Pretensão Verde

Desafio. Essa é a palavra que vem a minha mente quando se fala em sustentabilidade ambiental e comunicação.

Com a ideia lançada pelo Portal Mundo RP e o grupo Horizonte RP (www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp) quis contribuir com algumas noções que sempre pensei, mas nunca havia escrito.

A preocupação com o meio ambiente se intensificou na segunda metade do século XX, quando as pessoas “comuns” e não só especialistas na área passaram a perceber a finitude dos recursos e a possível extinção da própria espécie. Nesse contexto muitas organizações também se inseriram tanto para ganhar espaço em um tema cada vez mais analisado e discutido, quanto para contribuir de fato com a sustentabilidade ambiental e social, garantindo alguns recursos indispensáveis para as gerações futuras.

Pois bem, o grande desafio que citei no post é o de legitimar essas “preocupações organizacionais”: até que ponto a organização usa a comunicação ambiental para fins legítimos, transparecendo ética e verdade? A responsabilidade ambiental e social assumida pelas empresas pressupõe um comprometimento com seu produto/serviço e principalmente com seu público.

A partir disso, muitas acabam “indo na onda” da discussão ambiental dentro do mundo das organizações e não cumprem de fato princípios da integridade ecológica. Slogans com as palavras sustentabilidade e responsabilidade estão espalhados por aí, mas cabe às organizações e aos comunicadores se utilizarem desses conceitos para promover a integração entre sociedade e ambiente natural.

“O verdadeiro inimigo do meio ambiente é a desinformação…” (DUARTE, 2002, p.142), por isso é que este desafio comunicacional deve ser encarado com discursos legítimos de sustentabilidade e com ética, para que os relacionamentos da organização com seu público se dêem, também, de forma sustentável, agradando o consumidor que promove a permanência ativa do produto/serviço no mercado, e o meio ambiente que possibilita espaço para as diversas relações humanas.

A pretensão da sustentabilidade pode ser exercida. Basta utilizar as estratégias certas que dêem continuidade à interação entre cidadão e consumidor e as empresas. Porém, ainda é preciso conscientização de que o que ainda está por vir depende da sustentabilidade, sendo ela ambiental, social, econômica, cultural e, também, dos relacionamentos.


Texto enviado pela aluna de Relações Públicas Maria Juliana de Lima Buso
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Sustentabilidade sob uma abordagem alternativa

A sustentabilidade é um assunto que tem sido muito discutido atualmente, por isso estamos todos procurando um meio de aliar os conceitos de preservação ambiental, consciência social, cultural e econômica ao sistema capitalista vigente, no qual os interesses das partes envolvidas se chocam.P orém, temos a sensação de que muito se fala e pouco é realmente colocado em prática. Percebemos que muitas organizações têm em seus objetivos e valores a sustentabilidade, mas na realidade isso não se aplica.Torna-se então fundamental a discussão em torno deste assunto e participação dos comunicadores na “Promoção Sustentável”, realizada pelo http://www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp

Durante o XIII Enejunesp (Encontro de Empresas Juniores da Unesp) o palestrante Cid Alledi, administrador de empresas formado em engenharia civil, abordou o tema de forma diferente ao apontar essas contradições que enfrentamos atualmente. Sob a perspectiva social, ele utilizou o exemplo da Unilever, uma organização que tem em seus valores a sustentabilidade e a responsabilidade social, e tem entre suas marcas Dove e Axe. A forma como elas atraem seus consumidores é totalmente oposta: no caso da Dove a campanha principal era “pela busca da real beleza” das mulheres, que lutava contra a padronização da beleza em biótipos praticamente inalcançáveis. Já no caso da marca Axe os comerciais sempre mostram mulheres com corpos esculturais que seriam atraídas pelo produto. Podemos perceber, ao olhar as duas campanhas, que há uma contradição muito grande entre os dois discursos o que nos deixa confusos sobre qual é realmente a postura da Unilever.

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Outra campanha da Dove, que incentivava as mães a conversar com suas filhas antes que a indústria da beleza o fizesse, deu margem a uma paródia crítica feita pelo Greenpeace que aborda o desmatamento na Indonésia para produção de óleo de palma, usado na confecção de produtos Dove.

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Refletindo sobre esses e outros tantos exemplos de empresas que apresentam contradições entre seus valores e a realidade de suas práticas, percebemos como a sustentabilidade ainda fica muito no campo das idéias, a iniciativa do blog Horizonte RP é importante para levantar discussões sobre o assunto e quem sabe reverter esse quadro.

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Catarina Rangel

Diretoria de Comunicação