David Luiz e suas ações de auto marketing

Ao atingirem a fama, a grande maioria dos jogadores de futebol deixa com que sucesso faça parte dos seus dias e de suas ações de forma a não se importarem mais com o passado que tiveram, com suas antigas crenças e suas origens. Entretanto, existem ícones que utilizam a popularidade a seu favor, como David Luiz, o zagueiro da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.

David Luiz Moreira Marinho, atual jogador do Paris Saint-Germain e considerado o zagueiro com mais investimentos na história do futebol, vem ganhando o carinho da torcida brasileira a cada comportamento público, afinal interage com os torcedores, com as crianças, faz brincadeiras e caretas que chamam a atenção de quem realmente gosta de ver a humildade de um jogador.

A cada treino da seleção brasileira na Granja Comary, o queridinho da galera se destaca pela simplicidade, cuidado e carinho que tem com as pessoas que estão ali assistindo o passo a passo do time do brasileiro. Quando falamos em crianças, aí é que se destaca a espontaneidade com que o craque lida com a situação:

Como vimos nos vídeos acima, o camisa quatro da seleção brasileira não mede esforços para agradar a criançada e fazer com que elas, seus familiares e os torcedores se emocionem com a atenção e os gestos de carinho com que o jogador trata as pessoas. Além disso, utiliza suas redes sociais – meio esse que tem muito acesso – para interagir com o público e mostrar suas ações solidárias.

David Luiz

David também é muito conhecido por suas “caras e bocas”. Nos jogos, vídeos, imagens e até mesmo nos treinos, o craque não deixa passar, sempre demonstra sua felicidade por meio de caretas que ficam na memória das pessoas. Seus familiares e amigos também reconhecem essa e outras características do jogador, que fazem parte de sua personalidade e contam um pouco mais da sua história:

hino nacional

Como dito na entrevista acima: “os dentes não foram feitos só para morder, e sim para sorrir”, e assim o jogador deixa sua marca por onde passa, sempre expressando suas sensações e sentimentos através do seu rosto, tanto nos momentos de alegrias e brincadeiras, quanto nos momentos de seriedade e responsabilidade.

O carinho e admiração do povo brasileiro por David também aparece nas homenagens recebidas pelo esportista. Segundo os últimos registros de nascimento no estado de Belo Horizonte, um dos nomes mais registrados, competindo com Bernard e Davi Lucca (nome do filho do jogador Neymar), é David Luiz. Isso se dá porque os brasileiros se sentem contemplados com as atitudes da revelação do futebol. Esses dados emocionaram o jogador no Mineirão, que declarou: “Isso é sensacional e só me dá mais força para continuar trabalhando. Prova que estou no caminho certo”.

Com base nessas informações, imagens e vídeos, podemos ver que David Luiz utiliza a comunicação para atrair o público, fazer com que este o admire e valorize seu trabalho. Dizemos assim, que o jogador utiliza técnicas de auto marketing para se firmar perante o povo brasileiro e fazer com que o seu futebol seja exemplo e inspiração para outros profissionais da mesma área e amadores que almejam essa posição.

E você, relações-públicas, o que acha das ações realizadas e dos resultados obtidos por David Luiz?

Gabriela Monteiro

Diretora Jurídico-Financeira

 

Fontes:

Doentes por Futebol

iG

 

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Os diferentes posicionamentos brasileiros

Desde que os brasileiros ficaram sabendo que a sede da Copa do Mundo de 2014 seria o Brasil, os murmurinhos aumentaram cada dia mais. Alguns se incomodaram com os gastos excessivos, outros com a substituição do investimento do dinheiro público, outros com a preocupação voltada para o esporte enquanto saúde, segurança e educação estão completamente defasados. Graças a isso, as revoltas e manifestações estiveram cada vez mais presentes no nosso dia a dia.

Além dos protestos nas ruas, outro tipo de demonstração de descontentamento são as movimentações nas redes sociais, que surgem sempre que alguma novidade com relação à Copa aparece nas mídias. Novidade essa que varia desde os gastos com estádios até mesmo com uma propaganda que circula na televisão ou rádio.

No último dia 23, começou a circular na Rede Globo de televisão uma propaganda referente à Copa do Mundo no Brasil. Essa propaganda, que busca reunir todos os pontos positivos dos brasileiros e do nosso país, tem o nome ‘Somos um só’ e apresenta variações das atividades que são desenvolvidas por nós, desde nossos talentos (por exemplo, o futebol) até algumas profissões comuns neste país.

