Yo! It’s that simple!

Yo: It's that simple.

A tecnologia vem trazendo novos jeitos de facilitar a comunicação interpessoal, não apenas em qualidade, mas também em rapidez. A procura para conseguir ser entendido por alguém a quilômetros de distância é constante e incessante.

Para quem ainda não sabe, em abril deste ano foi lançado o aplicativo “Yo”. O que ele faz? Ele manda um “Yo” para o contato escolhido. Simples assim. A descrição do aplicativo é auto explicativa:

Yo

           “Yo é uma ferramenta de comunicação de toque único

          Yo é tudo e qualquer coisa, tudo depende de você, do receptor e do tempo do Yo.

          Quer dizer “bom dia”? apenas Yo.

          Quer dizer “Bebê, estou pensando em você” – Yo.

          “Terminei minha reuniao, venho ao escritório” – Yo.

          “Esta acordado?” – Yo.

          As possibilidades são intermináveis.

          Nós não queremos seu email, Facebook, não há pesquisa, nem nada, apenas Yo.

          Abra o app, toque Yo, é isso.

          É assim simples. Yo.”

Enquanto alguns acham que não serve para nada, muitos pensam nele como o futuro da comunicação, inclusive empresários, o que fez com que o produto já tenha arrecadado por volta de um milhão de dólares em investimentos e é um dos aplicativos mais populares da Apple Store. Segundo os criadores, o número de “Yos” enviados por dia está em torno dos quatro milhões, o que pode caracterizar uma tendência em minimizar a comunicação interpessoal.

Ao mesmo tempo, também é perceptível que o Twitter, por exemplo, não satisfaça a vontade da sociedade em expressar suas ideias e ter espaço para que exista uma troca de opiniões, ao considerarmos os movimentos sociais, as novas ideologias e até mesmo o perfil das gerações que mais utilizam as redes sociais e que virão a utilizar.

E na sua opinião, o que será daqui para frente? Mais ou Yo?

 Lya Beatriz

Diretora de Projetos

Fonte:

Gizmodo Brasil

Business Insider

Tecnologia aproximando pessoas

O maior e mais conhecido hospital oncológico da América Latina, Hospital de Câncer de Barretos, é localizado no interior de São Paulo. Por ser afastado das grandes capitais, o acesso ao local é restrito e os pacientes levam muito tempo para chegar. A cidade possui um aeroporto relativamente grande, mas não realiza voos comerciais. No ano passado, foi iniciada uma campanha na internet cujo objetivo era mobilizar as companhias aéreas para o caso, conquistando possíveis linhas comerciais até lá, o Voo Contra o Câncer.

No site do projeto, qualquer um poderia reservar uma passagem em um avião virtual, mostrando que estava apoiando a campanha e ajudando a divulgar pela internet, principalmente através das redes sociais. Alguns atores também entraram na causa ajudando na divulgação e fazendo o Voo Contra o Câncer se propagar ainda mais.

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Os resultados apareceram agora, cerca de um ano depois. Foram reservadas mais de 250.000 passagens, o que sensibilizou as companhias aéreas. A partir desse ano, a companhia aérea Passaredo firmou compromisso com o hospital e prometeu garantir essa melhoria no transporte dos pacientes, que chegavam muito debilitados depois de tantas horas de viagem, o que acabava por prejudicar o tratamento. As crianças resolveram agradecer à todos que colaboraram, confira o vídeo abaixo:

Outro case de sucesso, que teve como maior ferramenta a tecnologia com o objetivo de ajudar e aproximar pessoas é o ursinho Elo. Criado pelo Hospital Amaral Carvalho, localizado em Jaú, o ursinho reproduz as mensagens de áudio enviadas pelo WhatsApp. Cada paciente tem seu número e familiares e amigos podem enviar as mensagens, aproximando-os e tirando as crianças da solidão causada pelo isolamento por conta do tratamento e da baixa imunidade. Foi produzido um vídeo para mostrar à todos a felicidade dos pacientes com essa nova “brincadeira”. Confira:

Esses são exemplos de algumas ações que mostram como a tecnologia não precisa ser rotulada somente como um meio de distanciamento entre as pessoas e, pelo contrário, pode aproxima-las. No primeiro, a internet foi o maior meio de propagação, atingindo milhares de pessoas do mundo todo e fazendo com que o objetivo fosse alcançado. Já no segundo exemplo, sem os celulares e aplicativos não seria possível que, mesmo distante, conseguisse ser interativa através da voz e do próprio ursinho, um amigo muito próximo das crianças.

