Super Bowl e suas propagandas de custos milionários.


O Super Bowl, grande final da liga de futebol americano dos EUA, é o evento esportivo mais visto no mundo, sendo assistido por mais de 100 milhões de pessoas. Segundo o site UOL, perde apenas para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

Por se tratar de um campeonato que ocorre somente em um país, o evento passou a ser um dos mais caros quando o assunto é propaganda. Em outubro do ano passado já fora anunciado que as propagandas publicitárias para a televisão já estavam esgotadas.

Há uma determinada exclusividade com as peças, pois grande maioria é veiculada apenas para o evento. O tempo de exibição na telinha embora seja de apenas alguns segundos, conta com um custo de cifras milionárias. Esta pode ser uma oportunidade única que uma marca tem de dialogar com seus diversos públicos, por isso as peças devem ser criativas e impactantes.

Para escolher qual propaganda os telespectadores mais gostaram o jornal USA Today criou um ranking com as peças exibidas, no total foram avaliadas 61 propagandas. Confira a classificação.

O primeiro lugar ficou empatado com as propagandas da cerveja Bud Light e do salgadinho Doritos. Já o último lugar ficou coma Hyundai.

Jessica Fleckner
Diretoria de Comunicação

Relações Públicas, una Passione

Nesta última semana aqueles que não estão acostumados a acompanhar os capítulos da novela global Passione, da rede Globo (que detêm a maior audiência nacional em telenovelas), voltaram suas atenções para um fato curioso. O personagem Fred (Reynaldo Giannecchini), antagonista da trama, teve ao seu dispor o cargo de Relações Públicas na empresa fictícia Gouveia Metalúrgica.
De modo bem claro e direto a justificativa para este fato foi a seguinte: “Fred não entende nada de negócios, tem boa aparência, é articulado, fala bem e não pode perturbar as reuniões da diretoria da empresa”. Mesmo tratando-se de uma obra de ficção e a proposta sendo feita por um personagem (Saulo) considerado ignorante, ao oferecer o cargo de RP a uma pessoa sem a menor qualificação para a função, o autor da novela, Silvio de Abreu, permitiu que os relações-públicas demonstrassem seu repudio com o fato ocorrido.
O principal argumento que acredito podermos utilizar para desbancar o erro é esclarecer de toda maneira que Relações Públicas é uma atividade regulamentada pela LEI Nº 5.377, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1967, ou seja, para exercer o cargo é necessário ser bacharel.
Não é a primeira vez que isto acontece, em 2008, na novela Beleza Pura (a qual Silvio de Abreu era supervisor de texto), a personagem Suzy tornou-se Relações Públicas de uma clínica estética. É fato, quando um bom vivant precisa de alguma ocupação o cargo de RP parece se encaixar perfeitamente.
Diante de situações como essas, nos defrontamos com o velho problema de nossa profissão, o de defender nossa verdadeira atuação, principalmente no mercado de trabalho. É visto aqui, uma oportunidade para os alunos e profissionais de Relações Públicas manifestarem sua posição diante de cenas que, apesar de citarem o nome da profissão, acabam estereotipando e diminuindo a importância desta última.

Clóvis Moscardini Jr.
Aluno do 5° termo de RP da Unesp Bauru

Suriname Agora?


Há algumas semanas ficamos chocados com a sucessão de barbaridades e violências que vimos acontecer no Suriname. Os brasileiros foram atacados com facões, as mulheres violentadas, e tiveram seus pertences queimados, em represália ao assassinato de um habitante do país.
Diante desses fatos a mídia deu espaço para se falar sobre o ocorrido e algumas contradições que apareciam nas declarações da embaixada brasileira e dos habitantes do local. Segundo a embaixada não havia mortos e a perseguição tinha diminuído, porém os brasileiros, no Suriname, afirmavam que nas matas a caça aos mesmos continuava e muitos já estavam mortos.
A repercussão do caso foi ampla, no entanto algumas semanas após o caso não ouvimos mais nada sobre o assunto e ficam as dúvidas: E agora o que está acontecendo? Os brasileiros já estão seguros? Quantos realmente foram mortos?
A notícia saiu de pauta muito rápido e não sabemos seu desfecho. Mais uma vez presenciamos a agenda seeting em funcionamento, ou seja, a seleção do que será veiculado nos meios de comunicação social, principalmente na televisão, é realizada de acordo com os interesses de alguns detentores de poder. Este fenômeno é comum e na maioria das vezes não percebemos sua presença. Corriqueiramente nossa atenção é desviada para outros fatos menos graves ou importantes para que desta forma, possa-se amenizar os efeitos das notícias, defendendo assim os interesses de algumas poderosas empresas patrocinadoras de jornais e grupos políticos.
Catarina Rangel
Diretoria de Comunicação