Sentir é preciso!

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Em meio ao ambiente competitivo das organizações, muito se tem discutido sobre a importância das políticas de relacionamento e do investimento acerca delas.

 A partir desse contexto, podemos analisar as organizações pensando na gestão do “ser” como estratégia para conseguir efetividade no mercado. Para explicar essa nova configuração de pensamento surge o Marketing 3.0, que coloca as necessidades do “humano” a frente da valorização do produto e do relacionamento segmentado entre empresas e clientes. Pensando nas organizações como um coletivo de ideias, mão de obra e principalmente sensações, o Marketing 3.0 sugere que as empresas definam quem realmente são, através de valores, onde o relacionamento deixa de ser de “um-para-um” e se torna colaborativo, visando um mundo melhor através de ações que devem se tornar parte da cultura organizacional da empresa.

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Tendo em vista esse novo paradigma, podemos perceber que o perfil das organizações se torna cada dia menos mecânico, deixando de lado a preocupação exclusiva com o lucro, o que resultava na marginalização da participação dos funcionário no processo criativo.  Hoje, espera-se que as empresas estimulem a interação entre os colaboradores, para que os resultados obtidos sejam os melhores a partir da soma de forças de diferentes áreas, criando a consciência sobre a importância da união ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho individual como parte essencial de um quebra-cabeça.

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Um exemplo de organização que já adotou essa estratégia é o Google, veja o vídeo a seguir:

De acordo com o vídeo, podemos notar como o ambiente favorece as relações humanas, a partir da estrutura física do local, que conta com espaços para interação. Além disso, de acordo com os próprios funcionários, a cultura de valorização do indivíduo faz com que cada pessoa envolvida nos processos da empresa se sinta parte fundamental do trabalho, motivando todos a fazer com que as metas do Google tornem-se também metas pessoais de cada membro, o que implica diretamente na qualidade do serviço.

Após ler mais sobre as empresas orgânicas, você acredita que essa nova configuração tenha surgido para melhorar o desempenho e a relação entre funcionários dentro das organizações? Se sim, o ganho a partir da valorização humana vale a pena pelo investimento? Essas e outras questões devem ser feitas através da ótica dos relações-públicas, tendo em vista a constante mudança de cenários e a demanda por novas estratégias de mercado. Surge então uma nova gama de oportunidade para nós, gestores da comunicação!

Rafael Parigi

Consultor de Comunicação

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Afinal, o que é “Marketing 3.0”?

É assustador o modo como as definições e nomenclaturas sobre marketing têm se modificado. Mal nos acostumamos com a ideia do “Marketing 2.0”, aquele que se baseia na forte relação empresa-cliente oferecendo uma maior interação entre ambos, e logo aparece o conceito de “Marketing 3.0”. Mas afinal, qual a proposta que esse oferece?

Segundo o livro de Philip Kotler, “Marketing 3.0”, a nova diretriz nas atividades de marketing de uma organização propõe deixar claro qual é a missão, a visão e quais são os valores dessa e de como a mesma está preocupada em agregar esses pontos aos interesses de seus públicos. Ou seja, essa nova ideia de marketing considera seus stakeholders como tendo emoções e sentimentos sobre aquilo que lhe está sendo passado.
Para se atingir esse objetivo, é preciso pensar nos três pontos chaves de uma marca (identidade, imagem e integridade). Esses têm que estar consolidados na mente do público e para isso as marcas vem se utilizando de ações filantrópicas e sustentáveis para difundir a transformação sócio-cultural, assim como vem fortalecendo a prática colaborativa de seus funcionários.

Dentre as empresas que vem agregando essa ideia de colaboração, temos: a 3M, em que os funcionários podem usar parte do seu tempo buscando financiamento para projetos especiais; a Whole Foods, onde as decisões são tomadas com base nos votos de todos os funcionários e a Cisco, na qual os funcionários podem trabalhar em casa.

As organizações devem agir como “bons cidadãos corporativos” e lidar com as necessidades da sociedade, já que essa procura cada vez mais produtos e marcas que se mostrem sustentáveis e preocupadas com o bem-estar social. É primordial que missão, visão e valores de uma organização caminhem na mesma direção dos anseios de seus públicos e da sociedade em que essa está inserida.

Raissa Viegas
Diretoria de Comunicação