Um novo conceito de supermercado

Já pensou em ser dono de um supermercado? Gerenciar diversos funcionários, ver seu estabelecimento sempre cheio e seus lucros ainda maiores nas datas festivas, vender seus produtos e ter lucro ao fim do mês? Isso não é uma má ideia, mas foi pensando “fora da caixa” que empreendedores de Londres criaram um novo conceito de supermercado, o “The People’s Supermarket” ou “O Supermercado das Pessoas”.

vanessaA ideia desse novo modelo de supermercado é a seguinte: as pessoas tornam-se membros do negócio, ou seja, ser membro é ser dono também, e oferecem horas de trabalho voluntário e em troca tem direito a descontos nas compras. Além disso, os produtos têm valor reduzido em relação aos supermercados tradicionais, pois o quadro de funcionários é pequeno.

O objetivo do “Supermercado das Pessoas” é ser um comércio sustentável operando de acordo com valores baseados no desenvolvimento da comunidade. Sendo assim, algumas das características do supermercado são: não há concentração de lucro entre os “donos”, pois todo membro é também dono do negócio. De acordo com o Manual dos Funcionários, “quando você se torna um membro, começa a dividir a propriedade do negócio. Quando você anda em um supermercado tradicional, anda na loja de alguém. Quando é um membro, anda dentro da sua própria loja”.

Você deve estar se perguntando se só os membros podem comprar no supermercado. A resposta é negativa, qualquer pessoa pode ! Mas se você for um membro terá alguns benefícios, direitos e responsabilidades a cumprir, como: pagar uma taxa anual de 25 libras, trabalhar voluntariamente em um turno de quatro horas a cada quatro semanas, comprar regularmente, fazer “marketing boca-a-boca”, ou seja, divulgar o supermercado para as pessoas e manter-se informado sobre o que está acontecendo na empresa.

Uma das principais características do “The People’s Supermarket” é conectar a população urbana com a comunidade rural local, fomentando a produção de alimentos a nível local e oferecendo alimentos saudáveis e de alta qualidade com preços razoáveis. Sendo assim, as relações são boas e os fornecedores confiáveis.

Além disso, a preocupação com o meio ambiente tem destaque e visando reduzir ao máximo o desperdício de alimentos, foi criada uma “cozinha-restaurante”, na qual são preparados pratos com alimentos que tem sua data de validade próxima. Não bastasse isso, o supermercado também dá atenção especial à saúde ao não vender cigarros.

''People´s Kitchen''

”People´s Kitchen”

Um dos pontos fortes do supermercado é o de atuar enquanto provedor de recurso para o desenvolvimento da comunidade como um todo e para isso proporciona treinamentos para seus membros, que são livres de julgamento, pois qualquer um pode se tornar um membro.

Esse novo modelo de negócio parte da premissa de envolver as pessoas para que elas se apropriem de algo comum em seu cotidiano, ou seja, fazer compras no supermercado e criem juntas um novo modelo, que preza pelas relações sociais, ao criar um ambiente mais participativo, sustentável e colaborativo, que não visa apenas o lucro pelo lucro.

As características esperadas dos membros são: dedicação, energia e engajamento. Confira no vídeo abaixo depoimentos de alguns membros/donos do “The People’s Supermarket”:

Agora que você já conhece sobre o funcionamento de um supermercado não-convencional, que tal usar suas habilidades comunicacionais para empreender em novos tipos de negócios que possam impactar positivamente a sociedade?

Vanessa Sforsin

Diretora de Qualidade

Anúncios

Invasivo demais?

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Está mais do que claro que as novas tecnologias, cada vez mais surpreendentes, auxiliam e facilitam a vida das pessoas.  Mas, antes disso, estão sendo a peça-chave das empresas de publicidade que buscam vender todos esses itens aos cidadãos. E dessa forma, se beneficiam infinitamente de recursos para que suas propagandas, cada dia mais criativas, consigam atingir de maneira eficiente seu público-alvo. Porém, até que ponto é ético utilizar-se dessas tecnologias para incitar a venda de seus produtos?

