Comunicação interna organizacional – caso da Oi

Nos dias de hoje, tem-se agregado valor à comunicação nas organizações cada vez mais. É por meio dela que as empresas conseguem se comunicar com seus públicos e por fim, atingir seus objetivos. Quando se fala em comunicação, a primeira coisa a se pensar é no público-alvo, aquele externo à empresa, porém, há um público interno que merece a devida atenção para que os valores da organização estejam fortalecidos.

O 51º Encontro Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), que aconteceu no dia 11 de setembro, no Rio de Janeiro, contou com a participação de Manoela Osório, gerente de comunicação e cultura organizacional da Oi. Para ela, não basta ter ferramentas que possibilitem a comunicação interna, mas é preciso tornar isso uma cultura, fazendo com que haja participação e engajamento entre os funcionários para com a empresa.

Manoela Osório

A gerente levantou um ponto muito importante sobre a comunicação interna – ela deve ser lembrada nos momentos de crise. Em julho, a Oi foi proibida de vender chips em cinco estados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso foi determinado pelo crescente número de reclamações em relação à empresa, e durou onze dias.Um meio utilizado pela Oi para fortalecer esses valores é a intranet, onde há varias ferramentas, como o blog do presidente, que na verdade é monitorado por uma equipe de comunicação. Outro exemplo é o fórum de discussões, onde os colaboradores tratam sobre algum negócio relacionado à empresa. De início, o objetivo era divulgar informações, mas por conta de sua extensão em todo o Brasil, a empresa passou agregar todos os funcionários envolvidos.

Mapa de proibição das operadoras no Brasil

“Para motivar os colaboradores diante daquele cenário, criamos um manifesto da virada com mensagens positivas para não deixar em baixa o moral dos colaboradores das áreas impactadas pela proibição. Por sorte, logo após finalizarmos a produção da campanha, a Anatel liberou as vendas e lançamos a campanha no dia seguinte à liberação.” – comenta a gerente.

Neste caso, a comunicação interna foi fundamental para que o impacto da crise não fosse tão grande internamente. Por isso, é fundamental que essa comunicação seja bem estruturada e frequente.

Hayara Cassiana

Diretoria de Qualidade

Fonte:

Nós da Comunicação

J L News

Comunicação Interna na Construção da Imagem Institucional

           Que a comunicação interna é extremamente necessária dentro das organizações, o profissional de comunicação já está cansado de saber. O que queremos abordar é como isso pode afetar na imagem institucional dessa organização.

O quê? Comunicação interna?

            Mais do que circular um boletim para os seus funcionários, as estratégias de comunicação interna devem abordar os três tipos de comunicação: descendente, ascendente e horizontal. Basicamente essa comunicação organizacional é feita para o público interno, mesmo não sendo apenas um, e deve suprir a necessidade de informação desse público. Essa necessidade é a tentativa de realizar uma comunicação integrada em que se têm as informações necessárias para o bom funcionamento e produtividade do funcionário, se caracterizando pelo objetivo e tipo de organização.

Por que fazer?

O objetivo de trabalhar a comunicação interna é a uniformidade de valores, visão e missão da empresa dentro de cada funcionário. O público interno constitui-se como um dos principais stakeholders da instituição e por isso devem carregar, dentro de si, a filosofia da organização.

            A comunicação interna eficiente consegue aproximar o funcionário da instituição e proporciona um agradável ambiente de trabalho.

         O profissional que trabalha com esse tipo de comunicação deve ter uma visão muito abrangente do contexto em que está inserida a organização tanto nas questões internas quando o posicionamento da organização no mercado, só assim ele estará munido de ferramentas suficientes para trabalhar com a comunicação integrada e influenciar no ambiente e cultura organizacional.

E a imagem institucional nisso?

            Ter um funcionário integrado com a instituição é uma grande vantagem, além de proporcionar um ambiente propício à execução das atividades, desenvolve-se a cultura organizacional.

            Como sabemos, o funcionário é o reflexo da organização e transmite ao público o que está acostumado a vivenciar. Sendo assim, a sintonia com a organização será benéfica para as duas extremidades dessa ligação.

