A CO-CRIAÇÃO E A GESTÃO DE RELACIONAMENTOS


No contexto mercadológico em que se encontram consumidores, clientes e organizações, uma realidade cada vez mais assistida é a co-criação. Este conceito implica na participação do próprio consumidor tanto no processo criativo, quanto no desenvolvimento dos produtos feitos pelas empresas. O objetivo de tal ação é induzir um número cada vez maior de pessoas interessadas em adquirir certo produto. Para que este “desejo” surja é realizada uma pesquisa de mercado, que visa a mensuração dos pontos mais atraentes e esperados para determinado material, ou seja, o próprio mercado auxilia na construção deste “novo objeto”. Exemplos bem consistentes disto são o Youtube e o Wikipédia, sites estes em que os próprios internautas postam o conteúdo exibido.


A co-criação permite que se evite a rejeição de um produto pelo mercado, além de aumentar o processo criativo de uma empresa. Dentre os motivos que levam as pessoas a participarem desta criação, destacam-se: a necessidade de colaboração com algo que posteriormente será adquirido por elas e a oferta do “poder de escolha” das características que julguem importantes para o desenvolvimento desse material.

O INFOMARKETING em conjunto com a co-criação emergem como ferramentas de negócios, que se bem utilizadas nas mídias sociais corporativas proporcionam uma aproximação, incentivando a gestão do relacionamento das organizações com seus respectivos stakeholders, integrando-os em um processo de criação de produtos, também consumidos por eles futuramente.

Jéssica Fleckner

Diretoria de Comunicação

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Opinião On-line


Hoje vivemos a segunda geração da World Wide Web, que nos mostra cada vez mais potencial de uso, tanto pelo usuário final quanto pelo corporativo. O conceito de troca de informações em um ambiente dinâmico e interativo tomou proporções estratégicas, forçando uma mudança comportamental das empresas em relação às oportunidades de negócios e a seus colaboradores.

Há pouco tempo, os clientes eram passivos às inovações, ficando à espera do que viria de novidade tecnológica. Hoje, este mesmo cliente tem vias de acesso direto às empresas com as quais se identifica, dando sugestões, críticas e idéias, contribuindo e movimentando efetivamente as empresas. Esta responsabilidade também é dividida pelos funcionários das corporações, que hoje participam, de fato, do negócio ao encontrar internamente espaços abertos à criatividade e à inovação, além de meios de comunicação interativos com as lideranças.

Para se tirar o melhor proveito da atual fase da rede mundial de computadores é preciso tratá-la com seriedade e transparência e estar disposto a enfrentar de forma construtiva as críticas que certamente aparecerão.

Na era da Web 2.0, as inovações deixam de ser mérito de grandes multinacionais ou estrategistas de peso e passam a ser resultado de uma parceria da empresa com seus funcionários, clientes e usuários, estabelecida em uma plataforma de duas vias.

Aqui, vale a famosa reflexão: “Não faça perguntas se você não está disposto a ouvir as respostas”. Em suma, nesta era, não adianta ser moderna e ousada se a empresa não está, de fato, preparada para encarar seus pontos fracos, dialogar e agir para contorná-los.

Por Juceli Azevedo, diretor de Comunicação da Dell Brasil
Adaptado por Mariany Granato e Catarina Rangel
Diretoria de Comunicação RPjr.