Mudando o mundo ou se adaptando a ele?

Mais do que publicidade, uma forma de conscientização. Esse é o novo conceito em campanhas publicitárias, que além de divulgarem uma marca ou promoverem um produto, tem como principal objetivo incitar a responsabilidade social, assunto recorrente nos últimos tempos. O novo tipo de campanha geralmente consiste em mostrar um problema da nossa sociedade, seguido por uma solução inovadora e – BUM! – milhares de compartilhamentos nas redes sociais.

O caso de sucesso mais recente que se pode citar é o vídeo “Desperdício de alimentos – prato 20% off”. Idealizada pela “Eco Benefícios”, a ação contra o desperdício de comida, realizada no Dia Mundial da Alimentação, se tornou o mais novo viral da Internet. O intuito da campanha era promover uma reflexão nos consumidores. Como? Veja no vídeo abaixo:

A face curiosa daqueles que utilizariam os pratos se esclarecia logo ao ler a frase que os estampava: “por que 20% dos alimentos são desperdiçados todos os dias?”. E o mesmo sentimento de conscientização que se deu em cada participante da ação naquele dia se espalha junto com o vídeo pelas redes sociais.

Aliado à marca “Eco Benefícios”, que visa ampliar de forma consciente o poder de consumo do usuário, o conceito de responsabilidade social inserido na campanha é a chave de uma incrível ação publicitária. Em tempos onde se discute a necessidade de mudanças no âmbito social, muitas organizações vêm usando esse conceito para passar uma imagem de empresa consciente, que se preocupa com a sociedade na qual está inserida. Mas, como saber o limite da linha tênue entre a real responsabilidade e a autopromoção?

Denise Valente

Trainee de Relações Comerciais

Fontes:
Eco Benefícios
Yahoo! Notícias
Clic Rbs

Negócios Sociais: impactando o mundo

Com certeza você já deve ter ouvido muita gente falar sobre ação social, impacto na sociedade e sustentabilidade, mas será que você já se perguntou como isso poderia virar um negócio, impactar a sociedade e ainda gerar lucro? Pois é, várias pessoas com essa visão empreendedora “criaram” uma nova forma de negócio, os chamados negócios sociais.

Os negócios sociais não são empresas e nem ONG’s, mas podem ser um ou outro, por isso eles estão entre o segundo e o terceiro setor. Eles nascem para gerar impacto social por meio de sua atividade principal, utilizando-se de mecanismos mercadológicos. O principal objetivo é encontrar e oferecer soluções práticas, fáceis e inovadoras para problemas sociais da população carente. Outra característica é que eles são autossuficientes financeiramente, ou seja, possuem renda para cobrir seus custos e investimentos, de modo que não dependam de doações e captações de recursos.

 No Brasil, a Artemisia é uma organização pioneira na área que acelera e potencializa os negócios sociais no país, através da capacitação de talentos, disseminação de conhecimentos e iniciativas na área da educação.  Ela possui vários programas e um deles é o Movimento CHOICE, uma rede nacional de universitários com o objetivo de inserir, fazer entender e fazer acontecer o conceito de negócios sociais dentro da universidade.

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Na teoria está tudo certo, mas como será que isso funciona na prática?

No Quênia, após identificar que uma grande dificuldade da população de baixa renda era não possuir conta em banco e não ter como transferir dinheiro para a família e outras pessoas, uma empresa de comunicação, a Safaricom, criou o “M – PESA”, um serviço que permite a transferência de dinheiro via celular. O serviço é bem simples: basta ter um celular de qualquer modelo e levá-lo até uma agência da “M – PESA”, instalar um dispositivo, e a partir disso, o usuário pode transferir, receber e sacar o dinheiro nessas agências.  E o resultado dessa ideia é evidente: mais de 6,5 milhões de clientes e  mais de 2 milhões de transações realizadas por dia, atualmente.

No Brasil, na área educacional, a CDI Lan surgiu com o objetivo de transformar as lan houses em centros de educação à distância, promovendo a inclusão digital e tecnológica. A empresa possui um código de conduta com o objetivo de incentivar esse desenvolvimento social nos ambientes das lan houses e hoje já possuem mais de seis mil filiais pelo país.

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Os negócios sociais estão conquistando seu espaço e encontrando cada vez mais pessoas com vontade de mudar a realidade e fazer a diferença, afinal a primeira pessoa que vai sentir tudo isso é aquela que você vê todo dia em frente ao espelho. Agora, imagina ver centenas de pessoas vivendo esse impacto?

 “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” (Dalai Lama).

 Beatriz Nascimento

Gerente de Finanças

Fontes:

Artemisia

NegóciosSociais.com

Vendem-se ações sociais, quer comprar?


O que realmente importa para uma empresa nos dias de hoje: vender o maior número de produtos e serviços apenas ou atrelar esse ganho às ações realizadas juntamente com a sociedade? Espera-se que a segunda opção seja a mais cotada por organizações modernas. O desafio de hoje não é investir massivamente em publicidade para vender determinado produto ou serviço. Claro que isso ainda precisa ser feito, mas não de um modo isolado. O real desafio das organizações é conseguir posicionar sua marca por meio de ações culturais e sociais.
As estratégias utilizadas para esse tipo de marketing são as mais diversas. Algumas organizações focam suas ações no que podemos chamar de “marketing de filantropia”, no qual doam parte de seus lucros para programas sociais governamentais ou para a sociedade civil. As camadas mais beneficiadas por essas ações são os jovens, as crianças pobres e os idosos. Outras empresas optam por criar seus próprios institutos e fundações sociais, implementando seus projetos.
Citemos alguns exemplos de organizações que vêm desenvolvendo programas culturais e sociais. O banco Itaú criou em 1987 o Instituto Cultural Itaú, cujo intuito é desenvolver e organizar processos que compreendam as práticas culturais e, com base nelas, ampliem o acesso à cultura promovendo a participação social, gerando conhecimento sobre as artes brasileiras.
Já em 1991, foi fundado o Instituto C&A, que tem como principais atuações a formação continuada para professores da educação infantil, o fomento à educação integral – especialmente em projetos ligados a arte, cultura e leitura literária – a promoção do trabalho conjunto e do desenvolvimento institucional de organizações sociais e o incentivo à participação social por meio do voluntariado empresarial.
O programa “Natura Musical” busca promover o cenário musical brasileiro e até mesmo mundial. Em cinco anos de atuação, já foram realizados mais de 130 projetos em todas as regiões do país. No ano de 2010, foi realizado o “Festival Natura Nós”, que trouxe atrações de todo o mundo.
A marca Omo promove o “Programa pelo Direito de Ser Criança” desde 2008, não medindo esforços para difundir a importância de brincar e de aprender pela experiência e estimular o debate na sociedade sobre a defesa do direito à infância.

Em 2010, a Oi lançou o seu primeiro edital para projetos voltados à temática ambiental. O programa teve por objetivo financiar novos empreendimentos integrando sustentabilidade e conservação ambiental; implementar tecnologias sociais que promovam o desenvolvimento sustentável e a conservação do meio ambiente e incentivar o uso de novas tecnologias para a preservação ambiental e educação para a sustentabilidade.
São incontáveis os institutos, os projetos e os programas sociais e culturais que vêm sendo elaborados e aplicados pelas organizações. Vê-se que as organizações que não derem a devida importância a essas ações serão desvalorizadas e, consequentemente, esquecidas por seus clientes.
Raissa Viegas
Diretoria de Comunicação

Afinal, o que é “Marketing 3.0”?

É assustador o modo como as definições e nomenclaturas sobre marketing têm se modificado. Mal nos acostumamos com a ideia do “Marketing 2.0”, aquele que se baseia na forte relação empresa-cliente oferecendo uma maior interação entre ambos, e logo aparece o conceito de “Marketing 3.0”. Mas afinal, qual a proposta que esse oferece?

Segundo o livro de Philip Kotler, “Marketing 3.0”, a nova diretriz nas atividades de marketing de uma organização propõe deixar claro qual é a missão, a visão e quais são os valores dessa e de como a mesma está preocupada em agregar esses pontos aos interesses de seus públicos. Ou seja, essa nova ideia de marketing considera seus stakeholders como tendo emoções e sentimentos sobre aquilo que lhe está sendo passado.
Para se atingir esse objetivo, é preciso pensar nos três pontos chaves de uma marca (identidade, imagem e integridade). Esses têm que estar consolidados na mente do público e para isso as marcas vem se utilizando de ações filantrópicas e sustentáveis para difundir a transformação sócio-cultural, assim como vem fortalecendo a prática colaborativa de seus funcionários.

Dentre as empresas que vem agregando essa ideia de colaboração, temos: a 3M, em que os funcionários podem usar parte do seu tempo buscando financiamento para projetos especiais; a Whole Foods, onde as decisões são tomadas com base nos votos de todos os funcionários e a Cisco, na qual os funcionários podem trabalhar em casa.

As organizações devem agir como “bons cidadãos corporativos” e lidar com as necessidades da sociedade, já que essa procura cada vez mais produtos e marcas que se mostrem sustentáveis e preocupadas com o bem-estar social. É primordial que missão, visão e valores de uma organização caminhem na mesma direção dos anseios de seus públicos e da sociedade em que essa está inserida.

Raissa Viegas
Diretoria de Comunicação