            O funcionário trabalha contente e satisfeito, produz mais e com melhor qualidade e ainda será o primeiro a defender sua instituição quando se opuserem a ela, caso isso não aconteça, será um valioso marqueteiro de sua marca.

Então, como trabalhar?

           Como dissemos, a base da organização está em quem a constrói, quem atua diariamente para o seu bem. As pessoas que constituem esse grupo transparecem o que a instituição realmente é e o que ela espera e por isso é importante terem uma ótima relação com a figura da instituição.

           Pense em quem trabalha por você, e ele te mostrará aonde é capaz de te levar.

¹Stakeholder: (em português, parte interessada ou interveniente), é um termo usado em diversas áreas como administração e arquitetura de software referente às partes interessadas que devem estar de acordo com as práticas de governança corporativa executadas pela empresa.

José Paulo Teodoro

Diretoria de  Projetos

Fontes:

Conferp

Wikipedia

Comunicação falha ou diagnóstico falho?

Muitas vezes, no dia a dia do ambiente profissional quando percebemos que o fluxo de trabalho ou a produtividade apresentam problemas, logo soltamos aquele jargão: “A comunicação interna está falha!” e, na maioria das vezes, não sabemos ao certo o que está ou não falho.

É de conhecimento de todos que vivemos em uma sociedade bombardeada por informação, contudo, informar é bem diferente de comunicar. Nas aulas que tenho no curso de Relações Públicas pude aprender que a comunicação pressupõe uma troca entre um emissor e um receptor, já a informação é um dado direto, neutro, não há como dialogar com ela. Agora, pare para pensar, o que você faz dentro de sua organização? Você está informando ou comunicando? Comunicar é, sem dúvida, muito mais eficiente do que informar!

Um dos maiores problemas que enfrentamos é o ato de dar o nome errado aos “bois”. A palavra comunicação pode ser interpretada de diversas formas por nossos receptores, o que passa a gerar um dos principais pontos que desencadeiam um diagnóstico falho: culpamos a comunicação interna – sem saber realmente o que ela é – por todos os processos falhos dentro de nossa organização.

Margarida Kunsch, em seu livro “Obtendo resultados com Relações Públicas”, expressa bem o erro que cometemos, quando fazemos essa confusão – e pelo menos para mim, quando li aquele fragmento foi como se uma portinha da minha mente se abrisse: “Muitos confundem a comunicação interna com a administrativa, que compreende a comunicação mais burocrática que todos os setores devem exercer com competência, seja na freqüência de reuniões periódicas com os subordinados, na manutenção de CI – comunicação interna clara, a comunicação”.

Portanto, há uma grande confusão quando tentamos interpretar a comunicação interna, segundo as falhas que percebemos dentro das organizações. A comunicação interna pode ser referente às ferramentas de comunicação, comunicação administrativa ou comunicação interna clara.

O primeiro passo para saber o que está de fato errado dentro de sua organização é PESQUISAR! Isso mesmo! Levantar dados internos para saber o que os funcionários têm a dizer ou quais ações são falhas ou efetivas. Por isso, a pesquisa de opinião é tão importante – apesar de ter ouvido reclamarem e também já ter reclamado dela, já que às vezes é muito cansativo tabular -, é através dela que poderemos saber precisamente para onde direcionar nossos passos para um certeiro plano de ação.

Questões elaboradas cuidadosamente, pesquisa aplicada, tabulação realizada. E agora? Agora vem a melhor parte e acho que muitos RRPP vão concordar comigo: o levantamento de dados! É nessa hora que você vai descobrir o que está errado na sua empresa.

Depois de realizado o diagnóstico é que devemos partir para o tão esperado plano de ação. Desenvolvem-se as ideias com base nos dados e de acordo com a realidade e necessidade da organização, aí temos as ações a serem implantadas para sanar as falhas. Mas ainda não acabou! O plano de ação foi realizado, mas temos que monitorar. Está dando certo? Onde erramos? O que pode ser melhorado?

