O Fenômeno "No Midia"

O mercado consumidor em todo o mundo tem se tornado cada vez mais exigente em relação aos produtos que consome e às formas com que as marcas apresentam tais produtos. Observando esses novos aspectos, muitas empresas têm investido em ações de comunicação e marketing integrados que levem a um direcionamento diferenciado das informações para, dessa maneira, chamar a atenção dos consumidores. Entre essas ações observamos o crescimento do no midia.
As novas estratégias de ação incluem intervenções urbanas que atraiam a atenção e a curiosidade do consumidor para a marca, como o que aconteceu em Dublins para o lançamento do Playstation 3. Foram espalhados pela cidade ovos gigantes que não tinham nenhum tipo de indicação ou explicação, quem os quebrasse ganhava um Playstation 3.
Outro tipo de ação no mídia são materiais ou produtos especiais entregues a consumidores influentes e formadores de opinião, como jornalistas blogueiros e celebridades da internet. Foi o que aconteceu com alguns contatos da agência que divulgava a nova temporada de Prision Break, as pessoas receberam em casa bolos com ferramentas que serviriam para escapar da prisão, o que remete à série em que dois irmãos tentam escapar de uma penitenciária onde estão presos injustamente.
Este tipo de ação está se tornando cada vez mais comum sem que nós percebamos. Alguns e-mails são vinculados em tom de brincadeira, mas têm a intenção de divulgar marcas como a da empresa Hortifruti, que divulgou paródias de cartazes de filmes com seus produtos no lugar dos personagens.
Todo esse esforço em chamar a atenção do consumidor reflete o fato de as empresas estarem se preocupando cada vez mais em fidelizar o cliente à marca e ao conceito que ela transmite. A intenção é fazer com que desejemos consumir em primeiro lugar a marca, depois o produto em si. Uma atitude inteligente, pois constrói a fidelização a partir da identificação do consumidor com a empresa.
Catarina Rangel
Diretoria de Comunicação

Opinião On-line


Hoje vivemos a segunda geração da World Wide Web, que nos mostra cada vez mais potencial de uso, tanto pelo usuário final quanto pelo corporativo. O conceito de troca de informações em um ambiente dinâmico e interativo tomou proporções estratégicas, forçando uma mudança comportamental das empresas em relação às oportunidades de negócios e a seus colaboradores.

Há pouco tempo, os clientes eram passivos às inovações, ficando à espera do que viria de novidade tecnológica. Hoje, este mesmo cliente tem vias de acesso direto às empresas com as quais se identifica, dando sugestões, críticas e idéias, contribuindo e movimentando efetivamente as empresas. Esta responsabilidade também é dividida pelos funcionários das corporações, que hoje participam, de fato, do negócio ao encontrar internamente espaços abertos à criatividade e à inovação, além de meios de comunicação interativos com as lideranças.

Para se tirar o melhor proveito da atual fase da rede mundial de computadores é preciso tratá-la com seriedade e transparência e estar disposto a enfrentar de forma construtiva as críticas que certamente aparecerão.

Na era da Web 2.0, as inovações deixam de ser mérito de grandes multinacionais ou estrategistas de peso e passam a ser resultado de uma parceria da empresa com seus funcionários, clientes e usuários, estabelecida em uma plataforma de duas vias.

Aqui, vale a famosa reflexão: “Não faça perguntas se você não está disposto a ouvir as respostas”. Em suma, nesta era, não adianta ser moderna e ousada se a empresa não está, de fato, preparada para encarar seus pontos fracos, dialogar e agir para contorná-los.

Por Juceli Azevedo, diretor de Comunicação da Dell Brasil
Adaptado por Mariany Granato e Catarina Rangel
Diretoria de Comunicação RPjr.