Yo! It’s that simple!

Yo: It's that simple.

A tecnologia vem trazendo novos jeitos de facilitar a comunicação interpessoal, não apenas em qualidade, mas também em rapidez. A procura para conseguir ser entendido por alguém a quilômetros de distância é constante e incessante.

Para quem ainda não sabe, em abril deste ano foi lançado o aplicativo “Yo”. O que ele faz? Ele manda um “Yo” para o contato escolhido. Simples assim. A descrição do aplicativo é auto explicativa:

Yo

           “Yo é uma ferramenta de comunicação de toque único

          Yo é tudo e qualquer coisa, tudo depende de você, do receptor e do tempo do Yo.

          Quer dizer “bom dia”? apenas Yo.

          Quer dizer “Bebê, estou pensando em você” – Yo.

          “Terminei minha reuniao, venho ao escritório” – Yo.

          “Esta acordado?” – Yo.

          As possibilidades são intermináveis.

          Nós não queremos seu email, Facebook, não há pesquisa, nem nada, apenas Yo.

          Abra o app, toque Yo, é isso.

          É assim simples. Yo.”

Enquanto alguns acham que não serve para nada, muitos pensam nele como o futuro da comunicação, inclusive empresários, o que fez com que o produto já tenha arrecadado por volta de um milhão de dólares em investimentos e é um dos aplicativos mais populares da Apple Store. Segundo os criadores, o número de “Yos” enviados por dia está em torno dos quatro milhões, o que pode caracterizar uma tendência em minimizar a comunicação interpessoal.

Ao mesmo tempo, também é perceptível que o Twitter, por exemplo, não satisfaça a vontade da sociedade em expressar suas ideias e ter espaço para que exista uma troca de opiniões, ao considerarmos os movimentos sociais, as novas ideologias e até mesmo o perfil das gerações que mais utilizam as redes sociais e que virão a utilizar.

E na sua opinião, o que será daqui para frente? Mais ou Yo?

 Lya Beatriz

Diretora de Projetos

Fonte:

Gizmodo Brasil

Business Insider

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A culpa é do “xaveco”

Em pleno século XXI, diversas mulheres, mais especificamente jovens e brasileiras, vêm fazendo um tipo de protesto contra o estupro, de forma particular. Essa onda de protestos teria se iniciado com uma pesquisa, mostrando que grande parte da população brasileira culpa a própria mulher pelo estupro, além dos vários registros de violação sexual recorrentes no Metrô e trens da cidade de São Paulo.

O Ipea- Instituto de Pesquisa Aplicada admitiu, depois de um tempo, que a pesquisa anterior estava errada, e que 70% da população discorda total ou parcialmente com a ideia de que “mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Porém, mesmo com esse novo dado, a crise já havia sido estabelecida. E para agravar essa situação, uma rádio liberou suposta propaganda do metrô, que causou ainda mais crítica e polêmica. Porém, esses casos são apenas “a gota d’água” para anos de um tipo de mentalidade na qual o sexo feminino é discriminado.

As mídias sociais servem como uma ferramenta importantíssima para essa busca feminina por liberdade e igualdade, porém também podem exercer papel negativo. Recentes páginas estimulando crimes sexuais contra passageiras do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) surgiram na internet. Unidades da polícia responsáveis pelas investigações afirmaram trabalhar para identificar tais práticas nas redes.

Não é de hoje que a mulher coloca a sociedade, e si mesma, a questionar seu papel, direitos e deveres. E agora, mais do que nunca, a brasileira inserida nesse contexto, passa a protestar contra todo e qualquer tipo de abuso. Além das mulheres de todas as idades, muitos homens apoiam tais reivindicações. Mas o que estaria em questão, nesse caso, seriam os homens, e até mulheres, que não apoiam. E ainda os que toleram assédio e até mesmo o estupro, muitas vezes com a desculpa de que algumas mulheres “provocam” ou “pedem” para sofrer tais consequências, dependendo do tipo de roupa que usam ou atitudes que tomam.

Os episódios recorrentes na capital paulista, que envolvem toda essa polêmica e chamam atenção do Brasil inteiro nesses primeiros meses de 2014, já passaram de 20, apenas os que foram efetivamente registrados pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom). Os molestadores preferem agir quando há superlotação, nos horários de pico e são, em média, homens de 32 anos. O foco principal são mulheres jovens, porém três dos casos ocorreram com mulheres acima de 40 anos e outro, com um homem.

xaveco 1

Segundo a Delpom, ainda há muita subnotificação. Acreditam que muitas mulheres não denunciam casos de assédio sexual, por não quererem se expor, não terem coragem ou por medo.  A polícia incentiva a denuncia em qualquer caso, para que o responsável seja punido. Apenas um dos casos foi reportado como estupro, os demais como importunação ofensiva.

xaveco 2

Em meio a toda essa confusão, uma crise se dá com o lançamento de propaganda supostamente feita pela rede de Metrô veiculada na Rádio Transamérica FM, em São Paulo. Refletindo sobre o assunto, uma propaganda, aparentemente, seria a melhor forma de contornar tal situação e acalmar a comunidade, além, obviamente, de medidas efetivas como reforço na segurança dos transportes públicos.  Com isso, uma propaganda do Metrô deveria frisar tais medidas. E é nesse ponto que podemos afirmar que faltou um relações-públicas. Tanto antes, quanto depois do ocorrido.

Mesmo com o momento delicado das inúmeras denúncias, a inserção publicitária que realmente foi ao ar e estava ligada ao metrô era transmitida por um personagem, que entre erros gramaticais propositais, afirma que as lotações eram um ótimo lugar para “xavecar a mulherada”. Dá uma olhada:

A reação do público foi imediata: várias pessoas expressaram suas opiniões sobre o assunto nas redes sociais. Principalmente no Twitter, através do qual, muitos usuários inconformados questionaram o Metrô. O governo estadual, que é quem controla a conta oficial, informou que o material era totalmente inapropriado e que assim que tomaram conhecimento do mesmo, consultaram a agência publicitária responsável. Segundo eles, o conteúdo estava em desacordo com o briefing passado e não foi aprovado, tanto pela agência, quanto pelo Metrô. Afirmaram também que advertiram a rádio a retirar a propaganda do ar, além de adiantar que processariam a Transamérica. A resposta deles foi que nenhuma publicidade é veiculada sem aprovação do contratante e que, segundo a visão deles, a expressão da “xavecada” não remetia, de forma alguma, ao abuso sexual.

Tudo parece não ter passado de um mal entendido, ou melhor, um problema de comunicação. Porém, esse erro, considerado pequeno por muitos, gerou algo como uma “bola de neve” que envolveu protestos, questionamentos sobre a mulher e seu papel na sociedade atual, falta de segurança e outros problemas com transporte público, utilização das redes sociais e muitos outros, piorando toda a situação já anteriormente estabelecida.

O papel de um relações-públicas passa a ser imprescindível para um bom gerenciamento dessa crise. Sem contar que um profissional de RP seria também o mais indicado para prevenir o problema e não apenas remediá-lo. Dessa forma, comprovamos mais uma vez a importância da valorização de um bom comunicador dentro de uma organização, ainda mais sendo tão influentes como as envolvidas.  E é válido lembrar também, que todo cuidado é pouco quando se pensa em utilizar uma frase como “xavecada na mulherada” em uma peça publicitária, para um público tão abrangente e ainda em meio a tudo isso.

Encontrando-se nessa situação, portanto, o relações-públicas, independente de estar à defesa do Metrô, da Rádio Transamérica, da agência ou de qualquer outro envolvido, devemos reforçar que em primeiro lugar sempre deve vir a ética, não apenas em comunicação, mas em todos os sentidos. Por se tratar de um assunto polêmico, delicado e que envolve uma série de problemas estruturais da sociedade contemporânea, o profissional deve sempre ter em mente a valorização daquilo que seria considerado correto, levando em conta, nesse caso, os direitos e deveres da mulher e, acima de tudo, reconhecendo e respeitando-os.

Referências:

Estadão

Estadão

Exame

Globo

Aline Martins
Diretora Presidente

Tecnologia aproximando pessoas

O maior e mais conhecido hospital oncológico da América Latina, Hospital de Câncer de Barretos, é localizado no interior de São Paulo. Por ser afastado das grandes capitais, o acesso ao local é restrito e os pacientes levam muito tempo para chegar. A cidade possui um aeroporto relativamente grande, mas não realiza voos comerciais. No ano passado, foi iniciada uma campanha na internet cujo objetivo era mobilizar as companhias aéreas para o caso, conquistando possíveis linhas comerciais até lá, o Voo Contra o Câncer.

No site do projeto, qualquer um poderia reservar uma passagem em um avião virtual, mostrando que estava apoiando a campanha e ajudando a divulgar pela internet, principalmente através das redes sociais. Alguns atores também entraram na causa ajudando na divulgação e fazendo o Voo Contra o Câncer se propagar ainda mais.

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Os resultados apareceram agora, cerca de um ano depois. Foram reservadas mais de 250.000 passagens, o que sensibilizou as companhias aéreas. A partir desse ano, a companhia aérea Passaredo firmou compromisso com o hospital e prometeu garantir essa melhoria no transporte dos pacientes, que chegavam muito debilitados depois de tantas horas de viagem, o que acabava por prejudicar o tratamento. As crianças resolveram agradecer à todos que colaboraram, confira o vídeo abaixo:

Outro case de sucesso, que teve como maior ferramenta a tecnologia com o objetivo de ajudar e aproximar pessoas é o ursinho Elo. Criado pelo Hospital Amaral Carvalho, localizado em Jaú, o ursinho reproduz as mensagens de áudio enviadas pelo WhatsApp. Cada paciente tem seu número e familiares e amigos podem enviar as mensagens, aproximando-os e tirando as crianças da solidão causada pelo isolamento por conta do tratamento e da baixa imunidade. Foi produzido um vídeo para mostrar à todos a felicidade dos pacientes com essa nova “brincadeira”. Confira:

Esses são exemplos de algumas ações que mostram como a tecnologia não precisa ser rotulada somente como um meio de distanciamento entre as pessoas e, pelo contrário, pode aproxima-las. No primeiro, a internet foi o maior meio de propagação, atingindo milhares de pessoas do mundo todo e fazendo com que o objetivo fosse alcançado. Já no segundo exemplo, sem os celulares e aplicativos não seria possível que, mesmo distante, conseguisse ser interativa através da voz e do próprio ursinho, um amigo muito próximo das crianças.

A comunicação lida com interações entre as pessoas, a tecnologia vem para enriquece-las. Como relações-públicas, atuante e até gestor dos meios de comunicação, é fundamental dentro deste trabalho conseguir aliar projetos como esses. Quando a causa de um se torna a causa de muitos e um bom profissional é capaz de desenvolver isso corretamente, as chances de sucesso são muito grandes. A sensação de missão cumprida depois de ver no rosto a satisfação de cada uma dessas pessoas consegue provar que é possível usar os meios de comunicação para praticar e propagar o bem.

Iolanda Souza

Consultora de Comunicação

BRANDING – Os melhores logotipos do séc. XXI

Branding
Você já deve ter ouvido falar sobre branding, não? Caso sim, sabe do que se trata? Se não souber, não fique preocupado, o blog da RPjr vai te contar um pouco mais sobre o que é, e quais são suas implicações e relevâncias.

Para nós, estudantes/profissionais de comunicação o domínio sobre esse conceito se faz essencial, pois o branding está ligado diretamente à imagem corporativa e a representação de uma marca, seja através da imagem institucional ou até mesmo a elaboração de logotipos, slogans e qualquer outro tipo de identidade visual. Ainda não conseguiu compreender? Vamos facilitar as coisas, observe a imagem abaixo…

Logomarca Apple

Você a conhece de algum lugar? Poderia dizer o nome da organização que veio a sua cabeça? Se a resposta for sim, podemos dizer que a Apple apresenta um ótimo exemplo de branding, afinal não foi preciso mais do que uma imagem para resgatar de sua memória uma marca e suas características próprias, que geralmente poderiam ser exemplificadas subjetivamente como: tecnologia de ponta, sofisticação, entre outras.

Foi pensando nisso que o estudante coreano Yuon-Sik Hong, após realizar uma pesquisa, resolveu criar um vídeo com os – considerados por ele – melhores logotipos criados no séc. XXI. A ideia foi unir de forma dinâmica e – obrigatoriamente – visual as marcas que além de conhecidas pela qualidade dos serviços/produtos oferecidos também conseguiram consolidar sua imagem institucional através de sua identidade visual. Ficou curioso? Segue o vídeo:

Quantos dos logotipos apresentados você já conhecia? É engraçado perceber como uma representação gráfica pode nos fazer sentir mais confiante ou não ao adquirir um produto, e como um simples logo pode valorizar um serviço oferecido. Credibilidade e aceitação são evidencias de que o trabalho de branding tem sido bem realizado, e o maior indício de que sua marca tem sido bem representada é saber que ela é considerada uma Top of Mind (aquela que vem primeiro a cabeça do consumidor quando questionado sobre o seguimento).

Logomarcas

Para nós, comunicadores, se torna um grande desafio gerir a comunicação em organizações que apresentam a imagem tão forte e consolidada, pois se torna muito mais difícil contornar uma situação de crise onde tenha aparecido um rato numa garrafa em que o refrigerante é da The Coca-Cola Company, ou então planejar ações buscando justificar a mídia os defeitos encontrados em automóveis da BMW, entre outros como Rede Globo, MCDonalds e outras marcas que ao serem citadas desenham suas logos em nossa cabeça.

Rafael Parigi
Gerente de Comunicação

Einstein já temia

Não é chato dividir a atenção de uma pessoa com o smartphone dela? De certa forma, talvez isso tenha se tornado normal e passa despercebido aos nossos olhos. O hábito de checar o celular a cada minuto está cada vez mais frequente na roda de amigos, no cinema e até no jantar romântico. E sim, esse comportamento merece o foco de nossas atenções, não a tela do celular.

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Esse tema já foi abordado algumas vezes aqui em nosso blog, mas tem se tornado tão preocupante recentemente que é necessário refletir. A tecnologia tem seu papel fundamental em facilitar nossa vida e assim evoluirmos. A lista de benefícios é infinita, porém chegamos num estágio que ela afeta diretamente as relações entre as pessoas, ou seja, põe em cheque nossa maior característica como ser social.

De tempos em tempos esse assunto volta à tona nas próprias redes sociais. No fim de agosto um curta-metragem se tornou um viral de sucesso na internet. Nele, a suposta protagonista esquece o celular em casa durante um dia inteiro, o resultado você pode imaginar, mas assista e veja que não é nem um pouco distante de nossa realidade:

Mesmo exagerado, o curta retrata de forma realista o que se vê em qualquer lugar, basta sair às ruas para flagrar os celulares em mãos, seja qual for a atividade que está sendo deixada em segundo plano. Se você ainda vê isso como uma tempestade em copo d’água, esse “problema social” vem sendo objeto de estudo de várias pesquisas pelo mundo.

O Instituto Jumio, de Palo Alto (Califórnia, Estados Unidos), publicou em julho uma pesquisa sobre a relação dos americanos com seus smartphones. Os resultados foram no mínimo intrigantes, já que 12% disseram que usa seu dispositivo durante o banho e 72% não consegue ficar mais de um metro e meio longe do celular. Outra estatística preocupante é o uso do celular ao volante: 55% assume que tem esse hábito perigosíssimo.

Segundo o responsável pela pesquisa, Marc Barach, esses dados são explicados pelo fato de termos uma relação muito mais pessoal com os smartphones do que com qualquer outra invenção tecnológica ─ disse em entrevista ao Fantástico em 18 de agosto.

No Brasil, com certeza não é diferente. Os brasileiros usuários dos celulares inteligentes já somam 30 milhões, com o crescimento de 86% em relação ao ano passado, realmente assustador. O uso impulsivo é ainda mais chocante:

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Felizmente, pensando na falta de interação ao vivo de seus clientes alguns estabelecimentos criaram manobras para trazer de volta o bom e velho papo na mesa do café ou do boteco. Confira a campanha da Fischer&Friends para o bar Salve Jorge, o “Copo Offline”:

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Aviso em um estabelecimento:
“Não, nós não temos wi-fi… Conversem!”

Todos nós estamos sujeitos a essa “epidemia”, já que por ser uma tecnologia de fácil acesso, se espalhou rapidamente e a ideia de representar uma novidade talvez seja a razão do uso descontrolado e viciante, o que só torna a instrução e a cautela mais necessárias ainda. Se antes os computadores te prendiam em casa, hoje os smartphones te tiram dela para te isolar do mundo, ironicamente.

É impossível parar de usar seu celular. Sim, precisamos dele. O mais sensato a se fazer é propor uma reflexão a nós mesmos sobre o quanto precisamos, como bons comunicadores devemos estar sempre conectados, ao mesmo tempo em que, pela essência, devemos primar pela comunicação em sua forma mais natural: as relações humanas. Então, usar do bom senso e do discernimento a fim de estar online para o que for realmente importante e se desconectar para aproveitar os momentos é essencial, e melhor do que ninguém saber utilizar um smartphone como um objeto da comunicação, e nada além disso.

O grande físico Albert Einstein já tinha medo do que poderia acontecer, não vamos deixar que a nossa ou as próximas gerações provem que ele estava certo.

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Henrique Della Barba

Gerente de Comunicação

Fontes:

Brainstorm 9 (I Forgot My Phone)

Brainstorm 9 (“Copo Offline”)

OMEdI

Jumio

Uai.com – Saúde Plena

Fantástico

Saiba mais sobre o Intercom Nacional 2013!

Entre os dias 4 e 8 de setembro foi realizado o 36º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, o Intercom. O evento, que é realizado desde 1977, conta com professores, pesquisadores, graduandos e profissionais da área de comunicação. O local do Congresso é escolhido com antecedência pelos sócios da Intercom e este ano ocorreu na Universidade Federal do Amazonas – UFAM, em Manaus.

O tema central escolhido para esta edição foi “Comunicação em tempo de redes sociais: afetos, emoções, subjetividades”. Por se tratar de um assunto muito atual e fruto do estudo de muitos pesquisadores, a temática pode ser debatida sob diversos olhares da comunicação, abrangendo as áreas de Relações Públicas, Jornalismo, Publicidade, Audiovisual, Rádio, Televisão e muitas outras.

A programação do Intercom foi dividida entre as oficinas e minicursos, ministrados por professores e profissionais das áreas; as palestras e mesas de debate; e os Grupos de Pesquisa, onde os pesquisadores tinham espaço para expor suas análises científicas. Os trabalhos desenvolvidos por graduandos foram apresentados no Intercom Jr. e os trabalhos experimentais concorreram no Prêmio Expocom.

Após vencer duas categorias na etapa Sudeste, a RPjr venceu o Prêmio Expocom Nacional em Manaus na categoria Assessoria de Comunicação empresarial. O case retratou o projeto desenvolvido em parceria com o Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada – Ltia, no ano de 2012.

Prêmio  Expocom

Prêmio Expocom

Eventos deste porte contribuem muito para o desenvolvimento da  comunicação no país, debatendo assuntos relevantes e atuais da área sob diferentes olhares, servindo de projeção e tendência para o futuro da profissão no Brasil. Os próximos encontros já estão marcados para 2014. No Sudeste, o evento está marcado para acontecer no primeiro semestre em Vila Velha, Espírito Santo. Já a etapa Nacional do Congresso acontecerá em Foz do Iguaçu, no Paraná, de 2 a 5 de setembro.

Vitor Scarpelli

Diretor de Projetos

Habemus RP?

Sem dúvida alguma o assunto mais comentado do mês de março foi a nomeação do novo papa Francisco I. O mundo parou e certamente presenciamos um momento histórico. Porém, a repercussão que isso gerou no campo da comunicação mundo afora tem sido mais histórico ainda. Nesse momento de transição na maior instituição do mundo, vimos a religião nos holofotes da mídia como há muito tempo não se via.

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Paralelamente a todo o reboliço que esse processo gerou, percebe-se o desfecho ou até o ápice de uma série de discussões sobre a comunicação social da Igreja Católica, que estão mais fortes desde a criação do Twitter oficial do papa no fim de 2012 e da mídia espontânea gerada com a inédita renúncia de Bento XVI. A partir desse conjunto de fatos, floreceram dúvidas sobre como o Vaticano deve se portar diante da fervente evolução da comunicação.

Em janeiro, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (PCCS) do Vaticano publicou uma mensagem de Bento XVI em seu site, valorizando o poder das redes sociais e a importância da presença da Igreja nesse meio, pois é essencial a ela estar em sintonia com os novos tempos, assim como o ambiente digital é visto como novos espaços de evangelização, além do que o diálogo sobre a fé nas redes sociais mostra a relevância da religião no debate social.

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Com poucas semanas de “mandato”, o papa Francisco I mostrou toda sua humildade e cria esperanças de um Vaticano mais transparente em suas ações, cenário que nos leva a uma reflexão muito complexa sobre a ação de um relações-públicas nesse intermédio: é preciso reestruturar a forma que a Igreja se comunica com seus públicos num trabalho amplo de RP? Ou a Igreja vai bem de RP, ou seja, é a forma que os dogmas da doutrina católica agem que dificultam esse diálogo?

Para responder essa pergunta nos resta apenas esperar para ver qual vai ser o comportamento do Vaticano, mas tudo indica uma abertura lenta e gradual da comunicação dessa gigante instituição, um fenômeno excepcional na história. E você? Sabe responder essa pergunta?

Henrique Della Barba

Diretoria de Comunicação

Fontes:

Folha

Band

PCCS

JMJ Rio 2013