Logo que a publicidade começou a ser transmitida pela emissora de televisão, os telespectadores mais antenados notaram que pouquíssimos negros participaram dessa produção e os que estavam presentes atuam como coadjuvantes ou não têm nenhum foco nas suas ações, o que gerou uma grande indignação nos brasileiros.

O questionamento com relação à posição dos dominadores das mídias é cada vez mais frequente, visto que os negros, em sua imensa maioria, estão em posição inferior quando comparados aos brancos nas propagandas, jornais, telenovelas, etc. que estão no ar. Esse posicionamento deixa uma grande parcela da população revoltada, uma vez que o Brasil é um país com uma grande miscigenação que quase nunca é apresentada para os estrangeiros como positiva, o que demonstra a vergonha que parcela da população branca tem em fazer parte deste país característico.

Após análises desses posicionamentos adotados, as grandes influências à população brasileira, no caso as emissoras de televisão, acabam ficando com uma imagem defasada perante a fração de pessoas que se preocupa com a característica singular da variação humana que existe no Brasil. Graças a isso, torna-se muito importante a presença de relações-públicas para a gestão de crises que se dá graças à circulação de anúncios das diversas vertentes.

Desta maneira, nota-se cada vez mais a importância dos profissionais de comunicação dentro das empresas, seja para gerir crises, fazer a comunicação interna e externa, realizar eventos, gerir as mídias sociais da empresa, etc, mas tudo em prol da boa imagem da organização perante seus públicos.

Fonte:
Revista Fórum

Gabriela Monteiro
Consultora Jurídico-Financeira

O jogo só acaba quando termina?

O Brasil é mundialmente reconhecido como o país do futebol. Está introjetado em nossa cultura, em nosso DNA, as práticas futebolísticas desde criança, a “pelada” do final de semana,  o futebol de domingo à tarde na TV e, até mesmo, o “R” hiperbólico de RRRRonaldinho imortalizado por Galvão Bueno.  Segundo o sociólogo e professor de Sociologia da Unesp Waldenir Caldas: “O futebol é visto pelos estudiosos como uma das três maiores expressões do nosso povo, ao lado da religião católica e do samba. Somos conhecidos como ´a maior nação católica do mundo e o país do futebol com samba na veia”

Devido a essa paixão e à qualidade técnica dos jogadores que aqui iniciam suas carreiras, o futebol é um assunto recorrente nas grandes mídias tanto nacionais quanto internacionais. No dia 8 dezembro o Campeonato Brasileiro, também conhecido como “Brasileirão”, principal torneio de futebol nacional, conheceu os quatro times que disputarão a Copa Libertadores da América bem como aqueles que jogariam a série B no ano de 2014, (uma vez que, pelo atual modelo de pontos corridos do Campeonato, o campeão, Cruzeiro, já havia sido definido com rodadas de antecedência).  Para alguns, o apito final significou o fim do jogo, para outros ele só foi estopim para uma nova partida. Isso porque o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva – STJD, entrou com um recurso contra a Portuguesa alegando que esta, havia escalado um jogador de forma irregular.  O time paulista perdeu, com isso, 4 pontos, e foi rebaixado no lugar do Fluminense; A Portuguesa está recorrendo à decisão. Essa não foi a primeira vez que o time carioca foi, de alguma forma, beneficiado em competições nacionais.

Como contrapartida, em 2010 o STJD teve uma postura diferente com o Duque de Caxias e com o próprio Fluminense que, na ocasião, escalaram jogadores irregulares. A equipe do Rio nesse ano foi campeão do Campeonato Brasileiro mas com a punição, não o seria.

O campeão de 2013, Cruzeiro, também escalou um jogador irregular sendo enquadrado no mesmo artigo da Portuguesa nº214, porém o time foi inocentado.

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Pode isso Arnaldo? No Caso, o time mineiro foi absolvido sem ter que pagar nenhuma multa. Foi considerado que o erro pela escalação do jogador irregular foi da Federação Mineira e não do clube.

Diante desses fatos, e sob a ótica de um relações-públicas a questão que vem à tona é: como ficará a imagem do futebol brasileiro no ano que o país sediará a Copa do Mundo perante um episódio como esse?

Logo no título “Acesso ao escritório” o Diário Olé deixou clara a sua opinião sobre o ocorrido, destacando o “fato incrível” da falta de regularidade de resultados de um time que no ano anterior havia levantado a caneca do mesmo campeonato.

