A invasão dos "vlogs"

Política, televisão, cinema, música, livros e afins. Parece que quase nenhum tipo de assunto passa despercebido pela geração de formadores de opinião via web. Antes ocupada pelos blogs e micro-blogs, a era da internet conta agora com os chamados videologs – ou vlogs e vlogers – criados há alguns anos nos EUA e caracterizados pela discussão de assuntos através de um vídeo, na maioria das vezes protagonizados por jovens com uma visão crítica e divertida da realidade.

A adesão desse tipo de ferramenta é tamanha a ponto dos simples e anônimos debatedores se tornarem “web-celebridades”, atingindo milhões de telespectadores através dos vídeos postados pelo site YouTube. A maioria das produções é amadora, isenta de um roteiro e realizada a partir da criatividade de cada um. A linguagem é coloquial, recheada de palavrões e gírias, e os assuntos são discutidos a partir da opinião pessoal do autor do vídeo. Sem dúvida, trata-se de um canal direto com o principal público da internet: os jovens. Segundo informações do próprio YouTube, a mania dos videologs é um fenômeno predominantemente adolescente, já que 80% do público que assiste os vídeos têm entre 13 e 17 anos.

De fato, o número de visualizações está de acordo com a identificação deste público com os assuntos discutidos e com a maneira como são discutidos. O linguajar desbocado utilizado pelos videologgers está presente desde em discussões sobre política até em monólogos verborrágicos sobre “ídolos teen”, e atraem tanto seguidores quanto inimigos. Processos judiciais e citações negativas em mídias sociais fazem parte da realidade das web-celebridades, que não deixam passar em branco qualquer discussão que esteja em pauta naquele dia, semana ou mês.

Os profissionais de Relações Públicas, representantes de pequenas e grandes empresas e até mesmo de celebridades, devem então estar atentos às informações que correm o meio dos videologs a fim de estar preparados para o montante de críticas – ou elogios – que poderão surgir a partir dos temas discutidos. É importante lembrar que as gerações Y e Z, o maior público-alvo deste tipo de mídia, são constituídas por grandes formadores de opinião e consumidores com elevado nível crítico. Lidar com esse público seleto significa elaborar estratégias de comunicação e imagem que abusam da criatividade e transparência, principalmente em tempos de crise. E neste contexto, é inquestionável que os videologgers já caminham um passo à frente.


Nathalie Bonome

Diretoria de Comunicação

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iPAD: a tecnologia a serviço do usuário?

Em evento realizado no dia 27 de janeiro, na cidade norte-americana de San Francisco, a Apple finalmente apresentou seu primeiro computador em formato de prancheta digital: o iPAD, um aparelho com design inovador, que reúne características que possibilitam ao usuário navegar pela internet e realizar suas atividades com muita velocidade, além de propiciar grande qualidade de imagem e som.
A repercussão sobre o novo item foi considerável, devido, principalmente, à grande expectativa gerada pelas especulações
e pelos boatos sobre o produto, mesmo antes de seu lançamento no mercado. Os principais portais de notícias da internet e também o microblog Twitter , bem como alguns jornais na TV aberta, como por exemplo o Jornal Nacional divulgaram o lançamento do mais novo produto da Apple.
A Apple criou o iPAD e, segundo o próprio Steve Jobs – fundador e presidente da empresa, o grupo se empenhou em oferecer ao cliente um conforto e qualidade jamais vistos, já que o dispositivo traz alguns aspectos realmente muito interessantes: pesa apenas 680g, possui um display de 9,7 polegadas com alta qualidade de imagem, ótimos sensores multi-touch, o poderoso chip A4, opções de escolha do modo de visualização da tela (retrato e paisagem) e uma bateria que dura 10 horas sem recarga e que não maltrata o meio ambiente. Podemos observar, por estas características, que o aparelho é realmente atraente, contudo, a obsessão por inovar acabou acarretando uma série de problemas.
Um deles é a ausência de suporte para Flash (inclusive as duas empresas, Apple e Adobe, esta última a proprietária do Flash, já trocam farpas entre si), o que acarreta em falhas no acesso e visualização de alguns sites como o Youtube, por exemplo.
Outro problema foi que o grande investimento em inovações acabou prevalecendo sobre aspectos importantes como a funcionalidade e a praticidade: o iPAD não possibilita multitarefas, o que é um pouco estranho já que algo que foi supostamente criado para substituir os netbooks deveria propiciar que o usuário usufruísse de vários aplicativos ao mesmo tempo… Não é o caso. Além dessas, há outras indicações de supostas falhas no dispositivo, o teclado virtual, por exemplo, é um tanto quanto difícil de usar devido ao posicionamento dos dedos, entre outras.
Nos EUA, o nome “pad” é alvo de várias brincadeiras , já que a palavra remete a uma gíria sobre itens íntimos femininos (fato que rendeu várias piadas no Twitter).
O produto não sai por menos de US$ 500 nos EUA, e tem previsão de chegada a outros países a partir de Junho, com previsão de R$2500 para o Brasil. Agora aguardamos os resultados para saber se a aposta da empresa vai gerar o sucesso que ela espera alcançar. Resta ao usuário escolher o que mais lhe interessa ao utilizar um computador e as ferramentas da internet, talvez a Apple possa não se sair tão bem nesse sentido, já que no produto o visual chama atenção em detrimento da funcionalidade. A repercussão foi boa, agora é esperar para conferir a aceitação.
Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação

A Comunicação em datas especiais

Caros amigos,

vivemos nas últimas semanas a época das festas de fim de ano, um período em que as pessoas buscam se aproximar cada vez mais das outras, e sempre podemos observar alguns aspectos: quem nunca parou para enviar uma mensagem ou ligar para um amigo ou parente, desejando votos de feliz ano novo na hora da virada? Quem nunca enviou ou recebeu o já tradicional cartão de natal de uma pessoa querida que está longe?

O ser humano tem essa característica de procurar estreitar os laços e relações em épocas de comemoração, de se fazer presente em períodos especiais e de compartilhar um momento feliz com outra pessoa. É nesse ponto que a comunicação surge como elo entre essas partes, possibilitando essa integração e aproximação entre as pessoas e fortalecendo a união entre elas. O homem parece sentir necessidade, nesses determinados períodos, de estar mais a par do que está acontecendo com o outro. Procura, de alguma forma, sanar as fragilidades do próximo, como se houvesse algo que o atraísse a agir dessa maneira, ou, por que não, como se seguisse um clichê, algo já consolidado como enviar votos de felicidades e desejar o bem ao outro, a ação torna-se mecânica e destituída do verdadeiro espírito fraternal.

Nos dias atuais, utiliza-se muito a internet e os aparelhos eletrônicos para tal comunicação: cartões de natal virtuais, mensagens pelo Orkut, Twitter, Facebook e outras mídias sociais, ligações e mensagens via celular. Enfim, devido à evolução dos meios de comunicação, à verificação da existência de um maior dinamismo e praticidade na utilização da tecnologia e à crescente adesão das pessoas a estas novas formas de interação as cartas e outras formas analógicas de comunicação vêm sendo substituídas gradativamente.

O conhecimento e atualização a essas mudanças e a atenção consante aos clichês, para apagar o mecanicismo dos atos comunicacionais, são pontos de essencial importância no desenvolvimento de relacões coerentes. É assim que a RPjr procura desempenhar seus trabalhos: sempre disposta a ajudar da melhor forma, prezando pelo contato permanente com clientes e público em geral e sempre estando próxima às pessoas, para dessa forma otimizar o trabalho realizado, agregar valores e comunicar resultados.

Felippe Ferro
Diretoria de Comunicação

Opinião On-line


Hoje vivemos a segunda geração da World Wide Web, que nos mostra cada vez mais potencial de uso, tanto pelo usuário final quanto pelo corporativo. O conceito de troca de informações em um ambiente dinâmico e interativo tomou proporções estratégicas, forçando uma mudança comportamental das empresas em relação às oportunidades de negócios e a seus colaboradores.

Há pouco tempo, os clientes eram passivos às inovações, ficando à espera do que viria de novidade tecnológica. Hoje, este mesmo cliente tem vias de acesso direto às empresas com as quais se identifica, dando sugestões, críticas e idéias, contribuindo e movimentando efetivamente as empresas. Esta responsabilidade também é dividida pelos funcionários das corporações, que hoje participam, de fato, do negócio ao encontrar internamente espaços abertos à criatividade e à inovação, além de meios de comunicação interativos com as lideranças.

Para se tirar o melhor proveito da atual fase da rede mundial de computadores é preciso tratá-la com seriedade e transparência e estar disposto a enfrentar de forma construtiva as críticas que certamente aparecerão.

Na era da Web 2.0, as inovações deixam de ser mérito de grandes multinacionais ou estrategistas de peso e passam a ser resultado de uma parceria da empresa com seus funcionários, clientes e usuários, estabelecida em uma plataforma de duas vias.

Aqui, vale a famosa reflexão: “Não faça perguntas se você não está disposto a ouvir as respostas”. Em suma, nesta era, não adianta ser moderna e ousada se a empresa não está, de fato, preparada para encarar seus pontos fracos, dialogar e agir para contorná-los.

Por Juceli Azevedo, diretor de Comunicação da Dell Brasil
Adaptado por Mariany Granato e Catarina Rangel
Diretoria de Comunicação RPjr.