A nova marca dos desabrigados

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Hoje em dia as empresas se preocupam muito com sua imagem e reputação perante à sociedade, já que isso é um fator primordial para obter efetividade no relacionamento com seus públicos e consequentemente se manter no mercado competitivo.

Como sabemos, o papel do relações públicas vai muito além de auxiliar na criação ou produção de uma mera identidade organizacional. Este profissional passa a pensar estrategicamente para que essa identidade corporativa represente de forma real a instituição.

A imagem da organização é a percepção que as pessoas têm da mesma. Não é algo conceitual ou pré-determinado, mas sim, algo criado na mente dos públicos mediante a uma ação, propaganda, a um produto ou a um fato que foi apreendido por eles.

A exemplo disso temos a empresa americana Abercrombie & Fitch (A&F) que chegou a oferecer dinheiro a um apresentador de um programa televisivo americano para que ele parasse de usar as roupas da empresa em seus programas, pois alegavam que ele não tinha classe alguma para estar vestindo a marca e isso só estava prejudicando a imagem da A&F. Segundo o próprio proprietário da marca, suas roupas são produzidas para um público de classe mais elevada, a marca é para quem possui alto status social.

Recentemente,foi publicado na mídia algumas frases ditas por Mike Jeffries, proprietário da marca, há alguns anos dizendo que pessoas “uncool”, mulheres gordas, pessoas feias e sem estilo não devem estar venstindo A&F. Jeffries alegou que suas roupas são totalmente exclusivas para pessoas bonitas e de alto status social.

Isso gerou grande revolta pela população nas mídias, levando a reputação da marca ao precipício. Um americano chegou a criar um vídeo viral de si mesmo passando por brechós para encontrar velhas peças de vestuário da A&F. Após ter encontrado os produtos ele foi às ruas para doá-los aos desabrigados.

No vídeo, ele afirma que as pessoas podem ajudar pegando suas próprias roupas da marca e doá-las para um morador de rua. Essa ação teve tanta repercurssão que foi criada uma campanha nas redes sociais contra a marca, “Fitch a Homeless“, que é um incentivo real para as pessoas darem suas peças da A&F aos desabrigados.

Ao mesmo tempo, aqui no Brasil surgia a campanha “Abercrombie Popular” que começou a distribuir roupas da marca para moradores de rua na cidade de São Paulo. Foi criado até uma página no Facebook como forma de propagar essa campanha contra a empresa.

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(Imagem do movimento “Abercrombie Popular” captada em http://abercrombiepopular.tumblr.com/)

E a imagem da A&F, conhecida por ser elitista e por buscar consumidores “atraentes e populares” passa agora a ser conhecida como a nova marca dos desabrigados.

Esse foi apenas um dos casos que podemos tirar como exemplo para evidenciar como uma pequena palavra, comentário ou ação pode manchar a imagem e reputação de uma organização.

Imagine-se no meio de toda essa crise, como um conceituado profissional de Relações Públicas sendo contratado para resolver esse “pepinão”. O que você faria? Quais estratégias você adotaria para administrar essa crise? Deixe seu comentário aqui.

E para aqueles que querem aderir ao movimento, acesse a página no Facebook: facebook.com/AbercrombiePopular e mãos a obra.

Jonathan Bosso

Diretor de Recursos Humanos

Fontes:

Blue Bus

Exame

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Engagement marketing – A nova tendência

A teoria do engagement é uma nova tendência da publicidade e da comunicação em geral, esse novo modo de interação com o consumidor tenta aumentar a relação marca consumidor para que não fique somente baseada na compra, pois hoje, com as inovações tecnológicas, o cliente pode manifestar sua opinião e sugerir melhorias. Percebendo essa mudança e entendendo que ela é inevitável, as empresas têm procurado cada vez mais envolver o consumidor em suas ações.

Alan Moore em entrevista ao site Meios & Publicidade revela: “Num mundo onde os consumidores estão conectados online, a partilhar informações e a discutir as marcas, quer se goste quer não, as marcas não têm outra opção a não ser encontrar caminhos mais relevantes para entrarem em contacto com os seus clientes. A ideia de que os produtores apenas produzem e os consumidores apenas consomem é considerada ultrapassada pelos especialistas e teóricos da gestão.

A publicidade tradicional tem-se revelado menos eficaz e mais dispendiosa. O engagement marketing é um conceito muito amplo.[…] É a ideia de que os seres humanos são sociais e têm uma necessidade inata de comunicar e interagir. Por esta razão, deve permitir que os fluxos de informação e comunicação tenham dois sentidos. Estou convencido de que as pessoas aderem aquilo que criam.”

Com esse novo conceito, o marketing pretende promover uma mudança de comportamento, procurando envolver o consumidor sem “ficar martelando” a marca, uma vez que hoje os produtos são na sua maioria muito semelhantes em qualidade e utilização.

