O RP do mundo animal

Vocês sabiam que, desde 2003, o Golfinho, mais precisamente o Golfinho Rotador, é o animal mascote de Relações Públicas? Essa decisão foi determinada pelo Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas – CONFERP.

A justificativa para essa escolha é que, assim como os relações-públicas, os golfinhos rotadores são animais extremamente sociáveis e possuem um comportamento social bastante complexo.

“Portanto, idêntico à profissão de Relações Públicas, que ainda carece de pesquisas científicas mais aprofundadas sobre a sua teoria e aplicação, a fim de garantir a sua consolidação no mercado; que estabelece diferentes formas de comunicação com os seus públicos de interesse no intuito da verdadeira interação; que apresenta um espírito gregário, pois acredita na união do grupo para intensificar os resultados comuns; o golfinho rotador foi escolhido para ser o animal símbolo da profissão de Relações Públicas no país.” Fonte: CONFERP

Porém, alguns estudiosos são contra essa decisão. No livro “Relações Públicas – Quem sabe, faz e explica”, Roberto José Porto Simões critica a escolha do golfinho e justifica com o argumento de que tal decisão pode dar margens a interpretações negativas para os próprios profissionais de RP que, assim como os mamíferos, podem ser apenas pessoas condicionadas a fazerem brincadeiras. E, portanto, os golfinhos não simbolizam totalmente a profissão.

Profissionais da área citam o ornitorrinco como um mascote melhor para as RP’s.

E vocês, gostam do golfinho?

Juliana Tonin

Diretoria de Comunicação

Fontes:

SINPRORP

RRPP Online

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Por detrás da casca do Tatu-Bola

Após a divulgação do logo oficial da Copa do Mundo 2014 no Brasil e do nome da bola, temos agora a nossa nova mascote: um Tatu-Bola.

A mascote foi apresentada oficialmente para o mundo pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local (COL), no domingo, dia 16 de setembro.  Foi feita por eles também a escolha do desenho do animal.

Nas palavras do membro do Conselho de Administração do COL e maior artilheiro da história das Copas do Mundo, Ronaldo: “A mascote vai desempenhar um importante papel de embaixador nos próximos dois anos. Tenho certeza de que vai emocionar muitos jovens torcedores no Brasil e no mundo todo com a grande paixão que tem pelo esporte e pelo seu país”.

Depois de analisar 47 propostas de seis agências de publicidade brasileiras e de fazer muitas pesquisas, o desenho do Tatu-Bola, criado pela 100% Design, foi indicado como o favorito do principal público-alvo: as crianças de 5 a 12 anos.

A agência 100% Design contou com 15 pessoas para criar o personagem e levou 18 meses para concluí-lo. Para escolhê-lo, a empresa pesquisou quase toda a fauna do Brasil e acredita ter achado no tatu-bola um modo de juntar as características de nosso país, a magia do Brasil, com a paixão pelo futebol, por ser ele um animal em extinção, vulnerável e que vira uma bola. A mascote oficial também tem a sua própria canção: Tatu Bom de Bola, cantada pelo sambista Arlindo Cruz.

Um dos principais objetivos da Copa que é comunicar sobre a importância do meio ambiente e da ecologia é atingido através da imagem trabalhada pela mascote, já que ele é um animal em extinção, possui apoio do Ministério do Esporte e faz parte do processo de conservação do tatu-bola, elaborado pela Associação Caatinga em parceria com a ONG The Nature Conservancy e um grupo de especialistas em tamanduás, preguiças e tatus da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

O nome da mascote será escolhido por votação e ficará disponível até dezembro no site da FIFA. São três opções:

  • Amijubi, que é a união das palavras “amizade” e “júbilo”;
  • Fuleco, mistura das palavras “futebol” e “ecologia”; e
  • Zuzeco, formado pelos elementos “azul” e “ecologia”.

Contudo, ao que indica, não é todo mundo que aprovou o Tatu-Bola como nova mascote. O bichinho vem sofrendo uma onda de ataques por diversas cidades onde passou e ficou exposto.

Até agora, houve três ataques às mascotes expostas em cidades-sede. O primeiro foi dia 5 de outubro, no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Três dias depois, a repetição do ato se deu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e dia 13, foi a vez do Vale do Anhangabaú de São Paulo ser o alvo.

A polícia ainda não tem suspeitos, mas há quem diga que os ataques são manifestações contra as concessões cedidas pelo governo à entidades e empresas envolvidas na organização da Copa de 2014. O ataque de São Paulo, entretanto, foi realizado por um grupo de manifestantes que protestava de forma pacífica contra a especulação imobiliária na cidade.

Será que a mascote da Copa do Mundo de 2014 agradou a todos? O que basta saber por enquanto é que a mascote é uma das mais importantes imagens do Mundial e proporciona ao COL, à FIFA e aos outros envolvidos, uma marca forte para a fixação das campanhas que promovem o evento e o contato com o público. Ela é a nova recente de uma longa linha de personagens que fizeram história na competição e tem chamado atenção de todos os ângulos.

E para refrescar sua memória, aqui estão as mascotes das competições anteriores.

Pela ordem: Willie (Inglaterra 66), Juanito (México 70), Tip e Tap (Alemanha 74), Gauchito (Argentina 78), Naranjito (Espanha 82) e Pique (México 86); Ciao (Itália 90), Striker (EUA 94), Footix (França 98), Ato, Kaz e Nik (Coreia do Sul e Japão 2002), Goleo (Alemanha 2006) e Zakumi (África do Sul 2010).

Beatriz Costa

Diretoria de Recursos Humanos