O processo comunicacional interno só é efetivo quando todas suas vertentes estão em harmonia: ferramentas, comunicação administrativa, funcionários e etc. Além disso, é um eterno aprimoramento. A comunicação da sua empresa vai muito além das ferramentas de comunicação interna que você utiliza. Uma eficiente e eficaz comunicação interna depende sim destas ferramentas – afinal você até bate um bolo sem batedeira, mas é mais rápido se você tiver uma, certo? Só que essa dependência é ainda maior da motivação dos funcionários em usá-las corretamente e realizar uma comunicação interna clara eficiente e da sua função de comunicar e não informar. Lembre-se: você, sem querer, pode estar apenas informando! Uma comunicação interna que satisfaça as necessidades organizacionais deve, portanto, ter como aliada ações de endomarketing eficientes, mas esse é um outro papo…

Jéssica Fleckner
Diretoria de comunicação
Fonte:

 KUNSCH, Margarida Krohling. Obtendo resultados com Relações Públicas. São Paulo: Ed. Pioneira, 1997.

Comunicação Interna: ênfase nos colaboradores

Excelência não é um ato, mas um hábito. No mundo da comunicação essa filosofia aristotélica se encaixa perfeitamente. A comunicação, mais do que nunca, é um processo, não um evento. As mensagens precisam atingir corretamente o público-alvo e devem ser disseminadas via múltiplos canais para, de fato, serem ouvidas e, mais do que isso, memorizadas.

E como fica a comunicação interna sob essa perspectiva? Segundo um artigo do site PRSA (Public Relations Society of America), a criação de um programa eficaz de comunicação interna possibilita o alinhamento de estratégias de negócios, gera comprometimento dos empregados, potencializa a tecnologia e cultiva as ações que geram confiança. E novas estratégias para a antiga problemática da comunicação dentro das empresas estão a caminho.

Uma metodologia diferente utilizada no Baptist Health Care System, um hospital norte americano localizado na Flórida, traça as principais questões e fundamentos que conduzem à eficácia da comunicação interna. As técnicas desenvolvidas pelo departamento de comunicação do centro de saúde foram tão bem aceitas pelo público interno da instituição ao ponto de virarem um manual, o “Baptist Health Care Journey to Excellence”.
De acordo com a cartilha, um dos principais meios de atingir um nível máximo em comunicação interna é o comprometimento com a excelência do serviço. Uma boa comunicação interna possibilita a conexão do funcionário a uma maior realidade, uma vez que ele passa a ver e pertencer a toda organização e não apenas ao setor em que trabalha. É necessário, então, que a equipe de comunicação desempenhe um papel instrumental, garantindo que todos os canais estejam sendo utilizados corretamente com o objetivo de disseminar as mensagens. Ou seja, não basta somente criar a mensagem que será transmitida: é necessário testar a eficácia do sistema pelo qual ela será entregue.
Outro aspecto fundamental citado no manual é o desenvolvimento da cultura de prestação de contas de ambas as partes. Mais do que nunca, é necessário haver uma política de transparência por parte da empresa com seus funcionários. Somente a transmissão de informações claras e concisas a respeito dos acontecimentos da organização de fato irá atingir corretamente o alvo das mensagens. A partir disso, o colaborador passa a dar um feedback sobre as informações que recebe e, mais uma vez, passa a se sentir parte da organização pela qual trabalha, contribuindo com o desenvolvimento geral da empresa.
Atingir um bom nível em comunicação interna não é tarefa fácil. Pelo contrário, é o grande e constante desafio de muitas empresas. É preciso muito planejamento e execução. Um programa estruturado de comunicação interna constitui a base para a resolução de conflitos e para o trabalho em equipe. Trata-se de promover uma conexão, criar um vínculo entre e com os colaboradores. Ainda hoje, alguns gestores colocam essas estratégias em um patamar inferior, valorizando outros tipos de ações ou atividades dentro da empresa. Afinal, para muitos a comunicação é algo “enraizado” nos seres humanos e não necessita de investimento. Mal sabem eles o grande poder e os ótimos resultados – inclusive financeiros – que o bom fluxo comunicacional pode proporcionar.

Nathalie Bonome
Diretoria de Comunicação