Alguns bons exemplos desse novo tipo de comunicação são as campanhas “Volta Ferrorama” da agência DM9DDB e da campanha da “Árvore de Bis” no Orkut da agência Ogilvy & Mather. A DM9DDB lançou um desafio para os fãs do brinquedo ferrorama, da Estrela, para que ele voltasse a ser lançado no Brasil. Os fãs teriam que fazer o trenzinho percorrer 20km e chegar até Santiago de Compostela na Espanha doando seus trilhos! E o Ferrorama chegou lá! Veja no site voltaferrorama.com.br as etapas da campanha.

Outro bom exemplo foi a campanha feita durante a febre do jogo Colheita Feliz no Orkut. Foi lançada a árvore de Bis, que fez parte do jogo por meio de uma semente azul distribuída aos usuários, que depois de germinar revelava ser uma árvore do chocolate Bis, o que gerou muita mídia espontânea através de comentários que pipocaram nas páginas da web. http://midiamarketing.com/2010/04/18/mini-bis-faz-acao-no-colheita-feliz/

Esses são apenas alguns exemplos das novas campanhas que têm seguido cada vez mais essa linha de produção aproximando cada vez mais o consumidor da marca.

Catarina Rangel
3º ano de Relações Públicas – Unesp Bauru

O posicionamento estratégico e o uso das Redes e Mídias Sociais

Sempre ouvimos falar muito sobre as Redes Sociais e o impacto que elas alcançam, seja em nosso dia a dia como estudantes e/ou profissionais de comunicação, nas publicações e notícias dos veículos de comunicação, em nosso próprio cotidiano, entre outros. O que se pode afirmar é que devemos saber lidar com elas da melhor forma e procurar alternativas que visam agregar valor, viabilizando formas de se destacar neste meio, principalmente em uma perspectiva empresarial, por se tratar de um canal direto com o público e as relações mantidas com ele, objeto maior da atividade de Relações Públicas.

A partir da evolução das tecnologias de comunicação interativa, pudemos notar que as Redes Sociais também se aprimoraram e se expandiram. Por meio delas, atualmente é possível uma ligação permanente entre perfis de usuários, conectados a partir de interesses específicos, como relacionamentos, amizade, entre outros. Vale ressaltar a diferença do conceito abordado de Redes Sociais e de Mídias Sociais: as Mídias tratam do conteúdo online gerado com alto grau de acessibilidade pelo público; já as Redes prezam por interesses em comum, não sendo especificamente algo digitalizado.
Com a explosão de informação gerada a cada dia, é preciso haver um cuidado com o conteúdo que será publicado, bem como levar em conta alguns aspectos fundamentais para uma utilização adequada, trazendo benefícios para o emissor e que seja um diferencial.
Martha Gabriel, em uma exposição sobre Redes Sociais, apresenta determinados pontos-chave e dicas muito interessantes sobre estratégias de marketing e de relacionamentos:
– Crie conteúdo interessante, verdadeiro e que seja atualizado com regularidade;
– Aplicar o conteúdo em ferramentas facilmente acessáveis por outros sites, facilitando a difusão do conhecimento;
– Seja um recurso para as pessoas, fornecendo informação útil e adequada ao seu público-alvo, sabendo a forma exata de atingi-lo;
– Recompense de alguma forma usuários úteis e valiosos;
– Participe das discussões que são geradas, difundindo seus pensamentos e opiniões;
– Esbanje da criatividade e não tenha medo de utilizá-la para criar coisas diferentes e inovadoras;
– Desenvolva uma estratégia de utilização de mídias e redes, escolhendo as melhores táticas e ferramentas para aplicação do que se pretende mostrar.

São apresentadas boas ideias, como o fato de que estas e outras estratégias de tecnologia são também muito fortes no que tange ao aspecto de marketing de relacionamento. É preciso um conhecimento de que tratamos com pessoas e processos de gestão do relacionamento. Outro ponto é o de que “você é o que você compartilha”: que histórias você tem para contar e a quem elas interessam? Essas são características primordiais que servem de base e que não podem ser desconsideradas.
Por fim, verificamos que cada vez mais o RP está apto para atuar no mercado das Redes e Mídias Sociais. E este último está em expansão para o profissional em seus aspectos gerais. Segundo Francisco Carvalho – Presidente da Burson-Marsteller no Brasil, “Diálogo, na verdade, é a palavra-chave que marca essa nova era revolucionária da comunicação. Diálogo nas Mídias Sociais, diálogo com funcionários e com autoridades. Enfim, diálogo com os principais stakeholders como princípio de sustentabilidade empresarial. E ninguém melhor do que o profissional de Relações Públicas para criar esse diálogo entre a empresa e a sociedade. Afinal, faz parte de nossa genética profissional saber comunicar e ouvir, saber gerenciar expectativas, demonstrar a função social e atuação responsável das organizações, buscar e antecipar as mudanças na sociedade” (entrevista concedida ao blog http://relacoes.wordpress.com/).
*Baseado no arquivo Redes Sociais: Estratégias e Mensuração, de Martha Gabriel. Disponível em http://www.slideshare.net/marthagabriel/redes-sociais-estrategias-e-mensurao-por-martha-gabriel

Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação

SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor

Criar um bom relacionamento com o consumidor tem sido uma das tarefas mais almejadas por empresas prestadoras de serviços. Em algumas empresas, essa tarefa é também realizada por um departamento especializado denominado Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Tem-se que a principal função do SAC é a de fazer o elo empresa/consumidor. Esse contato direto com uma empresa representa para o consumidor a oportunidade de aumentar sua satisfação. Pode-se dizer que um Serviço de Atendimento ao Cliente é bem sucedido quando excede as expectativas do consumidor.

Entretanto, existem diversos problemas que giram em torno do SAC. O grande número de reclamações e dúvidas sobre produtos no Procon, por exemplo, pode ser reflexo do mau atendimento realizado por esses serviços. Na maioria das vezes, o consumidor se dirige ao Procon para fazer uma queixa após consultar o SAC da empresa reclamada. Isso mostra a ineficiência de muitas empresas na área.

As reclamações, dúvidas e até elogios que os consumidores realizam por meio do SAC deveriam ser aproveitadas pelas empresas para melhorar seus procedimentos internos/ externos e cada vez mais, aprimorar-se na satisfação do seu cliente. O SAC é uma das principais ferramentas que proporcionam às empresas o que elas precisam para entender o consumidor, para compreender seu comportamento e saber assim servi-lo e atendê-lo com eficácia. Mais do que entender, os SACs também medem o que é preciso para valorizar o cliente, para voltar todas as suas ações a eles. A análise do feedback é de suma importância para que a organização saiba exatamente qual a opinião de seus consumidores com relação a essas ações.
Sabendo da importância de um SAC bem estruturado para o sucesso de uma organização, podemos analisar o papel das Relações Públicas nesse cenário. O profissional dessa área desenvolve basicamente duas funções dentro de uma empresa: a função estratégica de gerenciar a cultura da organização em relação aos públicos e planejar, executar e gerir o relacionamento com os mesmos e a função mediadora de diálogo, troca ou discussão de ideias, de opiniões e de conceitos visando o entendimento geral.
Sendo assim, planejar, pensar estrategicamente, mediar, analisar os cenários e gerir relacionamentos está dentre as habilidades do relações-públicas. Levando isso em conta, esse profissional estará preparado para conduzir as ações de uma tão importante ferramenta de comunicação como é o SAC.
Camila Ribeiro
Diretoria de Comunicação

A Comunicação em datas especiais

Caros amigos,

vivemos nas últimas semanas a época das festas de fim de ano, um período em que as pessoas buscam se aproximar cada vez mais das outras, e sempre podemos observar alguns aspectos: quem nunca parou para enviar uma mensagem ou ligar para um amigo ou parente, desejando votos de feliz ano novo na hora da virada? Quem nunca enviou ou recebeu o já tradicional cartão de natal de uma pessoa querida que está longe?

O ser humano tem essa característica de procurar estreitar os laços e relações em épocas de comemoração, de se fazer presente em períodos especiais e de compartilhar um momento feliz com outra pessoa. É nesse ponto que a comunicação surge como elo entre essas partes, possibilitando essa integração e aproximação entre as pessoas e fortalecendo a união entre elas. O homem parece sentir necessidade, nesses determinados períodos, de estar mais a par do que está acontecendo com o outro. Procura, de alguma forma, sanar as fragilidades do próximo, como se houvesse algo que o atraísse a agir dessa maneira, ou, por que não, como se seguisse um clichê, algo já consolidado como enviar votos de felicidades e desejar o bem ao outro, a ação torna-se mecânica e destituída do verdadeiro espírito fraternal.

Nos dias atuais, utiliza-se muito a internet e os aparelhos eletrônicos para tal comunicação: cartões de natal virtuais, mensagens pelo Orkut, Twitter, Facebook e outras mídias sociais, ligações e mensagens via celular. Enfim, devido à evolução dos meios de comunicação, à verificação da existência de um maior dinamismo e praticidade na utilização da tecnologia e à crescente adesão das pessoas a estas novas formas de interação as cartas e outras formas analógicas de comunicação vêm sendo substituídas gradativamente.

O conhecimento e atualização a essas mudanças e a atenção consante aos clichês, para apagar o mecanicismo dos atos comunicacionais, são pontos de essencial importância no desenvolvimento de relacões coerentes. É assim que a RPjr procura desempenhar seus trabalhos: sempre disposta a ajudar da melhor forma, prezando pelo contato permanente com clientes e público em geral e sempre estando próxima às pessoas, para dessa forma otimizar o trabalho realizado, agregar valores e comunicar resultados.

Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação