Invasivo demais?

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Está mais do que claro que as novas tecnologias, cada vez mais surpreendentes, auxiliam e facilitam a vida das pessoas.  Mas, antes disso, estão sendo a peça-chave das empresas de publicidade que buscam vender todos esses itens aos cidadãos. E dessa forma, se beneficiam infinitamente de recursos para que suas propagandas, cada dia mais criativas, consigam atingir de maneira eficiente seu público-alvo. Porém, até que ponto é ético utilizar-se dessas tecnologias para incitar a venda de seus produtos?

Duas campanhas, uma já concretizada e outra apenas como projeto, colocam essa pergunta em pauta quando, de “forma sutil”, estimulam o desejo do consumidor através do olfato e entram na mente das pessoas por meio de vibrações no cérebro, respectivamente.

A empresa Dunkin Donuts, conhecida por seus donuts, com ação criada pela Cheil Worldwild, queria mostrar ao público que também entendia de cafés. Para isso, liberava cheiro de café em metrôs e ônibus, na capital da Coréia do Sul, logo após sua propaganda ser anunciada nas rádios. Além disso, vários pontos da empresa foram colocados estrategicamente, na saída desses transportes públicos, levando os passageiros a consumirem o produto. A proposta fez com que mais de 350.000 de pessoas fossem impactadas e as vendas de café aumentassem em 29%.

A outra ação, criada para anunciar aplicativos Sky para o celular, também utiliza o transporte público, porém vai um pouco mais além. Utilizando uma tecnologia que, tempos atrás, era usada apenas para deficientes auditivos e militares, neurotransmissores são acoplados nas janelas dos metrôs e transmitem vibrações para o cérebro, interpretadas como sons, apenas para quem encosta a cabeça na janela.

A nova tecnologia, nomeada de “Bone Conduction”, é uma iniciativa da empresa de propaganda alemã BBDO, uma das maiores do mundo. A ideia foi apresentada no Festival Internacional de Criatividade, em Cannes, e, embora ainda não tenha sido lançada, já gera polêmica. Comentários postados no próprio site da Sky, afirmam que isso se constituiria numa violação dos direitos das pessoas de descansar. A organização, em contrapartida, diz ter recebido reações muito animadoras das pessoas que testaram essa “nova maneira de publicidade”.

É realmente incrível perceber como anda a criatividade das grandes organizações quando se trata de propagar sua marca e atrair consumidores. E além disso, como o mundo moderno proporciona alternativas cada vez mais inovadoras e interessantes para que isso aconteça. Porém, fica a pergunta: até que ponto é ético utilizar-se das novas tecnologias para conseguir divulgar e vender produtos? De que maneira isso pode violar os direitos básicos do cidadão?

Paola Ramos

Gerente de Projetos

Fontes:

BBC Brasil

Exame

Things of interest

Os heróis no combate ao câncer

Diante da dificuldade da luta contra o câncer, onde os pacientes passam por vários tratamentos rigorosos e que muitas vezes podem ser desestimuladores, principalmente para as crianças, a JWT uniu dois de seus clientes, a A.C. Camargo e a Warner Bros, para realizar uma ação que ajudaria as crianças a acreditarem no poder da quimioterapia, mudando a visão delas sobre a mesma.

A ideia foi transformar o tratamento de quimioterapia em uma Superfórmula. Para isso, capas para bolsas intravenosas foram criadas e baseadas nos personagens da Liga da Justiça, fazendo com que o tratamento seja visto de forma menos negativa. Além de representarem os super-heróis, as capas foram desenvolvidas juntamente com os médicos para que fossem adequadas e fáceis de serem usadas nos hospitais.

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Além da produção das capas, uma série especial foi produzida em gibis, onde os heróis da Liga da Justiça se encontram em situações semelhantes às crianças com câncer e recebem a Superfórmula, recuperando suas energias.

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Os corredores e salas da ala pediátrica foram reformulados para criar um ambiente mais lúdico e especial para as crianças se sentirem ainda mais como os super-heróis.

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Confira, abaixo, o vídeo onde a ideia da Superfórmula é explicada:

A partir dessa ação, fica muito visível o quanto de influência algumas organizações têm sobre o seu público, principalmente as crianças. Através dos personagens da Liga da justiça, a Warner Bros passa a ideia do que é ser um super-herói e essa ideia é aprendida pela criança ao longo de sua infância.