Outro ponto levantado pelo Diário Olé e também pelo site italiano Goal foi a comemoração dos torcedores das laranjeiras diante dos fatos.  “O que não foi digerido é o fato de que se fez uma grande defesa em tribunal de uma equipe que teve uma temporada mais do que decepcionante. Mas, ao contrário disso, houve a alegria dos fortes torcedores do “Fluzão”. Eles acreditam que o time será capaz de, no próximo ano, lutar para vencer a competição no Brasil.” (site italiano Goal).

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No cenário nacional, o assunto foi tratado com indignação, deboche e ironia por parte dos outros times.  Mas também houve quem apoiasse a decisão. O presidente do Fluminense expôs sua opinião à favor da equipe que defende: “Fico lastimando toda essa discussão, e a antipatia sendo injustamente carreada para o lado do Fluminense. A lei se aplica a todos. Você, não tenha dúvida de que a Portuguesa será punida. O Flamengo também. Não precisa haver dolo. É uma infração culposa”,  bateu o martelo ao jornal Extra. 

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O problema não permeia o “simples fato de um time ser rebaixado porque escalou um jogador irregular”. Isso, aliás, é justo, justíssimo. Afinal, a regra é clara. O problema é estrutural. Está no histórico de ajudas e recompensas àqueles que tem poder, está na corrupção, na mala preta… E isso não abrange apenas o futebol. Reporta aos nossos atos, a nossa forma de pensar, a nossa permissividade, porque, afinal, o futebol é uma das nossas maiores representações culturais.  Será que a Portuguesa, na situação do Fluminense, conseguiria obter, mesmo que por hora, resultado semelhante? Provavelmente não.

A imagem que passamos para o mundo e para nós mesmos é que somos infelizmente um país no qual usam-se diferentes formas de avaliar e punir o mesmo problema, cuja lei não vale para todos. Um país da malandragem onde os torcedores vibram por seu time conseguir “dar um jeitinho” fora de campo mesmo com um futebol digno de série B. É um péssimo marketing especialmente no ano que sediaremos a Copa do Mundo. Permitindo uma possível associação, em relação ao Brasil e a uma imagem negativa de que os assuntos são resolvidos por “de baixo dos panos”. Gera-se um clima de desconfiança e incerteza.

Mas o jogo ainda não acabou. Devemos deixar os brasões que tanto veneramos em segundo plano e estender, com tudo o que significa nesse momento, a bandeira do futebol. Lutar pela paz nas arquibancadas, por condições melhores de trabalho aos jogadores e correr atrás da justiça aonde quer que ela esteja. Essa é a única forma de sermos todos campeões.

Fontes:

Terra

Templo do Esporte

Lance Net

Yahoo Esporte Interativo

Gabriela Vasconcelos

Consultora de Projetos

Por detrás da casca do Tatu-Bola

Após a divulgação do logo oficial da Copa do Mundo 2014 no Brasil e do nome da bola, temos agora a nossa nova mascote: um Tatu-Bola.

A mascote foi apresentada oficialmente para o mundo pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local (COL), no domingo, dia 16 de setembro.  Foi feita por eles também a escolha do desenho do animal.

Nas palavras do membro do Conselho de Administração do COL e maior artilheiro da história das Copas do Mundo, Ronaldo: “A mascote vai desempenhar um importante papel de embaixador nos próximos dois anos. Tenho certeza de que vai emocionar muitos jovens torcedores no Brasil e no mundo todo com a grande paixão que tem pelo esporte e pelo seu país”.

Depois de analisar 47 propostas de seis agências de publicidade brasileiras e de fazer muitas pesquisas, o desenho do Tatu-Bola, criado pela 100% Design, foi indicado como o favorito do principal público-alvo: as crianças de 5 a 12 anos.

A agência 100% Design contou com 15 pessoas para criar o personagem e levou 18 meses para concluí-lo. Para escolhê-lo, a empresa pesquisou quase toda a fauna do Brasil e acredita ter achado no tatu-bola um modo de juntar as características de nosso país, a magia do Brasil, com a paixão pelo futebol, por ser ele um animal em extinção, vulnerável e que vira uma bola. A mascote oficial também tem a sua própria canção: Tatu Bom de Bola, cantada pelo sambista Arlindo Cruz.

Um dos principais objetivos da Copa que é comunicar sobre a importância do meio ambiente e da ecologia é atingido através da imagem trabalhada pela mascote, já que ele é um animal em extinção, possui apoio do Ministério do Esporte e faz parte do processo de conservação do tatu-bola, elaborado pela Associação Caatinga em parceria com a ONG The Nature Conservancy e um grupo de especialistas em tamanduás, preguiças e tatus da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

O nome da mascote será escolhido por votação e ficará disponível até dezembro no site da FIFA. São três opções:

  • Amijubi, que é a união das palavras “amizade” e “júbilo”;
  • Fuleco, mistura das palavras “futebol” e “ecologia”; e
  • Zuzeco, formado pelos elementos “azul” e “ecologia”.

