram planejadas e contaram com uma facilidade proporcionada pelos jogadores, que aproveitaram cada minuto da estadia no Brasil, não só profissionalmente. Desde publicações nas mídias sociais, até danças com índios, as ações se mostraram muito efetivas aumentando a boa imagem e o favoritismo alemão. A atenção dada aos fãs e abertura para aprender coisas sobre o país foram essenciais e ajudaram a fidelizar a paixão do público ao time. Alguns vídeos foram divulgados, um deles contém a música brasileira “Luz de Tieta” de Caetano Veloso, mostrando os jogadores e comissão técnica durante a passagem alegre dos alemães no Brasil, vale a pena conferir:

O vídeo divulgou ainda mais a seleção, não só pelo país anfitrião, mas pelo mundo todo e foi sucesso instantâneo. Assim como as diversas postagens nas redes sociais da DFB (Federação Alemã de Futebol) e pessoais dos jogadores, principalmente após a derrota do Brasil. A página oficial da seleção divulgou no Twitter uma mensagem de apoio ao pentacampeão, dizendo que sabem como é perder em casa e desejando um futuro melhor ao país. Alguns jogadores também postaram pedidos de orgulho à “amarelinha” e que o Brasil merece o respeito de todos… (continua)

Confira o texto na íntegra no nosso site: http://goo.gl/fgfqGX

 

A criatividade pode mudar o mundo

Você conhece a história de Sweetie? Não? Pois você precisa saber o que esta “garota” filipina de apenas 10 anos foi capaz de fazer. Para começar, ela não é real, mas uma criança virtual criada pela ONG holandesa Terre des Hommes com um propósito muito sério. Sweetie foi desenvolvida através de softwares de computador para identificar e rastrear usuários que pagam crianças de países emergentes para abusá-las sexualmente através da rede mundial de computadores.

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Segundo a organização não governamental, o turismo sexual online tem crescido muito nos últimos anos em virtude da expansão da internet e da omissão dos governos em combater essa prática; a ONU e o FBI estimam que existem cerca de 750.000 pedófilos online a todo momento, utilizando identidades anônimas e se escondendo por trás de uma tela de computador.

Sweetie foi desenhada de acordo com os traços reais de uma criança, desde seus aspectos físicos até seus movimentos corporais. O avatar da garota entra em salas de bate-papo e durante conversas com os predadores virtuais, retira o máximo de informações a respeito deles. Com a identificação dos pedófilos, a ONG encaminhava seus dados a INTERPOL – a polícia internacional – que posteriormente, investiga os criminosos.

Em pouco mais de dois meses, Sweetie conseguiu identificar mais de mil usuários em 71 países, dispostos a consumir pornografia infantil na internet. Segundo a Terre des Hommes, a maioria dos infratores vem de países europeus e norte-americanos.

Além da identificação dos criminosos, a campanha intitulada “Stop Webcam Child Sex Tourism”, criada pela agência holandesa Lemz, rendeu 12 leões no festival internacional de publicidade de Cannes, que aconteceu este mês na França. A ação ganhou o voto dos juris porque ela se mostrou efetiva e com grande capacidade de mobilização social.

O intuito da campanha é pressionar governos para levarem o abuso sexual infantil mais a sério, buscando os predadores sexuais em potencial em suas nações. Para isso, a campanha apela para a assinatura desta petição online: http://avaaz.org/en/wcst/.

A apresentação já foi vista por mais de um bilhão de pessoas e a petição foi assinada por meio bilhão, o que demonstra a efetividade da ação na conscientização das pessoas sobre o turismo sexual online.

Apesar do grande avanço que o avatar Sweetie já proporcionou no combate aos predadores sexuais, ainda há muito que ser feito para combater os criminosos e proteger a integridade física e psicológica das crianças. É necessário que não só identificação e rastreamento dos criminosos sejam efetivos, mas também que as autoridades ajam, punindo-os adequadamente.

Dessa forma, vê-se que uma campanha de comunicação bem planejada e com uma boa causa são essenciais para mobilizar e engajar a população em ações sociais. O profissional de comunicação – seja relações-públicas, publicitário ou jornalista – deve encarar essa ou qualquer outra causa social como um dever cívico, utilizando técnicas de comunicação para atenuar e até mesmo sanar problemas, porque afinal, a criatividade pode mudar o mundo.

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Caio Barra

Vice-Presidente

 

Fontes:

Exame Abril

UOL Notícias

Lemz

A culpa é do John Green

Se você está por dentro das redes sociais e dos últimos acontecimentos no mundo do entretenimento, sem dúvidas já ouviu falar do fenômeno mundial “A Culpa é das Estrelas”, que em poucos meses conquistou milhares de fãs.

O livro escrito por John Green, um vlogger norte americano, autor de livros para jovens adultos, trata de uma história que emociona até mesmo os corações mais frios: “Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.” (Fonte: Saraiva)

O best-seller se tornou um sucesso absoluto, com mais de 1,25 milhão de exemplares vendidos somente no Brasil, cerca de 38 mil exemplares em uma semana. E mesmo antes de todo esse sucesso, já era planejado que a história se tornaria também um longa-metragem, os direitos cinematográficos foram adquiridos antes mesmo do livro chegar ao mercado, baseando-se no sucesso anterior de John Green, principalmente com o público jovem.

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O filme foi um fenômeno. Produzido pela Fox Film, e dirigido por Josh Boone, A Culpa é das Estrelas é o campeão de vendas de ingressos antecipados na categoria drama romântico nos Estados Unidos, segundo o site da revista The Hollywood Reporter. Com quase sete milhões de curtidas em sua página brasileira no Facebook, o filme surpreende não somente pelo sucesso, mas também por seus diferenciais em relação aos últimos sucessos do mundo jovem. Enquanto Harry Potter traz todo seu mundo fantástico da bruxaria e A Saga Crepúsculo aparece com o mundo misterioso dos vampiros, A Culpa é das Estrelas traz uma história muito real e que apesar de relacionar o câncer com uma maneira engraçada e bonita de ver a vida, ainda assim é um drama, que fez milhares de adolescentes se emocionarem.

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Com uma divulgação sensacional, o sucesso de A Culpa é das Estrelas está relacionado com as relações públicas, e isso é perceptível através das redes sociais que o filme e livro sustentam, além da maneira com que o autor interage com o público em seu Twitter, possuindo quase três milhões de seguidores; as páginas do filme possuem comentários constantes de fãs, que parecem contemplados pelas postagens e atualizações constantes.

Então se você ainda não leu ou não assistiu A Culpa é das Estrelas, acompanhe e entenda o porquê de tanto sucesso!

Caroline Miranda

Diretora de Qualidade