Essa influência é forte o suficiente para fazer com que as crianças acreditem que são heroínas e, principalmente, que vencerão o vilão que compartilham: o câncer. Mais do que uma ação criativa, é um apoio e incentivo pela vida.

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Hayara Cassiana

Gerente de Qualidade

Fontes:

Comunicadores

JWT

Uma pequena grande ideia

O Canal Futura acertou em cheio com a propaganda que dizia: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas”. Sim, são as perguntas! Essas que nos fazemos todos os dias e que podem parecer bobas e inúteis. Com ousadia e criatividade, essas perguntas podem induzir respostas que mudam nosso ambiente de trabalho, vida pessoal, cidade e, porque não, o mundo todo.

Uma atitude interessante é a do grupo brasileiro Shoot the Shit. Eles dizem que não são nem uma empresa e nem uma agência de comunicação,  são simplesmente um grupo organizado de pessoas que, conectadas, pensam muito melhor do que uma e criam ações inovadoras para mudar o cenário de Porto Alegre.

Um projeto legal e que teve repercussão positiva na cidade é o “Tá com pressa?”. Sinalizadores foram colocados nas passarelas indicando o caminho para as pessoas que estavam apressadas e outro caminho para as que estavam apenas passeando.

Outro projeto implantado pelo grupo foi o “Mexa-se”, que levava atividade física às pessoas que diziam estar sempre sem tempo de ir à academia ou de praticar algum esporte.

Esse tipo de empreendimento criativo tem tudo para dar certo e os comunicadores sociais são os principais agentes desse novo negócio. As relações públicas tem uma grande oportunidade de crescimento nessa economia criativa, não só na área específica da comunicação, mas também em tecnologia, turismo, cultura, educação e outros. Independentemente do segmento, esse modelo propicia um ambiente favorável para a imaginação rolar solta. Dessa forma, surgem as respostas malucas para as indagações que também podem parecer malucas, mas são muito pertinentes e impactantes.

Maria Eduarda Gomes

Diretoria de Finanças

Fontes

Shoot the shit

Hypeness

Case Spoleto: “Se não pode com eles, junte-se a eles!”

Quando uma organização recebe críticas nas redes sociais, ela pode reagir de diversas formas. Seja com processos judiciais contra os responsáveis pelas postagens “negativas” ou campanhas que neguem incisivamente o que foi dito, essas empresas sempre deverão buscar uma forma de contornar a situação. Ser criticado ou satirizado nas redes sociais, pode ser considerada uma questão preocupante para qualquer instituição.

Mas, tratando-se dos tempos de hoje, em que a grande maioria das pessoas tem acesso às novas mídias e nelas expressam suas opiniões sobre os mais variados assuntos, é bastante complicado deter a repercussão que imagens, frases ou vídeos alcançam na rede. Logo, não há como uma empresa controlar o que falam a respeito dela. Obviamente,  ela pode adotar medidas que façam com que suas aparições nos meios de comunicação digital sejam positivos, mas isso já seria assunto para um outro post.

Voltando à questão inicial e levando em consideração esta liberdade que os internautas usufruem atualmente para falarem sobre produtos, pessoas e empresas, como estas deveriam se posicionar?

O que seria motivo de estresse para algumas organizações foi tratado de forma bastante peculiar pelo restaurante Spoleto. Ele é conhecido por apresentar uma variedade de condimentos a serem escolhidos pelo próprio freguês enquanto o atendente monta o prato.

Baseado nessa característica, o site Kibe Loco produziu um vídeo de humor em que o funcionário maltrata uma cliente que demora a fazer o pedido. Em nenhum momento, o nome do restaurante é citado, entretanto, fica bastante claro que é a ele a quem os humoristas se referem.

PRIMEIRO VÍDEO EM QUE A MARCA É CRITICADA

Percebendo a repercussão no Youtube – mais de 430 mil visualizações -, a empresa decidiu criar uma parceria com o site, que elaborou a continuação da história mostrada no primeiro vídeo.  Desta vez, filmam o empregado sendo advertido pelo gerente e tentando mudar o comportamento.