Contudo, ao que indica, não é todo mundo que aprovou o Tatu-Bola como nova mascote. O bichinho vem sofrendo uma onda de ataques por diversas cidades onde passou e ficou exposto.

Até agora, houve três ataques às mascotes expostas em cidades-sede. O primeiro foi dia 5 de outubro, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Três dias depois, a repetição do ato se deu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e dia 13, foi a vez do Vale do Anhangabaú de São Paulo ser o alvo.

A polícia ainda não tem suspeitos, mas há quem diga que os ataques são manifestações contra as concessões cedidas pelo governo à entidades e empresas envolvidas na organização da Copa de 2014. O ataque de São Paulo, entretanto, foi realizado por um grupo de manifestantes que protestava de forma pacífica contra a especulação imobiliária na cidade.

Será que a mascote da Copa do Mundo de 2014 agradou a todos? O que basta saber por enquanto é que a mascote é uma das mais importantes imagens do Mundial e proporciona ao COL, à FIFA e aos outros envolvidos, uma marca forte para a fixação das campanhas que promovem o evento e o contato com o público. Ela é a nova recente de uma longa linha de personagens que fizeram história na competição e tem chamado atenção de todos os ângulos.

E para refrescar sua memória, aqui estão as mascotes das competições anteriores.

Pela ordem: Willie (Inglaterra 66), Juanito (México 70), Tip e Tap (Alemanha 74), Gauchito (Argentina 78), Naranjito (Espanha 82) e Pique (México 86); Ciao (Itália 90), Striker (EUA 94), Footix (França 98), Ato, Kaz e Nik (Coreia do Sul e Japão 2002), Goleo (Alemanha 2006) e Zakumi (África do Sul 2010).

Beatriz Costa

Diretoria de Recursos Humanos

Respostas e culpados: afinal, quem levanta a taça?

O Brasil não venceu a Copa do Mundo de Futebol, e já começou o julgamento do(s) possível(is) culpado(s). Essas parecem ser as premissas que norteiam o pensamento de muitos brasileiros e da opinião pública em uma situação e relação tão delicada e inconstante como essa. Podemos observar que é da própria cultura do brasileiro se indignar quando o país perde nas competições em que tradicionalmente a nação tem êxito. No caso, o culpado, segundo grande parte, é o treinador, ou todo o elenco e o técnico, ou até mesmo as principais “estrelas” como Kaká, Luís Fabiano e cia, além de Dunga, é claro.

Deixando de lado a parte técnica do futebol apresentado pela seleção brasileira, o fato é que sabemos da importância e do poder da Copa do Mundo perante o público brasileiro e, devido a esse fanatismo, pressão e obsessão da torcida, sempre aparecem os culpados quando há um fracasso. Comparemos com nossa vizinha Argentina, tão fanática e poderosa quanto o Brasil: o time foi desclassificado em uma derrota por 4 a 0, contudo foi ovacionado em sua chegada à Buenos Aires. Por outro lado, o Brasil coloca Felipe Melo, Dunga e outros nos Trending Topics do Twitter e crucifica sua seleção. Claro, é doloroso vermos o Brasil não jogando o futebol característico e que marcou o país no cenário mundial, contudo, as respostas do público brasileiro também são ofensivas e, de certa forma, desnecessárias.

Surgindo para “apimentar” a relação seleção-torcida, pudemos ver o peso da imprensa, principalmente de algumas emissoras de Televisão, que mantinham uma postura explicitamente contrária ao técnico Dunga, principalmente: o desentendimento do treinador com jornalistas, Alex Escobar da Rede Globo, por exemplo, e as postagens no Twitter do narrador Milton Leite – “@miltonleitereal” – “Dunga diz que recuperou o prestígio do futebol brasileiro. Aqui na África só ouvi gente dizendo que o Brasil não jogou como Brasil; E a CBF precisa parar de fazer de conta que não tem nada a ver com os erros dos técnicos. Já foi assim em 2006 e se repete agora”, além da reportagem bastante ofensiva feita por Marcos Uchôa que foi exibida no Esporte Espetacular do dia 04/07/2010.

Manifestações como essas, multiplicadas, procurando reiterar a inexperiência de Dunga no cargo, dentre outras medidas punitivas, abalam a imagem da seleção e principalmente do treinador com o público.

