Vamos inovar? O uso do marketing digital para vencer eleições

Novidades na palma das mãos, o mundo em apenas um clique em qualquer hora ou lugar. Não há como fugir da era virtual que vem se expandindo cada vez mais, ganhando espaço e conquistando novos públicos. Esse é o caso da propaganda eleitoral na internet que foi liberada no dia 6 de julho deste ano.

Que o mundo virtual vem ganhando cada vez mais espaço na atualidade não é novidade pra ninguém, assim não há quem queira ficar de fora dos benefícios que ela proporciona, nem mesmo os candidatos políticos que passaram a dar mais atenção ao marketing digital como forma de vencer as eleições.

Contudo, promover campanhas políticas pela internet não é 100% novidade. Esse modo de divulgação já foi utilizado anteriormente na campanha presidencial dos Estados Unidos de 2008. O uso do Youtube, Twitter e e-mail marketing como ferramentas chaves de propaganda, foram essenciais para a definição do resultado que levou à eleição de Barack Obama. No Brasil essa modalidade foi inaugurada nas eleições de 2010 que trouxe inovações para o meio.

A nova legislação (Lei 12. 034/09) passou a valer em 2010 visando delimitar tanto os direitos quanto os deveres que envolvem a internet durante o período eleitoral.

Navegando nesse mundo pode-se perceber com mais facilidade a queda das barreiras à expressão de ideias, reflexões e pensamentos. Estando dentro do direito da liberdade de expressão é possível agir, se manifestar ou somente observar e analisar o conteúdo postado por outras pessoas. Porém, a liberdade aqui entendida não pode bater de frente com o direito de terceiros ou com leis vigentes.

Nesse contexto, a nova legislação sofreu diversas alterações que delimitam as propagandas como, por exemplo, o que se refere às mensagens eletrônicas. Estas precisam ter um mecanismo que possibilite ao destinatário seu descadastramento, que deve ser providenciado pelo remetente em até 48 horas. Aos que enviarem mensagens após o fim do prazo previsto ficam sujeitos ao pagamento de multa no valor de 100 reais por mensagem. As alterações podem ser conferidas por completo, assim como as condutas ilícitas para a propaganda eleitoral, na página da justiça eleitoral.

Assim, a atualização na legislação possibilitou uma adequação quanto às mudanças no perfil da propaganda eleitoral e trouxe a oportunidade da utilização de uma nova ferramenta que se mostra extremamente eficaz. Os candidatos e partidos políticos passaram então, a ver com outros olhos o complexo e abrangente mundo virtual e poderão fazer uso de suas vertentes e benefícios como mais uma possibilidade de atuação em suas campanhas eleitorais.

Beatriz Costa

Diretoria de Recursos Humanos

Fontes:

Propaganda eleitoral na internet traz novidades

Nova legislação

Justiça eleitoral

É época de eleições!

Cessada a euforia em relação à Copa do Mundo, os brasileiros se veem agora de volta à realidade: eleições. Não é nada fácil decidir quem será o presidente, os governadores, deputados federais, deputados estaduais e senadores que nos representarão no poder e que irão gerir as necessidades públicas. E qual é a função do relações-públicas neste cenário tão delicado?
É principalmente através das campanhas políticas que os eleitores conhecem e se identificam com seus candidatos. O papel das Relações Públicas nesse contexto é a de promover um entendimento entre as necessidades dos eleitores e os interesses do candidato; priorizar uma lealdade entre ambos para promover uma aceitação melhor para que a comunidade tenha atendidas suas necessidades básicas de cidadania.
No cenário político podemos dizer que “quem não é visto não é lembrado”. Entretanto a construção da imagem e da marca política deve ir além do que a aparência promete proporcionar. Precisa corresponder aos desejos dos eleitores, sendo um elemento de identificação que se diferencie daqueles dos outros concorrentes. Assim, cabe ao candidato expor-se com total transparência, fenômeno que requer, certamente, um profissional de Relações Públicas. A imagem do “produto vendido” deve ser trabalhada e os cenários que o cercam renovados, mas de forma transparente, pois a população não tem uma fonte direta de reclamação, suas respostas apenas serão claras nas urnas de votação.
As campanhas políticas devem se sustentar além das aparências e suas ferramentas de comunicação devem ser escolhidas com muito cuidado. O perfil de cada candidato é fundamental para a escolha dessas ferramentas, tendo em vista que cada um toma um posicionamento, sendo alguns mais conservadores, outros mais atentos às inovações tecnológicas e etc.
O profissional de Relações Públicas deve estar atento a essas diferenças. Ele inicia seu trabalho examinando as necessidades dos eleitores e suas expectativas quanto aos candidatos; faz-se um estudo amplo, com o propósito de conhecer ao máximo os diversos públicos, suas vontades e necessidades.
Dispondo dessas informações e conhecendo a ideologia defendida pelo partido do candidato, o profissional de RP desenvolve um plano de comunicação, que servirá de ferramenta para a elaboração tanto de campanhas eleitorais quanto de planos de governo. Os eleitores, sentindo-se participantes dos planos do candidato, dão credibilidade ao político e às políticas do partido.
O profissional de Relações Públicas tem na política, assim como em todas as outras áreas de sua atuação, um ciclo a percorrer. Mesmo após as eleições o profissional deve manter um contato permanente com os eleitores, para atualizar-se das informações e manter o controle do plano de comunicação, podendo assim antever possíveis insatisfações dos eleitores e tomar as rédeas antes que o candidato perca sua credibilidade. É um trabalho contínuo e indispensável nesta área de conflitos e posições antagônicas que é a política. Por isso o comunicador precisa estar sempre atento ao seu lado ético e moral. Somente o bom profissional de Relações Púbicas sobrevive à dinâmica política sem mudar seus valores.

Camila Ribeiro
Diretoria de Comunicação