Além disso, em o “Spoleto – parte II” é mostrada a rotina do funcionário, inclusive sua conduta em outros empregos, o que remete claramente à ideia de que o problema seria uma pessoa específica que é impaciente em todas as circunstâncias, pois esta é uma característica dela, e não do estabelecimento em si.

No final, o Spoleto deixa explícito que preza pelo bom atendimento ao cliente e incentiva que qualquer ato que descumpra tal valor, seja denunciado.

De uma maneira bastante criativa, a marca soube contornar a “crise” de forma descontraída e inteligente tendo maiores chances de alcançar a simpatia do público que concordou com a (apesar de bem-humorada) crítica.

É interessante, para os profissionais de comunicação, investir em ações alternativas para a resolução de conflitos, ainda mais quando se trata de redes sociais, local onde simples questões tomam proporções devastadoras para a reputação de uma empresa. Este case apresenta um exemplo de que é possível resolver algumas situações desagradáveis com pitadas da boa e velha criatividade.

Vale a pena conferir!

SPOLETO – PARTE II

Daiane Santana

Diretoria Administrativa

Fonte

EXAME

Economia Criativa: resgatando valores de um mundo simbólico


A globalização provocou inúmeras transformações sociais, a conectividade, as novas tecnologias da informação e a comunicação fazem parte disto. Todo este contexto influenciou significativamente a sociedade, exemplo disso é a constante readequação tanto do modo de consumo cultural, quanto da maneira de comercialização dos produtos.
É cada vez mais perceptível como o trabalho e o capital deixaram de ser fatores primordiais para a produção, para eleger como ponto de reconhecimento a criatividade e o talento humano. Estamos passando claramente por um período de mudanças, os paradigmas sociais estão em constante mutação e é cada vez mais perceptível a nossa transição da Sociedade da Informação, partindo para uma visão mais holística da Economia Criativa.

Este conceito relativamente novo vem para definir as classes criativas que seriam aquelas pessoas que trabalham com a criatividade, valem-se do intangível para produzir o tangível, usam o cognitivo para reinventar e atribuir valor aquilo que já existe. Essa classe inclui trabalhadores das áreas da ciência, arquitetura, design, engenharia, educação, artes, música, comunicação, entretenimento entre outras. A sua principal função econômica é criar novas ideias, tecnologias ou conteúdo criativo. Em suma, são pessoas que agregam valor econômico por intermédio da criatividade e geram valor através da propriedade intelectual.

Para se ter noção do quão grande é a força dessa classe, nos EUA ela representa quase um terço da força de trabalho, representando aproximadamente US$1,7 trilhão da economia do país, o que equivale aos setores de manufatureiros e de serviços juntos.

Quando se trata das esferas culturais, econômicas e tecnológicas a Economia Criativa possui fortes laços com a economia em geral, pois engloba todo o desenvolvimento de um país, sendo uma opção totalmente viável para proporcionar a uma nação, o desenvolvimento econômico. A criatividade é a força motriz principal, e não o capital. Por ser também uma ferramenta de inclusão social ela está onipresente na vida das pessoas. Nos países em desenvolvimento, especialmente nos mais pobres, é uma estratégia de geração de empregos e um modo de resgatar a autoestima de comunidades mais carentes, atuando como principal agente de desenvolvimento humano e sustentável e não apenas como determinante do crescimento econômico.


As atividades criativas, principalmente aquelas que estão ligadas a produção artística e festas culturais tradicionais que resgatam a cultura de uma comunidade, geralmente, levam a inclusão da parcela minoritária, marginalizada socialmente. Muitos jovens, que estão à mercê de um futuro incerto descobrem seus talentos neste processo de interação e inclusão. Na maioria das vezes eles estão em contato com atividades criativas mais ligadas ao setor informal da economia. A produção de artesãs podem ainda se relacionar com a moda e a organização de grandes atividades culturais ou grandes eventos do mundo da moda, como ocorre com o São Paulo Fashion Week, onde estas atividades são incorporadas à produção e desempenham um papel catalítico.

Sendo assim, a Economia Criativa em sua enorme abrangência tem ainda por finalidade promover a inclusão social através de trabalho criativo, que reverte benefícios econômicos a população. Incluir socialmente é dar valor e recuperar a autoestima de uma comunidade, também somando fatores culturais, econômicos e principalmente humanos. É recuperar a cultura e a identidade de uma comunidade que outrora fora esquecida.

Um exemplo disso é o documentário Lixo Extraordinário do artista plástico brasileiro Vik Muniz. O documentário que foi lançado em 2010 mostra a inclusão social e o resgate dos valores de uma comunidade realizado através da interação entre arte e lixo. O cenário se passa no lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), o maior do mundo. Seus personagens, catadores de lixo, vivem uma dura realidade na profissão em que se encontram.

A ideia de Muniz para o documentário centrava-se em recriar obras de artes famosas a partir de materiais retirados do lixão – cotidiano das personagens da história. Formavam-se então peças de proporção muito maiores que a obra original – que eram fotografadas, a partir de um cenário completamente diferente, com material reciclável e todos os demais objetos encontrados no lixão como chinelos, tampas de privada, latinhas, tampinhas de garrafa, banheiras, etc. Ocorria um grande processo de transformação, transformavam o lixo em arte e se transformavam durante o processo.

Depois de concluído o trabalho, levavam a obra de arte para ser leiloada em grandes eventos e o dinheiro recebido era doado para a associação dos catadores, de forma que eles puderam ter o fruto de seu trabalho e perceber como a produção criativa poderia gerar sustentabilidade e desenvolvimento humano e econômico.

A marginalização que ocorre entre os catadores, enquanto uma classe cultural minoritária e posteriormente seu desenvolvimento a partir de algo que era comum a eles todos os dias, é um claro exemplo da Economia Criativa, onde através da produção cultural criativa e da propriedade intelectual pode-se ter o desenvolvimento humano, econômico e cultural de uma comunidade.

O documentário já faturou prêmios nos festivais de Berlim, Sundance e de Dallas – na categoria de melhor filme, no qual ganhou um prêmio de U$25mil que foi doado para a associação de catadores do Jardim Gramacho.


O artista plástico apresentou a arte aos catadores que por sua vez mostraram uma vida difícil, onde a dignidade e o desespero ilustravam rostos tristes, que reimaginavam uma vida fora daquele ambiente. A arte enquanto agente transformador demonstrou como se pode mudar a realidade e a mágica do espírito humano. A sociedade enquanto detentora de um poder social – subjetivamente estabelecido – demonstrou como pode através da marginalizar determinados grupos. E os catadores enquanto grupos marginalizados demonstraram como podem através da solidariedade – assumindo uma identidade social coletiva, resgatar seus valores humanos, intrínsecos a qualquer tipo de ganho tangível. O mundo singular, simbólico e criativo enriquecido pela inclusão social, por sua vez proporcionada pela Economia Criativa.


Fonte:

Jéssica Fleckner
Diretoria de Comunicação

As marcas de cerveja e suas campanhas publicitárias


Já sabemos que as cervejarias sempre surpreendem com seus anúncios, promoções online e ideias criativas. Podemos notar que em 2011, muitas delas já estão trazendo inúmeras novidades. Novidades estas que já vem ganhando a atenção dos consumidores e amantes de cervejas.

Uma das mais apreciadas no Brasil, a Skol, chega carregada de ideias inovadoras e inusitadas. Para o verão, a Skol lançou o evento “Praia Skol Music”, evento que trouxe para as areias brasileiras, atrações nacionais e internacionais. Ainda como novidade, surgiu a “Garagem

Skol”, que disponibilizava cadeiras de praia, guardas-sol, pranchas e muito mais. Outra sacada interessante da publicidade foi a Rádio Skol, agora disponiblizada nos iPhones. Sem contar o site, um dos mais descolados e interativos.