A comunicação lida com interações entre as pessoas, a tecnologia vem para enriquece-las. Como relações-públicas, atuante e até gestor dos meios de comunicação, é fundamental dentro deste trabalho conseguir aliar projetos como esses. Quando a causa de um se torna a causa de muitos e um bom profissional é capaz de desenvolver isso corretamente, as chances de sucesso são muito grandes. A sensação de missão cumprida depois de ver no rosto a satisfação de cada uma dessas pessoas consegue provar que é possível usar os meios de comunicação para praticar e propagar o bem.

Iolanda Souza

Consultora de Comunicação

Einstein já temia

Não é chato dividir a atenção de uma pessoa com o smartphone dela? De certa forma, talvez isso tenha se tornado normal e passa despercebido aos nossos olhos. O hábito de checar o celular a cada minuto está cada vez mais frequente na roda de amigos, no cinema e até no jantar romântico. E sim, esse comportamento merece o foco de nossas atenções, não a tela do celular.

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Esse tema já foi abordado algumas vezes aqui em nosso blog, mas tem se tornado tão preocupante recentemente que é necessário refletir. A tecnologia tem seu papel fundamental em facilitar nossa vida e assim evoluirmos. A lista de benefícios é infinita, porém chegamos num estágio que ela afeta diretamente as relações entre as pessoas, ou seja, põe em cheque nossa maior característica como ser social.

De tempos em tempos esse assunto volta à tona nas próprias redes sociais. No fim de agosto um curta-metragem se tornou um viral de sucesso na internet. Nele, a suposta protagonista esquece o celular em casa durante um dia inteiro, o resultado você pode imaginar, mas assista e veja que não é nem um pouco distante de nossa realidade:

Mesmo exagerado, o curta retrata de forma realista o que se vê em qualquer lugar, basta sair às ruas para flagrar os celulares em mãos, seja qual for a atividade que está sendo deixada em segundo plano. Se você ainda vê isso como uma tempestade em copo d’água, esse “problema social” vem sendo objeto de estudo de várias pesquisas pelo mundo.

O Instituto Jumio, de Palo Alto (Califórnia, Estados Unidos), publicou em julho uma pesquisa sobre a relação dos americanos com seus smartphones. Os resultados foram no mínimo intrigantes, já que 12% disseram que usa seu dispositivo durante o banho e 72% não consegue ficar mais de um metro e meio longe do celular. Outra estatística preocupante é o uso do celular ao volante: 55% assume que tem esse hábito perigosíssimo.

Segundo o responsável pela pesquisa, Marc Barach, esses dados são explicados pelo fato de termos uma relação muito mais pessoal com os smartphones do que com qualquer outra invenção tecnológica ─ disse em entrevista ao Fantástico em 18 de agosto.

No Brasil, com certeza não é diferente. Os brasileiros usuários dos celulares inteligentes já somam 30 milhões, com o crescimento de 86% em relação ao ano passado, realmente assustador. O uso impulsivo é ainda mais chocante:

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Felizmente, pensando na falta de interação ao vivo de seus clientes alguns estabelecimentos criaram manobras para trazer de volta o bom e velho papo na mesa do café ou do boteco. Confira a campanha da Fischer&Friends para o bar Salve Jorge, o “Copo Offline”:

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Aviso em um estabelecimento:
“Não, nós não temos wi-fi… Conversem!”

Todos nós estamos sujeitos a essa “epidemia”, já que por ser uma tecnologia de fácil acesso, se espalhou rapidamente e a ideia de representar uma novidade talvez seja a razão do uso descontrolado e viciante, o que só torna a instrução e a cautela mais necessárias ainda. Se antes os computadores te prendiam em casa, hoje os smartphones te tiram dela para te isolar do mundo, ironicamente.

É impossível parar de usar seu celular. Sim, precisamos dele. O mais sensato a se fazer é propor uma reflexão a nós mesmos sobre o quanto precisamos, como bons comunicadores devemos estar sempre conectados, ao mesmo tempo em que, pela essência, devemos primar pela comunicação em sua forma mais natural: as relações humanas. Então, usar do bom senso e do discernimento a fim de estar online para o que for realmente importante e se desconectar para aproveitar os momentos é essencial, e melhor do que ninguém saber utilizar um smartphone como um objeto da comunicação, e nada além disso.

O grande físico Albert Einstein já tinha medo do que poderia acontecer, não vamos deixar que a nossa ou as próximas gerações provem que ele estava certo.

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Henrique Della Barba

Gerente de Comunicação

Fontes:

Brainstorm 9 (I Forgot My Phone)

Brainstorm 9 (“Copo Offline”)

OMEdI

Jumio

Uai.com – Saúde Plena

Fantástico