Duas campanhas, uma já concretizada e outra apenas como projeto, colocam essa pergunta em pauta quando, de “forma sutil”, estimulam o desejo do consumidor através do olfato e entram na mente das pessoas por meio de vibrações no cérebro, respectivamente.

A empresa Dunkin Donuts, conhecida por seus donuts, com ação criada pela Cheil Worldwild, queria mostrar ao público que também entendia de cafés. Para isso, liberava cheiro de café em metrôs e ônibus, na capital da Coréia do Sul, logo após sua propaganda ser anunciada nas rádios. Além disso, vários pontos da empresa foram colocados estrategicamente, na saída desses transportes públicos, levando os passageiros a consumirem o produto. A proposta fez com que mais de 350.000 de pessoas fossem impactadas e as vendas de café aumentassem em 29%.

A outra ação, criada para anunciar aplicativos Sky para o celular, também utiliza o transporte público, porém vai um pouco mais além. Utilizando uma tecnologia que, tempos atrás, era usada apenas para deficientes auditivos e militares, neurotransmissores são acoplados nas janelas dos metrôs e transmitem vibrações para o cérebro, interpretadas como sons, apenas para quem encosta a cabeça na janela.

A nova tecnologia, nomeada de “Bone Conduction”, é uma iniciativa da empresa de propaganda alemã BBDO, uma das maiores do mundo. A ideia foi apresentada no Festival Internacional de Criatividade, em Cannes, e, embora ainda não tenha sido lançada, já gera polêmica. Comentários postados no próprio site da Sky, afirmam que isso se constituiria numa violação dos direitos das pessoas de descansar. A organização, em contrapartida, diz ter recebido reações muito animadoras das pessoas que testaram essa “nova maneira de publicidade”.

É realmente incrível perceber como anda a criatividade das grandes organizações quando se trata de propagar sua marca e atrair consumidores. E além disso, como o mundo moderno proporciona alternativas cada vez mais inovadoras e interessantes para que isso aconteça. Porém, fica a pergunta: até que ponto é ético utilizar-se das novas tecnologias para conseguir divulgar e vender produtos? De que maneira isso pode violar os direitos básicos do cidadão?

Paola Ramos

Gerente de Projetos

Fontes:

BBC Brasil

Exame

Things of interest

Uma pequena grande ideia

O Canal Futura acertou em cheio com a propaganda que dizia: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas”. Sim, são as perguntas! Essas que nos fazemos todos os dias e que podem parecer bobas e inúteis. Com ousadia e criatividade, essas perguntas podem induzir respostas que mudam nosso ambiente de trabalho, vida pessoal, cidade e, porque não, o mundo todo.

Uma atitude interessante é a do grupo brasileiro Shoot the Shit. Eles dizem que não são nem uma empresa e nem uma agência de comunicação,  são simplesmente um grupo organizado de pessoas que, conectadas, pensam muito melhor do que uma e criam ações inovadoras para mudar o cenário de Porto Alegre.

Um projeto legal e que teve repercussão positiva na cidade é o “Tá com pressa?”. Sinalizadores foram colocados nas passarelas indicando o caminho para as pessoas que estavam apressadas e outro caminho para as que estavam apenas passeando.

Outro projeto implantado pelo grupo foi o “Mexa-se”, que levava atividade física às pessoas que diziam estar sempre sem tempo de ir à academia ou de praticar algum esporte.

Esse tipo de empreendimento criativo tem tudo para dar certo e os comunicadores sociais são os principais agentes desse novo negócio. As relações públicas tem uma grande oportunidade de crescimento nessa economia criativa, não só na área específica da comunicação, mas também em tecnologia, turismo, cultura, educação e outros. Independentemente do segmento, esse modelo propicia um ambiente favorável para a imaginação rolar solta. Dessa forma, surgem as respostas malucas para as indagações que também podem parecer malucas, mas são muito pertinentes e impactantes.

Maria Eduarda Gomes

Diretoria de Finanças

Fontes

Shoot the shit

Hypeness

A CO-CRIAÇÃO E A GESTÃO DE RELACIONAMENTOS


No contexto mercadológico em que se encontram consumidores, clientes e organizações, uma realidade cada vez mais assistida é a co-criação. Este conceito implica na participação do próprio consumidor tanto no processo criativo, quanto no desenvolvimento dos produtos feitos pelas empresas. O objetivo de tal ação é induzir um número cada vez maior de pessoas interessadas em adquirir certo produto. Para que este “desejo” surja é realizada uma pesquisa de mercado, que visa a mensuração dos pontos mais atraentes e esperados para determinado material, ou seja, o próprio mercado auxilia na construção deste “novo objeto”. Exemplos bem consistentes disto são o Youtube e o Wikipédia, sites estes em que os próprios internautas postam o conteúdo exibido.


A co-criação permite que se evite a rejeição de um produto pelo mercado, além de aumentar o processo criativo de uma empresa. Dentre os motivos que levam as pessoas a participarem desta criação, destacam-se: a necessidade de colaboração com algo que posteriormente será adquirido por elas e a oferta do “poder de escolha” das características que julguem importantes para o desenvolvimento desse material.

O INFOMARKETING em conjunto com a co-criação emergem como ferramentas de negócios, que se bem utilizadas nas mídias sociais corporativas proporcionam uma aproximação, incentivando a gestão do relacionamento das organizações com seus respectivos stakeholders, integrando-os em um processo de criação de produtos, também consumidos por eles futuramente.

Jéssica Fleckner

Diretoria de Comunicação

INOVAÇÃO

Aconteceu nos dias 12, 13, 14 e 15 de novembro a XIV edição do ENEJUNESP (Encontro das Empresas Juniores da Unesp). Dentre os temas abordados nas palestras, grupos de discussão e apresentação de cases, um dos que me chamou atenção foi “inovação”. O palestrante Caspar Van Rijnbach trouxe para os mais de 250 estudantes presentes no evento a importância da gestão estratégica da inovação para o sucesso de uma empresa, seja ela júnior ou não.

O palestrante, sócio da TerraForum que atua em inovação, gestão de conhecimento e estratégia, deu ênfase em seu discurso no fato que todos nós precisamos ser criativos nos dias de hoje, tanto como pessoas quanto como empresas. Caspar levantou algumas perguntas como: Mas realmente faz diferença ser criativo? Precisamos de fato gerar idéias inéditas? E para respondê-las se utilizou de um exemplo clássico: o i-pod! A pergunta era: o i-pod, da Apple, realmente foi uma grande Inovação? De onde vieram as idéias criativas dele? O que fez este produto da Apple ser um sucesso tão grande? E por que a Apple é vista como uma empresa tão inovadora?

A resposta de acordo com ele é simples. O que a Apple fez foi combinar todas as idéias e invenções de outros, incorporando-as ao modelo de negócios do i-pod. Juntas, as invenções funcionaram melhor do que as partes separadas.

Casper acredita que grandes artistas roubam ideias e usam-nas para sua vantagem competitiva. Todos nós sabemos o quanto é difícil gerar novas tecnologias, design ou modelos de negócios. Se você pensa em algo aparentemente inédito, é muito provável que já tenha sido pensado por outra pessoa, basta checar na internet. Inovação significa fazer idéias florescerem, implementando-as e, mais importante ainda, extraindo valor delas. Sabendo que hoje em dia você consegue acessar a mente de milhões de pessoas no planeta, poderia ser interessante utilizar algumas destas idéias em vez de tentar inventar a roda novamente. Casper não quis dizer que não acha importante ser criativo. Mas diz que em vez de ser o inventor do ano, procure algumas idéias lá fora, transforme-as e gere valor!

Camila Ribeiro
Diretoria de Comunicação