Já a Heineken, trouxe no final de 2010, em sua página oficial do Facebook, um comercial em que um rapaz passa por um grupo de personagens, incluindo a bela esposa de um dos convidados e um lutador de Kung Fu. Por fim, ele acaba no palco tocando com a vocalista da banda dinamarquesa de pop alternativo, The Asteroids Galaxy Tour, que emplaca seu mais recente single tanto no comercial, quanto na trilha sonora do filme “The Golden Age”. Segundo os diretores executivos de criação da Wieden Kennedy de Amsterdã, Mark Bernath e Eric Quennoy, “(…) com esta campanha, a Heineken entende as fantasias que passam pela mente de seus consumidores. Homens que conhecem os caminhos ao seu redor e reconhecem uma boa cerveja quando experimentam uma. Queremos inspirá-los daqui para frente”. O vídeo teve mais de 4 milhões de visualizações no YouTube.


A Antarctica apresenta a ação “A PPT da BOA”. A ação brinca com os arquivos em Power Point, os PPTs, que muitas pessoas enviam e recebem todos os dias contendo mensagens engraçadas, correntes e outros temas. No “PPT da BOA” o internauta pode criar a sua apresentação, apontando o perfil de seus amigos através dos estereótipos do “Mágico de bar”, o amigo que sempre some na hora de dividir a conta; o “Zezinho GPS”, que sempre é encontrado pela namorada ciumenta; o “Contador”, que faz questão de conferir a conta na ponta do lápis e o “Estraga Prazer”, aquele que sempre faz alguma trapalhada na hora da paquera.


Por outro lado, um caso que não se mostrou bem sucedido foi o da Itaipava, que trocou por vermelho a coloração de suas latas, gerando uma ação judicial da detentora da marca Brahma, a Ambev. A Terceira Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro argumentou que a alteração da lata de Itaipava representava uma imitação, além de promover a concorrência desleal por confundir o consumidor em relação à lata vermelha da Brahma. A cervejaria então, teria um prazo de 30 dias para retirar as latinhas de circulação, podendo no entanto, recorrer à decisão.


Acredito que as campanhas desenvolvidas pelas famosas cervejarias do Brasil e do mundo sejam as mais originais e criativas, sempre trazendo algo que divirta o consumidor e que faça lembrá-lo de que nos momentos de descontração, sua marca estará presente.


Raissa Viegas

Diretoria de Comunicação

Comunicação em forma de criatividade


A comunicação evoluiu e muito, assim como milhares de outras coisas, principalmente por conseqüência das novas tecnologias. A comunicação envolve uma área muito maior do que as páginas de uma revista, os 30 segundos de uma inserção na TV ou no rádio.
Comunicação é tudo aquilo que tem um ponto de ligação entre o emissor e o receptor.

E as estratégias de comunicação têm por objetivo comunicar de forma clara e compreensiva a proposta de valor da empresa, ou seja, “o que” a empresa, por meio de seus produtos e serviços, tem para oferecer ao seu público-alvo.

Vou citar um exemplo que ocorreu há um tempo, mas que é um fato muito interessante e criativo, mostrando não ser regra, estampar “logos” na Tv ou em revistas para comunicar aquilo que foi elaborado nos planos de marketing.

O exemplo é considerado um marketing de emboscada, que aconteceu durante a 34º festa de San Gennaro,no bairro da Mooca, São Paulo. Essa festa é sinônimo de comida farta e saborosa (marca registrada dos italianos). Entre dezenas de barracas servindo macarronada e vinho, dá

pra imaginar a confusão e tromba-tromba de 20 mil pessoascomendo em pé, andando de um lado para o outro.

Pensando nisso a agência Espalhe desenvolveu para Ariel, uma ação de emboscada. Várias pessoas circulando pela festa de San Gennaro com uma camiseta branca lambuzada de molho de tomate e com um escrito atrás “Manchou?”.

Além disso, foram distribuídos guardanapos para as barracas e restaurantes da festa com os dizeres: “As Lembranças da Festa de San Gennaro ficam. As manchas não. Ariel 5 estrelas remove até manchas secas.”

Esta ação na festa de San Gennaro pode ser um dos movimentos de aproximação com o cliente e fuga da mídia tradicional: enquanto os guardanapos estavam nas mãos das pessoas e as pessoas contratadas circulavam com as camisetas de Ariel, um banner do patrocinador Bradesco ficava exposto na parede.

Isso nos mostra que cada vez mais temos que nos preocupar sim em sermos realmente criativos desde a o planejamento da campanha para criar entretenimento e afinidade com o público-alvo.


Camila Ribeiro

Diretoria de Comunicação