Como consequência dessa modelagem da imprensa, o foco deixa de ser a seleção brasileira em si, em que há um desvio para um julgamento daqueles que fizeram com que a seleção canarinho perdesse um mundial, como se isso fosse o fim dos tempos. Além disso, quem terá como a primeira imagem de Dunga aquela do capitão do tetra, erguendo a taça na copa de 1994 nos EUA?

É nítido que o ex-treinador da seleção cometeu erros com um público delicado, acredito que ele entenderá o princípio-base do que causou o surgimento das Relações Públicas, realmente ter a ideia de que “o público que se dane” (frase dita por William Henry Vanderbilt em 1882, nos EUA) não pode acontecer. Contudo, é necessário por parte da mídia e da população brasileira encarar o fato de maneira diferente, já que esse julgamento com a seleção só aumenta a mágoa e conturba a relação com algo que sempre foi motivo de alegria para os tupiniquins. Talvez seja melhor assistirmos ao término da Copa e entrarmos com tudo, e com um pensamento diferente, para o prosseguimento das atividades da seleção.

A consideração para com a seleção fará dela mais respeitada internacionalmente e que em 2014, no Brasil, possamos mostrar ao mundo a alegria de ser brasileiro.


Felippe Ferro

Diretoria de Comunicação

Dunga vai ou não vai?

A Copa da África do Sul pede passagem e já tem data marcada para o seu início: 11 de maio, isso mesmo, 11 de maio a Copa vai começar para o Brasil. É nesta data que. Dunga anunciará os 23 convocados para a tentativa de esquecer o fiasco de 2006, e tudo pode acontecer!
Antes, vamos abordar alguns aspectos comunicacionais que envolvem a seleção brasileira. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tem considerável preocupação com essa área, atingindo êxito na parte da comunicação integrada e contando com uma forte e pró-ativa assessoria de imprensa. Focaremos aqui no aspecto pessoal, no treinador Dunga, analisando suas atitudes e comportamentos perante seus stakeholders.
É preciso fazer um breve apanhado sobre a repercussão da mídia na última Cop
a, antes de chegarmos a 2010. A seleção, em 2006, estava cercada do clima de “oba-oba”, gíria futebolística que passa uma ideia de favoritismo absoluto, aspecto que comumente atrapalha uma equipe. Na circunstância não havia uma pressão em cima do técnico Carlos Alberto Parreira para a convocação, poucas eram as dúvidas e o esquadrão inicial foi mantido intacto. O resultado todos lembramos, mas vamos ao foco dessa exposição.
O fato é que a mídia não cobrava muito do técnico na época, que era muito passivo em suas práticas, além de haver certo receio de alguns pelo favoritismo pregado pela imprensa. Diferentemente do ocorrido em 2002, quando mesmo cercada de desconfiança, a seleção encantou o mundo e conquistou o penta. Agora a Copa da África. Como Dunga vai agir?
Quando anunciado novo técnico da seleção após 2006, poucos acreditaram em seu trabalho, porém, mesmo criticado e pressionado pela imprensa e torcida, o treinador obteve ótimos resultados, entre eles a conquista da Copa América de 2007 e a bela campanha nas Eliminatórias para a Copa de 2010.
Chega a hora da convocação oficial e nos deparamos com um ambiente fervoroso. O Brasil inteiro roga por Neymar e Paulo Henrique, ambos do Santos, assim como aconteceu com a imploração por Ronaldinho Gaúcho há pouco tempo. No histórico de Dunga essa possibilidade é mais di
fícil, já que a base da atual seleção variou pouco, além do fato do treinador não aceitar muito bem as críticas, o que prejudica, de certa forma, sua imagem perante o público nacional.
Mas o clamor da mídia e da massa brasileira é forte. Qual será a postura do técnico? Será que a CBF realizará algum trabalho evidente em cima dessa questão de conduta e feedback?
Verificamos assim, a real importância do profissional de Relações Públicas, já que inúmeros questionamentos, em relação à polêmica convocação, são esperados. Além disso, uma postura com mais frieza seria fundamental para a mudança da imagem de Dunga, fato que poderia acrescentar positivamente para o ambiente do grupo, um dos principais pontos negativos do elenco de 2006. Trabalhar com imagem é uma das práticas fundamentais que existe no processo comunicacional.
Percebemos que o RP trabalha também, nesta situação, com a fala. Nesse caso, um discurso mais adequado pode resultar, através das práticas de comunicação dirigida, em efeitos positivos. Esperamos que isso aconteça com a seleção canarinho. Que o hexa venha para coroar esse trabalho.

Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação