Compre (quase) tudo com desconto

O e-commerce virou uma realidade nacional, não só pelas mudanças econômicas que o Brasil vem passando, mas também pela facilidade e comodidade que estes serviços oferecem.  A saber, e-commerce é definido como comércio eletrônico, qualquer tipo de comércio realizado a partir de um dispositivo eletrônico como o celular e computador. Neste sentido, o setor desta modalidade que mais se destaca são as compras coletivas.

Basta jogar no Google “compras coletivas” para perceber a gama de sites e empresas que apostam neste tipo de iniciativa. Geralmente, são oferecidos produtos de consumo não duráveis, com descontos que chegam a 90% e com um número limitado de horas para a aquisição da compra.

Neste contexto, vale a pena a discussão de como este comércio se veicula. Os sites de compras coletivas mais conhecidos, como Peixe Urbano e Groupon, utilizam as mídias sociais para a divulgação de suas ofertas, principalmente o Facebook e ainda possuem estratégias para que o próprio público divulgue as ofertas.

Contudo, para o Peixe Urbano, ainda não era o suficiente. Em maio, a fim de promover seu site e facilidades oferecidas, colocou uma máquina de dinheiro em um shopping de São Paulo que tinha por finalidade trocar dinheiro. Colocavam-se notas e o valor devolvido pela máquina era maior. Era como se a pessoa comprasse dinheiro por uma quantidade menor que ele valia. Tudo isso com a finalidade de mostrar as vantagens das compras coletivas. 

Além das estratégias de mídias e intervenções, este tipo de comércio também dá descontos maiores para novos compradores, ou para aqueles que convidam amigos a se registrarem no site. Este tipo de ação, como conceder créditos para compras coletivas, é mais comum em sites menores, que abrangem poucas cidades ou uma determinada região.

Nesta nova inserção, há espaço para a atuação do relações-públicas, principalmente na promoção destes sites e na procura por estabelecimentos parceiros que queiram oferecer seus serviços neste tipo de comércio. Cabe ao RP, procurar meios alternativos de divulgação, procurar as organizações de interesse para a oferta de produtos e ainda mais, procurar resolver o grande problema que este tipo de compra oferece: a insatisfação na hora de retirar o produto, como acontece em alguns casos.

E então, que tal se aventurar pelo mundo barato e desafiador das compras coletivas?

Bianca Cesário

Diretoria de Qualidade

O Boom das compras coletivas: como será daqui pra frente?


Quem vive ligado na web, provavelmente já deve ter ouvido falar sobre “sites de compra coletiva”, talvez o maior fenômeno recente da internet brasileira. Para se ter uma ideia, segundo o site Bolsa de Ofertas, em menos de sessenta dias (dezembro de 2010 a janeiro de 2011), houve um aumento de 153% no número de empresas que fornecem esse novo tipo de serviço.
Esse sistema de E-commerce surgiu nos Estados Unidos em 2008 e chegou ao Brasil no início do último ano. As vendas funcionam da seguinte maneira: os sites oferecem descontos massivos em produtos e serviços variados que apenas serão válidos depois de atingirem um número mínimo de ofertas de compra. Após o usuário efetuar a compra, recebe um cupom que deverá ser apresentado ao estabelecimento no momento de usufruir do produto ou serviço. Tal modelo de negócio já virou febre na rede. No Brasil, os líderes de mercado são: Groupon, Peixe Urbano e ClickOn.
Para se ter uma ideia do sucesso e da expansão das compras coletivas, segundo o site da revista Exame, tal segmento de mercado fechou seu primeiro ano no Brasil com um faturamento de cerca de 500 milhões de reais, com um crescimento em média de 30% ao mês. Com isso, é conveniente admitir o sucesso que tais portais possuem atualmente e sua grande importância no ramo das vendas.
Contudo, apesar dos números exorbitantes e do boom das compras coletivas, nem tudo acontece de forma harmônica, nem o modelo é impecável. Em estudo divulgado pela Universidade Rice, do Texas, e publicado no Portal Exame, apenas 66% das empresas que lançaram descontos nesses sites obtiveram lucro, número muito abaixo do publicado pelos sites, que apontam nível de satisfação acima de 90%. Outro ponto crucial é a falta de planejamento, tanto dos sites, quanto das empresas. Já aconteceram inúmeros casos de empresas que passaram por muita dificuldade após uma oferta lançada na rede por impulso, um dos grandes motivos de fracasso. Confira o caso de uma pousada em Pirenópolis (GO).
O site Reclame Aqui, que é responsável por registrar queixas contra 24.000 empresas brasileiras, aponta um alto número de reclamações sobre a qualidade dos serviços dos portais de compra coletiva, seu modelo e suas implicações. E as reclamações abrangem várias etapas: a má infraestrutura dos sites, incapazes em sua maioria de suportar muitos usuários comprando simultaneamente, muitos afirmam que os estabelecimentos taxam os que possuem cupons de “consumidores de segunda classe”, bem como a incoerência entre o que é prometido e o que é de fato oferecido.
Sintetizando: o sucesso do modelo no Brasil é um consenso. Milhões de consumidores aproveitam descontos exorbitantes na rede e o número cresce ainda mais. Contudo, após cerca de um ano, o modelo começa a apresentar também aumentos de reclamações e gerar repercussão negativa. Como será daqui pra frente? Alguns apontam que, apesar do intenso aumento do número de sites, o mercado ficará nas mãos de poucos, outros que o sistema está fadado a um breve fracasso. De qualquer forma, os portais de compra coletiva ficarão na memória do brasileiro após tanto sucesso em tão pouco tempo.

Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação