Negócios Sociais: impactando o mundo

Com certeza você já deve ter ouvido muita gente falar sobre ação social, impacto na sociedade e sustentabilidade, mas será que você já se perguntou como isso poderia virar um negócio, impactar a sociedade e ainda gerar lucro? Pois é, várias pessoas com essa visão empreendedora “criaram” uma nova forma de negócio, os chamados negócios sociais.

Os negócios sociais não são empresas e nem ONG’s, mas podem ser um ou outro, por isso eles estão entre o segundo e o terceiro setor. Eles nascem para gerar impacto social por meio de sua atividade principal, utilizando-se de mecanismos mercadológicos. O principal objetivo é encontrar e oferecer soluções práticas, fáceis e inovadoras para problemas sociais da população carente. Outra característica é que eles são autossuficientes financeiramente, ou seja, possuem renda para cobrir seus custos e investimentos, de modo que não dependam de doações e captações de recursos.

 No Brasil, a Artemisia é uma organização pioneira na área que acelera e potencializa os negócios sociais no país, através da capacitação de talentos, disseminação de conhecimentos e iniciativas na área da educação.  Ela possui vários programas e um deles é o Movimento CHOICE, uma rede nacional de universitários com o objetivo de inserir, fazer entender e fazer acontecer o conceito de negócios sociais dentro da universidade.

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Na teoria está tudo certo, mas como será que isso funciona na prática?

No Quênia, após identificar que uma grande dificuldade da população de baixa renda era não possuir conta em banco e não ter como transferir dinheiro para a família e outras pessoas, uma empresa de comunicação, a Safaricom, criou o “M – PESA”, um serviço que permite a transferência de dinheiro via celular. O serviço é bem simples: basta ter um celular de qualquer modelo e levá-lo até uma agência da “M – PESA”, instalar um dispositivo, e a partir disso, o usuário pode transferir, receber e sacar o dinheiro nessas agências.  E o resultado dessa ideia é evidente: mais de 6,5 milhões de clientes e  mais de 2 milhões de transações realizadas por dia, atualmente.

No Brasil, na área educacional, a CDI Lan surgiu com o objetivo de transformar as lan houses em centros de educação à distância, promovendo a inclusão digital e tecnológica. A empresa possui um código de conduta com o objetivo de incentivar esse desenvolvimento social nos ambientes das lan houses e hoje já possuem mais de seis mil filiais pelo país.

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Os negócios sociais estão conquistando seu espaço e encontrando cada vez mais pessoas com vontade de mudar a realidade e fazer a diferença, afinal a primeira pessoa que vai sentir tudo isso é aquela que você vê todo dia em frente ao espelho. Agora, imagina ver centenas de pessoas vivendo esse impacto?

 “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” (Dalai Lama).

 Beatriz Nascimento

Gerente de Finanças

Fontes:

Artemisia

NegóciosSociais.com

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Um pouco de diversão… e conscientização!

Já perceberam como este segundo semestre de 2011 está repleto de atrações e festivais culturais no Brasil? Será que podemos enxergar como a maior junção de estilos, gostos e costumes de todos os tempos? Para nós brasileiros, serão inúmeras as oportunidades de apreciarmos nossos ídolos e artistas preferidos. E não é só isso. São incentivadas inúmeras ações e propostas que promovem conscientização e mobilização socioambiental.

Dentre os muitos festivais que terão como palco o território brasileiro, podemos destacar os já conhecidos e consolidados Rock In Rio e SWU (“Starts With You”). O interessante é que estes festivais trazem ideias inovadoras, que promovem conscientização por parte dos espectadores.


O Rock In Rio, que será realizado entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro, por exemplo, apresenta o mote “Por um Mundo Melhor”, com a intenção de propiciar uma atuação sustentável e socialmente responsável. Essa atitude vai desde a compensação das emissões de carbono até a escolha de parceiros com atuação socioambiental. O festival procura, além disso, o apoio direto a diversos projetos de sustentabilidade – ao longo dos últimos 10 anos, foram mais de 4 milhões de euros destinados a ações de educação e conscientização ambiental.


Neste ano, são várias as propostas da organização do festival em promover ações de cunho social. Até o dia 7 de setembro, poderão ser doados instrumentos musicais, novos ou usados, para ONG’s que utilizam a música para transformar a sociedade. O Rock In Rio e a Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos montaram uma Oficina de Luthier (profissionais especializados no conserto e manutenção de instrumentos musicais) que vai formar 40 jovens como assistentes.


O festival promove também este ano uma promoção em que as pessoas devem mandar vídeos, música, fotos, etc contando quais as suas visões de “um mundo m
elhor”. Serão distribuídos 2.250 ingressos duplos para as ideias mais criativas e impactantes. As inscrições podem ser feitas até dia 15 de julho no site.

Já o Festival SWU, em sua segunda edição, que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de novembro, além de trazer atrações musicais do mundo todo, tem como iniciativa promover atitudes que gerem mudanças. Em suas redes sociais, os organizadores do evento incentivam ações de sustentabilidade e fazem com que as pessoas reflitam e discutam sobre ideias sustentáveis, usando sua criatividade e originalidade.


Sua primeira edição, em 2010, trouxe várias ações e estratégias sustentáveis, como máquinas de reciclagem e torre feita de latas de cerveja. Foram realizados também Fóruns de Sustentabilidade durante todos os dias do Festival, que traziam espec
ialistas no assunto do mundo inteiro.

O interessante é destacar que, além de promover entretenimento e lazer, estes festivais carregam também a importância de reunir pessoas, ideias e ações que promovam mudanças e melhorias no restante da comunidade. Não basta ser considerado o melhor evento musical, agora é preciso ter iniciativa e representatividade social.

Raissa Viegas
Diretoria de Comunicação

Ideias Sustentáveis

Sabe-se que a questão da sustentabilidade é cada vez mais recorrente quando se trata da venda de produtos e serviços. Os consumidores estão mais conscientes do peso ecológico de suas ações, principalmente na hora da compra. Da sacolinha ao produto adquirido, eles buscam amenizar os impactos sobre o meio ambiente.

Pensando nisso as empresas procuram se adequar nessa exigência, que passou de um mero diferencial para se tornar um aspecto essencial. A partir de iniciativas como mudar a composição dos materiais de que são feitos as embalagens de seus produtos até diminuir desperdícios na produção.

Uma empresa alemã criou uma marca de cosméticos chamada: “Stop the water while using me!” (Feche a água quando estiver me usando), que na verdade é também uma mensagem. A linha é produzida a base de ingredientes orgânicos e/ou naturais, além de suas embalagens serem biodegradáveis. No verso do produto a marca traz mensagens como: “Nós: paramos de usar aditivos não naturais. Paramos de desperdiçar energia na produção. Paramos de usar aromas desnecessários. Paramos de usar cores tóxicas.”

A ideia é instruir o consumidor para o uso inteligente. Por exemplo: quando for escovar os dentes ou usar o shampoo, espera-se que ele leia a mensagem e feche a torneira. São iniciativas simples, porém criativas como esta que as empresas estão adotando para conscientizar e informar aos consumidores suas ações sustentáveis.


Embora o modelo de competitividade predominante de hoje não seja sustentável, a prática empresarial responsável só cria raízes em países que mantêm ou apoiam uma “ação coletiva”, que junte toda a sociedade, governo e sociedade civil. Os líderes empresariais precisam entender e atender a enorme responsabilidade que têm, uma vez que seus liderados englobam a parte mais forte da sociedade, tanto do ponto de vista econômico e tecnológico, quanto do parecer educacional.



Jéssica Fleckner
Diretoria de Comunicação

Pretensão Verde

Desafio. Essa é a palavra que vem a minha mente quando se fala em sustentabilidade ambiental e comunicação.

Com a ideia lançada pelo Portal Mundo RP e o grupo Horizonte RP (www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp) quis contribuir com algumas noções que sempre pensei, mas nunca havia escrito.

A preocupação com o meio ambiente se intensificou na segunda metade do século XX, quando as pessoas “comuns” e não só especialistas na área passaram a perceber a finitude dos recursos e a possível extinção da própria espécie. Nesse contexto muitas organizações também se inseriram tanto para ganhar espaço em um tema cada vez mais analisado e discutido, quanto para contribuir de fato com a sustentabilidade ambiental e social, garantindo alguns recursos indispensáveis para as gerações futuras.

Pois bem, o grande desafio que citei no post é o de legitimar essas “preocupações organizacionais”: até que ponto a organização usa a comunicação ambiental para fins legítimos, transparecendo ética e verdade? A responsabilidade ambiental e social assumida pelas empresas pressupõe um comprometimento com seu produto/serviço e principalmente com seu público.

A partir disso, muitas acabam “indo na onda” da discussão ambiental dentro do mundo das organizações e não cumprem de fato princípios da integridade ecológica. Slogans com as palavras sustentabilidade e responsabilidade estão espalhados por aí, mas cabe às organizações e aos comunicadores se utilizarem desses conceitos para promover a integração entre sociedade e ambiente natural.

“O verdadeiro inimigo do meio ambiente é a desinformação…” (DUARTE, 2002, p.142), por isso é que este desafio comunicacional deve ser encarado com discursos legítimos de sustentabilidade e com ética, para que os relacionamentos da organização com seu público se dêem, também, de forma sustentável, agradando o consumidor que promove a permanência ativa do produto/serviço no mercado, e o meio ambiente que possibilita espaço para as diversas relações humanas.

A pretensão da sustentabilidade pode ser exercida. Basta utilizar as estratégias certas que dêem continuidade à interação entre cidadão e consumidor e as empresas. Porém, ainda é preciso conscientização de que o que ainda está por vir depende da sustentabilidade, sendo ela ambiental, social, econômica, cultural e, também, dos relacionamentos.


Texto enviado pela aluna de Relações Públicas Maria Juliana de Lima Buso

Sustentabilidade sob uma abordagem alternativa

A sustentabilidade é um assunto que tem sido muito discutido atualmente, por isso estamos todos procurando um meio de aliar os conceitos de preservação ambiental, consciência social, cultural e econômica ao sistema capitalista vigente, no qual os interesses das partes envolvidas se chocam.P orém, temos a sensação de que muito se fala e pouco é realmente colocado em prática. Percebemos que muitas organizações têm em seus objetivos e valores a sustentabilidade, mas na realidade isso não se aplica.Torna-se então fundamental a discussão em torno deste assunto e participação dos comunicadores na “Promoção Sustentável”, realizada pelo http://www.mundorp.com.br/promocaosustentavel.asp

Durante o XIII Enejunesp (Encontro de Empresas Juniores da Unesp) o palestrante Cid Alledi, administrador de empresas formado em engenharia civil, abordou o tema de forma diferente ao apontar essas contradições que enfrentamos atualmente. Sob a perspectiva social, ele utilizou o exemplo da Unilever, uma organização que tem em seus valores a sustentabilidade e a responsabilidade social, e tem entre suas marcas Dove e Axe. A forma como elas atraem seus consumidores é totalmente oposta: no caso da Dove a campanha principal era “pela busca da real beleza” das mulheres, que lutava contra a padronização da beleza em biótipos praticamente inalcançáveis. Já no caso da marca Axe os comerciais sempre mostram mulheres com corpos esculturais que seriam atraídas pelo produto. Podemos perceber, ao olhar as duas campanhas, que há uma contradição muito grande entre os dois discursos o que nos deixa confusos sobre qual é realmente a postura da Unilever.

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Outra campanha da Dove, que incentivava as mães a conversar com suas filhas antes que a indústria da beleza o fizesse, deu margem a uma paródia crítica feita pelo Greenpeace que aborda o desmatamento na Indonésia para produção de óleo de palma, usado na confecção de produtos Dove.

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Refletindo sobre esses e outros tantos exemplos de empresas que apresentam contradições entre seus valores e a realidade de suas práticas, percebemos como a sustentabilidade ainda fica muito no campo das idéias, a iniciativa do blog Horizonte RP é importante para levantar discussões sobre o assunto e quem sabe reverter esse quadro.

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Catarina Rangel

Diretoria de Comunicação