Ideias Sustentáveis

Sabe-se que a questão da sustentabilidade é cada vez mais recorrente quando se trata da venda de produtos e serviços. Os consumidores estão mais conscientes do peso ecológico de suas ações, principalmente na hora da compra. Da sacolinha ao produto adquirido, eles buscam amenizar os impactos sobre o meio ambiente.

Pensando nisso as empresas procuram se adequar nessa exigência, que passou de um mero diferencial para se tornar um aspecto essencial. A partir de iniciativas como mudar a composição dos materiais de que são feitos as embalagens de seus produtos até diminuir desperdícios na produção.

Uma empresa alemã criou uma marca de cosméticos chamada: “Stop the water while using me!” (Feche a água quando estiver me usando), que na verdade é também uma mensagem. A linha é produzida a base de ingredientes orgânicos e/ou naturais, além de suas embalagens serem biodegradáveis. No verso do produto a marca traz mensagens como: “Nós: paramos de usar aditivos não naturais. Paramos de desperdiçar energia na produção. Paramos de usar aromas desnecessários. Paramos de usar cores tóxicas.”

A ideia é instruir o consumidor para o uso inteligente. Por exemplo: quando for escovar os dentes ou usar o shampoo, espera-se que ele leia a mensagem e feche a torneira. São iniciativas simples, porém criativas como esta que as empresas estão adotando para conscientizar e informar aos consumidores suas ações sustentáveis.


Embora o modelo de competitividade predominante de hoje não seja sustentável, a prática empresarial responsável só cria raízes em países que mantêm ou apoiam uma “ação coletiva”, que junte toda a sociedade, governo e sociedade civil. Os líderes empresariais precisam entender e atender a enorme responsabilidade que têm, uma vez que seus liderados englobam a parte mais forte da sociedade, tanto do ponto de vista econômico e tecnológico, quanto do parecer educacional.



Jéssica Fleckner
Diretoria de Comunicação
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Vendem-se ações sociais, quer comprar?


O que realmente importa para uma empresa nos dias de hoje: vender o maior número de produtos e serviços apenas ou atrelar esse ganho às ações realizadas juntamente com a sociedade? Espera-se que a segunda opção seja a mais cotada por organizações modernas. O desafio de hoje não é investir massivamente em publicidade para vender determinado produto ou serviço. Claro que isso ainda precisa ser feito, mas não de um modo isolado. O real desafio das organizações é conseguir posicionar sua marca por meio de ações culturais e sociais.
As estratégias utilizadas para esse tipo de marketing são as mais diversas. Algumas organizações focam suas ações no que podemos chamar de “marketing de filantropia”, no qual doam parte de seus lucros para programas sociais governamentais ou para a sociedade civil. As camadas mais beneficiadas por essas ações são os jovens, as crianças pobres e os idosos. Outras empresas optam por criar seus próprios institutos e fundações sociais, implementando seus projetos.
Citemos alguns exemplos de organizações que vêm desenvolvendo programas culturais e sociais. O banco Itaú criou em 1987 o Instituto Cultural Itaú, cujo intuito é desenvolver e organizar processos que compreendam as práticas culturais e, com base nelas, ampliem o acesso à cultura promovendo a participação social, gerando conhecimento sobre as artes brasileiras.
Já em 1991, foi fundado o Instituto C&A, que tem como principais atuações a formação continuada para professores da educação infantil, o fomento à educação integral – especialmente em projetos ligados a arte, cultura e leitura literária – a promoção do trabalho conjunto e do desenvolvimento institucional de organizações sociais e o incentivo à participação social por meio do voluntariado empresarial.
O programa “Natura Musical” busca promover o cenário musical brasileiro e até mesmo mundial. Em cinco anos de atuação, já foram realizados mais de 130 projetos em todas as regiões do país. No ano de 2010, foi realizado o “Festival Natura Nós”, que trouxe atrações de todo o mundo.
A marca Omo promove o “Programa pelo Direito de Ser Criança” desde 2008, não medindo esforços para difundir a importância de brincar e de aprender pela experiência e estimular o debate na sociedade sobre a defesa do direito à infância.

Em 2010, a Oi lançou o seu primeiro edital para projetos voltados à temática ambiental. O programa teve por objetivo financiar novos empreendimentos integrando sustentabilidade e conservação ambiental; implementar tecnologias sociais que promovam o desenvolvimento sustentável e a conservação do meio ambiente e incentivar o uso de novas tecnologias para a preservação ambiental e educação para a sustentabilidade.
São incontáveis os institutos, os projetos e os programas sociais e culturais que vêm sendo elaborados e aplicados pelas organizações. Vê-se que as organizações que não derem a devida importância a essas ações serão desvalorizadas e, consequentemente, esquecidas por seus clientes.
Raissa Viegas
Diretoria de Comunicação